O doce e saudoso sabor dos reencontros

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Cajuru: lembranças e reencontros inesquecíveis

Há poucas coisas tão gratificantes nessa vida como rever velhos amigos. Na verdade, amigos antigos que, ao reencontrá-los, temos a certeza de que nunca deixaram de ser amigos, independentemente do que tempo que estão afastados ou distantes. E não importa se eram muito ou pouco próximos, são pessoas que fizeram parte de momentos importantes que ficarão registrados para sempre. Esses reencontros me trazem de volta, imediatamente, lembranças incríveis da minha vida, da minha infância, da minha adolescência. E a gente percebe isso pelo carinho com que é tratado.

Tenho muito isso na cidade de Cajuru, próxima a Ribeirão Preto. Um lugar delicioso onde vivi durante toda a minha infância e adolescência. Quando meus pais se mudaram para lá eu tinha 9 anos de idade, mas já frequentava a cidade e tinha amigos desde que nasci. O primeiro "Velotrol", a primeira bicicleta, a primeira namorada, a primeira briga de rua, a turma do colégio... tudo aconteceu ali. Inclusive fatos não tão agradáveis, como a morte de meu pai.

Dias atrás, depois de um tempo distante, estive por lá de novo. É incrível a sensação de andar pela cidade na esperança de rever alguém conhecido, uma feição familiar, um amigo do qual mal me lembrava. Pareço uma criança revirando o baú de coisas antigas e preciosas. Muitas vezes vejo apenas um rosto distantemente familiar. Mas por força da minha profissão, acabo sendo reconhecido e lembrado como aquele menino que desbravava as ruas de paralelepípedo da cidade.

Entre esses reencontros casuais, quando estive por lá, agora, tive o prazer de topar com três grandes amigos. Téio, Eugênio e Júnior faziam sua caminhada matinal quando passaram por um bando de malucos fantasiados de ciclistas, saindo para fazer trilha na redondeza. Eu e meu irmão éramos dois desses malucos. Foi um encontro rápido onde pude sentir o carinho e a proximidade daquelas pessoas que não via há tantos anos. E é esse tipo de presente que me faz voltar a Cajuru sempre.

Tive outro encontro fortuito com outro grande amigo, na praça onde sempre estávamos nos fins de noite, após os bailinhos no clube. Robertinho Menta, igualmente carinhoso, parou o carro, desceu, me cumprimentou e, de repente, estávamos nós ali relembrando bons momentos. Um pouco depois, mais uma passadinha em outro lugar e novos reencontros. Momentos que me fazem sentir de novo aromas de uma época que não volta mais, mas não vai embora jamais das minhas memórias.

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O coreto: palco de tantas paqueras e namoros.

E tenho esse carinho especial por Cajuru até hoje exatamente por causa desse carinho. Os mais novos me falam de seus pais, meus antigos colegas. Os mais velhos lembram com saudosismo do meu pai, um benemérito da cidade. Os da mesma geração que eu, mesmo que eu não os reconheça, sempre lembram de momentos que passamos no ginásio, nos passeios de bicicleta pela praça, das tardes de sol no clube Recanto da Amizade, que carinhosamente chamávamos de "piscina de baixo". Muitas vezes é difícil reconhecer rostos depois de tanto tempo. Mas basta um nome, um sobrenome, um apelido, pra entender como sabem tanto de você.

Cada esquina tem uma história, cada casa lembra uma situação, cada árvore da praça guarda um nome rabiscado ao lado de outro de quem se gostava. As paixões dali jamais serão esquecidas, mesmo aquelas não correspondidas, apenas respondidas em forma de cartas que demoravam a chegar. O amor por uma garota que durou mais de uma década, o peso na consciência por ter ferido alguém numa briguinha de rua e a lembrança da dor de um tombo ao pular um muro qualquer. Os doces caseiros feitos pela tia, os fins de semana na fazenda, os passeios a cavalo e os banhos de cachoeira... tudo isso vem à tona e reconstrói um passado que jamais desejamos esquecer.

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Durante um passeio em Cajuru, outros tantos reencontros com amigos queridos.

Hoje ainda mantenho amizade próxima com muitos com quem convivi ali na infância. Alguns até viraram "parentes". Parte da minha família ainda está por lá e sinto por não ter tempo de passar por ali mais vezes. Mas o que me conforta é que sempre serei bem vindo em Cajuru. E as pessoas dali sempre serão bem vindas ao meu coração. Obrigado aos amigos e à cidade por terem me ajudado a me tornar o que sou! Tenho orgulho de olhar um banco da praça e ver o nome do meu pai ali, embaixo do da "firma" dele.

Reencontrar velhos amigos sempre nos permite manter viva a parte da nossa história que, as vezes, as circunstâncias tentam apagar. Para mim, jamais!

Imagina na próxima Copa!

Brasil alemanha Imagina na próxima Copa!

"Caramba, Thiago... e eles nem queriam humilhar a gente!"

É Brasil, não foi dessa vez. Mas também não foi da última, em 2010. Nem da penúltima, em 2006. Pois é, acho que ninguém lembrava que o nosso penta já completa doze anos! Talvez seja por isso que queríamos tanto essa taça, justamente por ser no nosso quintal. Imagina um time paulista ficar doze anos sem título! É a desgraça do clube para o deleite dos adversários.

Mas de quatro em quatro anos dói menos. Ou parece que dói menos. Garanto que até mesmo para aqueles que desdenharam a Copa desde o início, doeu. Como para mim, por exemplo. No começo eu não estava muito empolgado. Talvez por prestar mais atenção na farra com o dinheiro público na construção dos estádios e nos arranjos nefastos da Fifa e da CBF. Mas como percebi que não adiantava esbravejar com a bola rolando, cedi a tentação de torcer um pouco.

De uma certa forma, não por empolgação própria, mas contagiado por amigos, pelas pessoas nas ruas, pelos torcedores que entrevistei por aí e por essa paixão desenfreada que o brasileiro tem pelo futebol. Me incomodei com os empates, sofri nos pênaltis e sorri com as fracas vitórias. Mas sorri, fazendo meu papel de patriota, na mesma proporção em que brado contra as mazelas públicas. Afinal sou brasileiro e pensei: "Porque não torcer pela seleção já que faço isso por mudanças no país?".

Mas minha empolgação não foi muito longe. Já tinha arrefecido com o empate contra o México e as tímidas vitórias sobre as pobres Croácia e Camarões. E esfriou de vez com a disputa nos pênaltis contra o Chile. Eu já não esperava muito contra a Colômbia, mas positivamente acertei o bolão. E quando vieram os 3 primeiros gols alemães em menos de vinte e quatro minutos de jogo, eu já começava a me despedir do mundial como torcedor.

Para a minha sorte, não sofri nem chorei como muitos. Mas senti por eles. Fiquei envergonhado no lugar daqueles que estavam lá, na arquibancada do Mineirão nesse fatídico "8" de julho. E, por coincidência, 7 + 1 = 8. Oito do 07 (julho). E quase deu 8. Mas aí já é assunto para o resto do ano dos numerólogos. Imagina se fosse em Agosto!

Essa pode ter sido ou não a Copa das Copas. A imprensa internacional diz que sim. A nossa diz que nem tanto assim. Pelo menos o "imagina na copa" dos pessimistas não vingou. Passagem de avião tava um absurdo de cara. Diária de hotel então, nem se fala. O hot-dog dobrou de preço e tentaram até me vender cerveja "itaipava" por 6 reais a latinha, na Vila Madalena, achando que eu era estrangeiro. Mas ninguém ligou. Até mesmo as manifestações do "contra a copa" foram pífias. Claro, tinham de terminar antes do jogo começar!

Enfim, esta copa, para muitos, passará despercebida. Talvez seja lembrada apenas pela "chocolatada alemã". Ou esquecida. E olha que eles não queriam nos humilhar, como disseram à imprensa. Imagina se quisessem!

Mas uma coisa é certa: na próxima a taça é nossa. Não haverá estádios para construir nem infraestrutura para prometer. E Felipão também não vai estar lá. Neymar já estará melhor da coluna e Fred talvez tenha aprendido algo sobre estar em campo de verdade. Até lá David Luis tenha cortado o cabelo e Julio César... ah, que ele continue sendo o mesmo Julio César. E que a Alemanha cumpra a promessa: que realmente não queira nos humilhar em campo. De verdade!

Se for assim, imagina na próxima Copa!

30 coisas que você deve parar de fazer a si mesmo

Vi este texto em algum lugar da internet e achei produtivo compartilhá-lo. Acho que serve bem para nos fazer enxergar certas coisas para as quais somo cegos, seja por desinteresse, por burrice, por intransigência ou baixa auto-estima. Eu já deixei de lado pelo menos a metade das dicas abaixo. Aproveite-as.

1. Pare de perder tempo com as pessoas erradas
A vida é muito curta para perder tempo com pessoas que sugam a sua alegria para fora de você. Se alguém quer você em sua vida, eles vão criar espaço para você. Você não deveria ter que lutar por um lugar. Nunca, jamais insista em aparecer diante de alguém que subestima o seu valor. E lembre-se, seus verdadeiros amigos não são as pessoas que estão ao seu lado quando você está vivendo seus melhores dias, mas sim aqueles que permanecem mesmo nos piores momentos.

2. Pare de fugir dos seus problemas
Encare-os de frente. Não, não vai ser fácil. Não há ninguém no mundo capaz de sair ileso de cada pancada que leve. Não é esperado que estejamos aptos a imediatamente resolver quaisquer problemas.  Simplesmente não somos feitos desta forma. Na verdade, somos feitos para nos irritarmos, nos entristecermos, nos machucarmos, tropeçarmos e cairmos. E é por isto ser a razão mesma de viver – encarar problemas, aprender, se adaptar, e resolvê-los ao longo do tempo. Isso é o que efetivamente nos molda na pessoa que nos tornamos.

3. Pare de mentir para si mesmo
Você pode mentir para qualquer outra pessoa no mundo, mas você não consegue mentir para si mesmo. Nossas vidas melhoram apenas quando arriscamos encarar as oportunidades, e a primeira e mais difícil oportunidade que podemos encarar é sermos honestos conosco mesmos.

4. Pare de colocar as suas necessidades em segundo plano
A coisa mais dolorosa é perder-se de si mesmo no processo de “amar” alguém demais, e esquecer de que você é especial, também. Sim, ajude aos outros; Mas ajude-se também. Se existe um momento para correr atrás de sua paixão e fazer algo que realmente importa para você mesmo,este momento é agora.

5. Pare de tentar ser alguém que você não é
Um dos maiores desafios na vida é ser você mesmo em um mundo que tenta fazê-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, alguém sempre será mais esperto, alguém sempre será mais jovem, mas eles jamais serão você. Não mude para que os outros passem a gostar de você. Seja você mesmo e as pessoas certas vão amar quem você é de verdade.

6. Pare de se apegar ao passado
Você não pode iniciar o próximo capítulo da sua vida se você continua relendo o anterior.

7. Pare de ter medo de cometer erros
Fazer algo e falhar é ao menos dez vezes mais produtivo do que não fazer nada. Todo sucesso deixa uma trilha de falhas atrás de si, e cada falha é um passo rumo ao sucesso. Você acaba se arrependendo muito mais das coisas que NÃO fez, do que daquelas que fez.

8. Pare de se reprender por velhos tropeços
Nós podemos amar a pessoa errada e chorar sobre as coisas erradas, mas não importa o quão erradas as coisas se tornem, uma coisa é certa, os enganos nos ajudam encontrar a pessoa e as coisas que são certas para nós. Todos cometemos enganos, temos tropeços e mesmo nos arrependemos das coisas em nosso passado. Mas você não é seus enganos, nem seus tropeços, e você está aqui AGORA com o poder de definir o seu dia e o seu futuro. Toda e cada coisa que aconteceu na sua vida está te preparando para um momento que ainda virá.

9. Pare de tentar comprar felicidade
Muitas das coisas que desejamos são caras. Mas a verdade é que, as coisas que realmente nos satisfazem, são totalmente grátis – amor, risadas e trabalhar naquilo que nos apaixona.

10. Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros
Se você não está feliz com quem você é por dentro, você tampouco será feliz em um relacionamento de longo prazo com quem quer que seja. Você precisa criar estabilidade na própria vida em primeiro lugar, antes que possa compartilhá-la com mais alguém.

11. Pare de ficar ocioso
Não pense demais ou você criará um problema que nem existia, para começar. Avalie as situações e tome ações decisivas. Você não pode mudar o que se recusa a encarar. Progredir envolve assumir riscos. Ponto! Você não pode andar até a segunda base e manter o seu pé ainda na primeira.

12. Pare de pensar que você não está pronto
Ninguém realmente se sente 100% pronto quando uma oportunidade aparece. E isto acontece porque as mais grandiosas oportunidades na vida nos forçam a crescer além das nossas zonas de conforto, o que significa que não estaremos totalmente confortáveis, no início.

13. Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas
Relacionamentos devem ser escolhidos com sabedoria. É melhor estar só do que em má companhia. Não há necessidade de pressa. Se alguma coisa deve ser, ela acontecerá – no seu tempo certo, com a pessoa certa e pela melhor das razões. Se apaixone quando estiver pronto, não quando estiver solitário.

14. Pare de rejeitar novas relações por que as antigas não funcionaram
Na vida você perceberá que existe um propósito em conhecer cada pessoa que você conhece. Alguns testarão você, outros te usarão, e outros te ensinarão. Mas, o que é mais importante, alguns despertarão o que há de melhor em você.

15. Pare de tentar competir com todo mundo
Não se preocupe com o que os outros fazem melhor do que você. Concentre-se em bater os seus próprios recordes todos os dias. O sucesso é uma batalha travada apenas entre VOCÊ e VOCÊ MESMO.

16. Pare de ter inveja dos outros
A inveja é a arte de contar as bençãos alheias, ao invés das próprias. Se pergunte o seguinte: “O que é que eu tenho que todas as outras pessoas desejam?”

17. Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo
As “bolas com efeito” da vida são jogadas por um motivo – para mudar o seu caminho numa direção que se destina a você. Você pode não ver ou entender tudo no momento em que isto acontece, e pode ser difícil. Mas pense naquelas “bolas curvas” negativas que foram jogadas para você no passado. Você frequentemente perceberá que no final elas te levaram a melhores lugares, pessoas, estados de espírito, ou situações. Então sorria! Deixe todos saberem que hoje você é mais forte do que era ontém, e então você será.

18. Pare de guardar rancor
Não viva a sua vida com ódio no coração. Você acabará machucando a si próprio muito mais do que as pessoas que você odeia. Perdoar não é dizer “o que você fez de errado comigo não tem importância”, é dizer “eu não vou permitir que o que você fez comigo seja a ruína eterna da minha felicidade”. Perdoar é a resposta… desapegue, encontre paz e liberte-se! E lembre-se, o perdão não é apenas para as outras pessoas, é para si mesmo também. E você deve perdoar-se, seguir em frente e tentar fazer melhor na próxima vez.

19. Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles
Recuse-se em baixar os seus padrões de qualidade para acomodar aqueles que se recusam a elevar os deles.

20. Pare de perder tempo se explicando aos outros
De toda forma, seus amigos não precisam e seus inimigos não vão acreditar. Apenas faça o que seu coração aponta como o caminho certo.

21. Pare de fazer as mesmas coisas de novo e de novo sem uma pausa
A hora certa de respirar profundamente é quando você não tem tempo pra isso. Se você continuar insistindo no que está fazendo, você vai continuar obtendo o mesmo resultado. Às vezes, você precisa se distanciar um pouco para ver as coisas mais claramente.

22. Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos
Aproveite  as pequenas coisas, pois um dia você pode olhar para trás e descobrir que elas eram as grandes coisas. A melhor porção da sua vida será composta dos pequenos e inomináveis momentos que você passa sorrindo junto de alguém  importante pra você.

23. Pare de tentar alcançar a perfeição
O mundo real não recompensa o perfeccionismo, ele recompensa as pessoas que conseguem fazer as coisas.

24. Pare de seguir o caminho do menor esforço
A vida não é fácil, especialmente quando você planeja alcançar algo de valor. Não pegue o caminho mais fácil. Faça algo extraordinário.

25. Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está
É perfeitamente normal desmoronar por um breve período. Você nem sempre precisa fingir que é o mais forte, nem constantemente tentar provar que tudo está indo bem. Você tampouco deveria se preocupar com o que os outros pensam – chore se precisar – é saudável colocar suas lágrimas para fora. Quanto mais cedo você o fizer, mais cedo você estará apto a sorrir genuinamente de novo.

26. Pare de culpar os outros pelos seus próprios problemas
A dimensão com que você conseguirá realizar seus sonhos depende da dimensão com que você assume responsabilidade pela própria vida. Quando você culpa os outros pelo que você está passando, você nega responsabilidade – você dá aos outros poder sobre aquela parte da sua vida.

27. Pare de tentar ser tudo para todos
Alcançar isto é impossível, e tentar apenas te levará ao esgotamento. Mas fazer uma pessoa sorrir PODE mudar o mundo. Talvez não todo o mundo, mas o mundo dela. Então estreite o seu foco.

28. Pare de se preocupar demais
A preocupação não removerá os obstáculos do amanhã, mas removerá as delícias do dia de hoje. Um modo de verificar se algo vale o esforço de super ponderar a respeito é se fazer a seguinte pergunta: “Isso importará daqui a um ano? Três anos? Cinco anos?”. Se não, então não é nada que valha o esforço de preocupar-se.

29. Pare de focar naquilo que você não quer que aconteça
Foque naquilo que você quer que aconteça. Pensamento positivo está na dianteira de todo grande história de sucesso. Se você acordar toda manhã com o pensamento de que algo maravilhoso acontecerá na sua vida hoje, e você prestar muita atenção, você com frequência descobriá que tem razão.

30. Pare de ser ingrato
Não importa o quão bom ou o quão ruins as coisas  estejam, acorde todo dia grato pela sua vida. Alguém em algum lugar está desesperadamente lutando pela própria vida. Ao invés de pensar naquilo que falta, tente pensar em tudo aquilo que você já tem e que quase todo mundo sente falta.

Ao sabor de guacamole!

guacamole Ao sabor de guacamole!

Guacamole: sabor nem tão apreciado assim.

A Seleção Brasileira ainda não mostrou a que veio. Aliás, mostrou que veio para fazer quase nada até agora. A vitória sobre a Croácia nem merece muito entrar para a lista de vitórias da seleção, porque não foi lá grande coisa, contra uma equipe que não é lá um grande time. Além disso, o primeiro gol da Copa ter sido contra e DO BRASIL SIL SIL! não foi lá coisa de se fazer na estréia.

E agora vem esse empate com o México, com sabor de guacamole - meio azedo, meio salgado, meio sem gosto de nada. Pra mim, misturar abacate com tomate, salsinha e limão, é como fazer um frapê de banana com feijão e soja. Gosto de comida mexicana, mas não adoro. Como guacamole, mas não faço questão. Como todo brasileiro, prefiro um bom churrasco.

Meus amigos mais próximos vão rir quando lerem este post porque imaginam que não entendo nada de futebol. E eles estão certos. De futebol não entendo quase nada. Mas entendo quando um time não vai bem. E o Brasil, depois dessa derrota para um time que, historicamente, seria mais fraco que a Croácia, não esta bem mesmo! A gente ganha quando imagina que vai empatar e empata quando pensa que vai arrebentar? No mínimo estranho!

Mas a seleção é sempre assim. Ainda mais jogando em casa. Entraram de salto alto em campo enquanto os mexicanos entraram de sombrero depois da siesta. O problema mesmo foi a seleção Arriba-Arriba não ter marcado primeiro. Se marca, o Brasil corre atrás. Só se mexe quando leva o primeiro tapa. Se não, adormece como foi nessa terça. E o jogo deu sono, heim?

Mas afora as firulas de Neymar (que adoro ver jogando) e os desacertos de Fred (que está mais para Fred Flinstone do que Fred Krugger), quem "merece o motorádio" na partida (se lembram disso?) é o goleiro Guilhermo Ochoa. O cara saltou que nem gato e impediu pelo menos quatro gols dos brasileiros. Foi considerado o melhor jogador em campo pela Fifa e conta com isso para arrumar emprego. E SÉRIO!! O cara tá desempregado e nem sabe o que vai fazer depois da Copa. Ochoa jogava pelo time francês Ajaccio desde 2011 mas o contrato terminou na última temporada antes da copa e, pasmem, ninguém quis contratá-lo. Quem sabe depois dessa atuação alguém se interesse. Quem sabe até algum time brasileiro. Já pensou na ironia?

Bom, depois de ter engolido essa guacamole, meio atravessado, só resta aos brasileiros da seleção se refestelarem com Camarões. Mas também não é uma iguaria fácil de se degustar. Apesar de ser, supostamente, um prato caro e nobre, pode causar mal-estar e indigestão a quem não tem estômago pra esse "lixeiro do mar".

Como eu! Eu não como camarão. Sou alérgico. E vou torcer para não ter de engolir mais essa!

Um Dia dos Namorados pra não se esquecer!

amor futebol Um Dia dos Namorados pra não se esquecer!

Dia 12 de junho, uma data em que todos os casais, inclusive aqueles que já estão há anos juntos, de papel passado, comemoram feito pombinhos apaixonados. E podem até ter quebrado o pau no dia anterior que tudo sumirá na névoa densa do amor e do carinho que permeiam esse dia.

Dia 12 de junho é dia de dar presentinho, reservar mesa naquele restaurante tão desejado, enfrentar fila em motel, ou simplesmente abrir uma garrafa de vinho em casa para degustar com a companheira. É dia de acordar dando ou recebendo buquê de flores, com café da manhã na cama e muitos beijinhos e abraços amorosos com bafo de noite mal dormida.

Dia dos namorados é dia de passar o tempo todo mandando mensaginha pelo celular, pelo Face, pelo Whats, pelo Insta (com foto de beijinho no ombro) e, quem ainda vive na idade da pedra, pelo Orkut.

Dia 12 é dia de cancelar o poker com os amigos, a pelada com colegas de trabalho, o jiu-jitso da academia e preparar o físico para a noite de sexo selvagem (em alguns casos nem um pouco assim) que virá pela frente. Noite que terá de superar todas as outras vividas até o momento, desde o último dia 12 de junho do ano passado.

Será dia também de convocar a sogra para tomar conta da bebê ou de mandar os filhos pra casa da vovó, deixando acertado que será ela que terá de buscá-los na escola no fim de tarde. E para muitos malandros, dia de malabarismos, de arranjos e estratégias para conciliar a comemoração com a esposa e com a amante (ou com o marido e o Ricardão) que, é obvio, cobra mais a comemoração do que a própria mulher (ou marido).

Geralmente, os homens despertam ira nas mulheres quando se abancam no sofá para assistir futebol. Mas, por causa disso, este dia dos namorados será histórico e diferente. Será como a passagem do cometa Harlley, como o eclipse total da Lua, como a última chuva de granizo no Morumbi ou como uma chuva de meteoros. E talvez ocorra apenas uma vez em nossa existência. Tão raro quanto Lula admitir que sabe de alguma coisa.

Neste dia 12, praticamente todos os homens do planeta (pelo menos onde se comemora o dia dos namorados) vão poder festejar do jeito que mais gostam: assistindo futebol pela televisão, esparramados no sofá, tomando cerveja gelada e, o melhor, com suas esposas, namoradas, amantes, concubinas, amásias, peguetes, ficantes e afins, sem reclamar, torcendo junto, felizes e saltitantes a cada grito de gol! Isso para aqueles que não vão aos estádios porque senão a comemoração da data será ainda cercada de, pelo menos, 50 mil "velas".

É, meus amigos, será um dia dos namorados pra se guardar pra sempre. Mas por recomendação médica, não tente comemorar seu aniversário de casamento assim se por acaso coincidir com presença do seu time na final do Brasileirão este ano!

E vai ter Copa! Com amor e carinho!

 

É… acho que vai ter Copa mesmo!

Copa É... acho que vai ter Copa mesmo!

É pessoal, VAI TER COPA SIM!. Não sei se felizmente ou infelizmente. E por mais que os negativistas e contrários reclamem, é bem capaz de dar tudo certo. Porque vão fazer de tudo pra dar certo. Até mesmo, varrer pra debaixo do tapete o que der errado. É claro que não faltarão as manifestações, as passeatas, os protestos e as tentativas de atrapalhar o acesso ao Itaquerão, em São Paulo, e aos outros estádios Brasil afora. Mas o evento é uma realidade e vai rolar, muita gente querendo ou não.

Já critiquei o evento aqui nos meus artigos, mas como sou realista, vi que não adianta espernear. Mas o que critiquei não foi sua realização em si e sim a forma como tudo foi feito. Houve gastança exagerada, atrasos, desvio de prioridades, esquemas políticos e "cartoleiros", autoridades e celebridades querendo tirar sua casquinha a qualquer custo, etc. De que adianta agora berrar na porta do estádio, minutos antes do jogo começar? Acho que a gritaria deveria ter começado lá atrás, em 2007, quando o país foi eleito sede do mundial.

O jeito agora é deixar a bola rolar. Confesso que estou sem vontade nenhuma de prestigiar a audiência dos jogos por causa da barbárie que promoveram para que a Copa fosse realizada aqui, mas também não vou ficar puxando o fio da tomada dos televisores por aí numa revolta sem fim. Como sei que vou trabalhar muito durante o evento, vou enxergá-lo mais como uma obrigação do que um momento patriótico.

O que me incomoda nisso tudo é a maneira, muitas vezes "canalha" de alguns grupos quererem usar o evento para defender seus interesses particulares, como no caso dos grevistas. Sim, todos merecem reivindicar, brigar por melhores salários e condições de trabalho - direito previsto na constituição -  mas o que estamos vendo, pelo menos em São Paulo, é de dar nojo.

Falo principalmente dos metroviários que poderiam, inteligentemente, contabilizar a greve a seu favor se a soubessem fazer. O que vemos hoje é a população inteira da maior capital do país revoltada com a paralisação. Assim como estiveram com a greve dos ônibus. Em países desenvolvidos (e nós estamos muito longe disso), as catracas do Metrô seriam abertas diariamente, permitindo o vai-e-vem gratuito de milhões de pessoas. Prejuízo para o governo e apoio da população. Mas aqui, como a maioria das greve, ferra-se o povo e não as empresas e patrões.

E a canalhice se tornar ainda maior à beira do maior evento futebolístico do mundo. Não sou só eu que digo isso: o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo que acabou de considerar a greve abusiva e aplicou multa de 500 mil reais por dia ao sindicato da categoria é quem chancela a situação. Parece birra de criança, coisa de garoto que leva a bola embora se não jogar na linha, gente que derruba o tabuleiro de dama quando está perdendo. É como os funcionários da Infraero que ameaçam paralisação todos os anos, sempre às vésperas de Natal e Ano Novo deixando passageiros em polvorosa.

No Brasil os movimentos grevistas, patrocinados por sindicatos que, muitas vezes, não tem o apoio integral de sua categoria (como vimos recentemente no caso dos ônibus) tem a equivocada orientação de jogar o ônus das reivindicações sobre o lombo da população mais sofrida. É assim quando se param os ônibus, o metrô, é assim quando se suspendem as aulas, o atendimento médico ou o policiamento nas ruas. Todo o reflexo recai diretamente sobre nossas cabeças, mais especificamente sobre aqueles que carecem diretamente desse tipo de serviço. E são estratégias que não angariam o apoio popular. Ao contrário, são medidas que ferem o direito da maioria, gerando antipatia e revolta.

A essa altura vocês devem estar se perguntando o que essa história de greves tem a ver com a Copa? Eu explico: meu temor é que estejam querendo arranjar mais para se por a culpa caso não dê nada certo. Se não tiver jogo no Itaquerão (inacabado ainda), "Ah, culpa da greve no Metrô!" O que estou querendo dizer é que, VAI TER COPA SIM, e se alguma coisa der errado, podem ter certeza de que vão jogar a culpa longe daqueles que realmente merecerão ser punidos pelo estrago. A culpa vai ser de quem fizer greve, de quem fizer protesto, de quem fizer manifestação. Menos de quem superfaturou obras de estádios, de quem os inaugurou sem estarem prontos, de quem não cumpriu a agenda de obras viárias e passou longe do que prometeu para sediar os jogos.

Enfim, meus amigos, VAI TER COPA SIM! Mas o que vai ter de bode expiatório pra levar a culpa caso seja um fiasco, disso eu não tenho dúvidas. E acho que a melhor manifestação que se pode fazer contra tudo o que aconteceu até chegarmos aqui é nas urnas, em outubro, banindo da face da terra os calhordas que estão lucrando com o momento.

Agora só pra coçar a cabeça de vocês: o Carnaval é um dos maiores eventos do mundo onde a bandalheira rola solta. Escolas de Samba são patrocinadas por bicheiros e traficantes, o Governo gasta uma fortuna com a realização dos desfiles, é o período onde a criminalidade aumenta, o consumo de álcool e drogas cresce vertiginosamente, os acidentes nas ruas e estradas se multiplicam... e ninguém nunca vai gritar NÃO VAI TER CARNAVAL?

Minha história com a bike

Bike3 Minha história com a bikeMinha paixão pela bike não é recente. Vem de, pelo menos, 25 anos atrás, quando comecei a pedalar com amigos em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde eu morei por vinte anos. Naquela época (lá pelo início dos anos 90) cheguei a me viciar - eram cerca de 35 km por dia que eu percorria pela Avenida Afonso Pena, em toda a sua extensão. E não importava se fazia sol, frio ou estava chovendo, lá estava no meu compromisso diário.

Em 2006 acabei deixando Campo Grande por força da minha profissão e fui parar em Florianopolis. E a mesma bike que me transportava 15 anos antes continuou minha parceira nas pedaladas à beira mar. Mas essa rotina, quase que diária, durou até o início de dois mil e nove. Quando vim para a Record São Paulo nessa época, acabei abandonando minha parceira de duas rodas pendurada num gancho na garagem do meu prédio. E lá ela ficou por exatos 3 anos, completamente imóvel, servindo de apoio para toda a sujeira e fuligem que pudesse acumular. O trânsito caótico da cidade, a falta de ciclovias e de tempo me empurravam para longe dela, cada vez mais.

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Trilhas com amigos: para espantar o estresse da semana.

Foi aí que no final de 2011 recebi a notícia que me tiraria do sedentarismo e, por consequência, me reaproximaria da minha companheira de tantos anos. Meu irmão, com problemas renais, precisaria de um transplante. Sem pestanejar me ofereci como doador e enquanto fazíamos os exames para confirmar nossa compatibilidade, resolvi voltar a pedalar. E desta vez com muito mais vontade. Não por recomendação médica. Mas como eu estava um pouco acima do peso e com as taxas de colesterol e açúcar elevadas, resolvi me preparar melhor para enfrentar a cirurgia e o pós-operatório.

Resolvi então dar uma bela reformada naquela companheira já desgastada pelo tempo (mais de 20 anos de existência) e recomecei a pedalar com a vontade de quem faz isso pela primeira vez. Me empolguei tanto que acabei comprando outra bike e a alternava com a antiga, dependendo do propósito - se pedalava na cidade ou nas trilhas de terra.

Daí pra frente nunca mais parei. Hoje estou 19 quilos abaixo do que estava antes da cirurgia de doação do rim (feita em setembro de 2012) e com a vitalidade de quem tem 19 anos a menos (hoje estou beirando os 50). Tenho 3 belas bikes na garagem e minha antiga companheira está a venda. Mas confesso que torço para que não apareça nenhum comprador pois tenho um plano de remodelação dela. Apego sentimental! Pedalo entre 20 a 25 km por dia e sempre me reúno com amigos para fazer trilhas de fim-de-semana. Estou novamente viciado, mas rejeito qualquer tratamento contra isso.

Bike5 300x225 Minha história com a bike

Conquista de bem-estar e vida saudável proporcionada pela bike.

A bike faz parte dessa minha história de doação de um órgão para o meu irmão. Afinal foi ela que me ajudou a me preparar para enfrentar todo o processo. E de doação de tempo para a minha saúde. Perdi peso, ganhei uma vida muito mais prazerosa, dei um chega pra lá no estresse e retomei uma atividade maravilhosa que nunca deveria ter abandonado. Sem falar nas taxas de bom humor que subiram consideravelmente.

E o melhor de tudo: meu irmão que era um sedentário, de quase não sair do sofá a não ser para trabalhar, também se viciou nas pedaladas. Já chegamos a pedalar juntos em alguns momentos e pedalaríamos mais se não fosse a distância, por morarmos em cidades diferentes. Acho que o contaminei com o rim que doei pra ele. Com certeza, o órgão carregava esse vírus tão energizante e saudável que nos faz querer, cada vez mais, viver sobre duas rodas.

Bike Ney2 300x200 Minha história com a bike

O mano (de camisa vermelha), viciado no pedal depois de receber um rim novo.

Você também tem uma história com sua bike? Conte pra mim nos comentários!

São Pedro caprichou: faltando água e ele manda granizo!

granizo sp size 598 São Pedro caprichou: faltando água e ele manda granizo!

Vamos derreter isso aí que acaba a falta dágua!

Fazia trinta e dois dias que não chovia em São Paulo. Mais de um mês sem o paulistano ver uma gota d'água sequer. A coisa está tão ruim que basta passar na frente de um posto de gasolina e ver uma placa escrito "Ducha Grátis" que já tem lá uma fila de gente com toalha e sabonete na mão! Brincadeira, claro. Mas não será impossível disso acontecer se a chuva continuar não dando as caras por aqui.

Mas nesse domingo choveu bastante. Em várias regiões da cidade caiu até granizo. Aliás, mais granizo que chuva mesmo! A coisa foi tão feia que a gente até poderia dizer que choveu "granito". Carros ficaram danificados, ruas inteiras ficaram encobertas pelo gelo. Parecia neve. Capaz até de alguém ter encontrado um pinguim passeando. Foi assustador!

E com essa falta d'água em São Paulo, com certeza alguém pôs baldes no quintal e está esperando o granizo derreter pra tomar banho. Já imagino o camarada esfregando "as pedras" no corpo junto com o sabonete.

Que situação! Situação em que vamos por a culpa em apenas duas pessoas. São Pedro é uma delas, é claro. ELe fechou as torneiras do céu quando deveria tê-las esquecido um pouco mais abertas nos primeiros meses do ano. Mas como, geralmente, nessa época pinta um monte de gente rezando pra não chover por causa das enchentes na capital, dessa vez ele levou os pedidos à sério. Pra não ter enchente, não pode ter chuva. "Então tranca tudo", teria dito ele lá em cima. Porque aqui é assim: se dez pessoas espirrarem em determinado bairro já alaga uma rua!

E quem mais tem culpa? Ahaaaaaa... isso mesmo: nosso ilustríssimo Governador, Geraldo Alckmin. Aliás, não só ele, mas todos os antecessores que jamais se preocuparam com a falta d'água em São Paulo. Nos últimos 20 anos não houve planejamento, não houve obras, não houve nada que pudesse melhorar o abastecimento da nossa cidade. De certo eles todos olhavam para aquele "marzão" de água que é (era) o Sistema Cantareira e pensaram que aquilo nunca ia ter fim. Eles também jamais imaginaram que a Dona Maria, a Dona Francisca, a Creusa, a Juvonete e as milhões de Ivoneides iriam gastar mais água lavando a calçada e o quintal nos últimos anos. E olha que em 2012, dois anos atrás, eles já sabiam que o consumo de água vinha subindo consideravelmente.

Afinal, eles seguem o "nosso" Padrão Fifa pras coisa que tem a seguinte política: "pra que remediar se a gente pode remendar depois?". E é isso que estão fazendo agora. Remendando a falta d'água fazendo uns gatos daqui e outros dali pra encher o Cantareira de novo. Enquanto isso São Pedro está lá, na dele, de braços cruzados, dando risada de tudo isso! E tenho certeza de que até o Góvis andou rezando pra ele pra não chover no início do ano por causa das enchentes! É mole?

Não é só com a água não. Tudo nesse país não tem planejamento a longo prazo. É tudo, sempre, pra resolver paliativamente o problema e deixar o abacaxi pro próximo que entrar. Tem sido assim no trânsito, com a água, vai ser com a energia e em vários outros setores. Acho que os gênios que administravam o governo nos séculos passados pensavam que a população jamais iria crescer, que o consumo de tudo jamais iria aumentar, então acharam magnífica a idéia de projetar tudo para "dez anos a frente". Enquanto isso em países como o Japão e a Alemanha, por exemplo, quando se pensa numa obra, pensa-se 100 (CEM!!!) ou mais anos pra frente. Mas aqui isso não pode! É muito tempo pra ter que se fazer outra obra-remendo depois.

Bom minha gente, eu não sei vocês, mas eu já tenho usado a água da piscina do condomínio pra tomar banho. Pelo menos o cloro ajuda a matar as bactérias. Agora se a coisa continuar como está, a gente vai ter de guardar cada espirro que der para, pelo menos, escovar os dentes. E sarcástico que é, São Pedro sacaneou: ao invés de chuva, mandou gelo. Só pra ver quanto tempo demora pro povo encher o balde, derreter as bolas, esquentar a água e, enfim, poder tomar um banho "razoável". Pô São Pedro, manda a enchente aí de novo, vai!!

Mãe: a profissão mais difícil do mundo.

Mamá e Dé 1024x768 Mãe: a profissão mais difícil do mundo.

Mãe: trabalho em tempo integral, sem férias, descanso ou remuneração.

Estamos nos aproximando de um dia importante. É claro que a data sempre foi explorada comercialmente, muito aquém da sua real importância, mas é necessário parar um pouco para refletir sobre o incrível papel dessa mulher que merece muito mais que um dia especial dedicado a ela.

Minha filha mais velha que se tornou mãe há pouco mais de um ano foi quem me enviou o vídeo abaixo. E ele me tocou, justamente, porque tenho em casa um desses seres humanos excepcionais - a mãe da minha filha mais nova, hoje com dois anos e meio. Sempre a cobrei de certas coisas que ela deixou ou deixa ainda de fazer, acreditando que seu tempo poderia ser melhor administrado. Mas depois de ver esse vídeo, me calo diante da responsabilidade e do peso de ser mãe. E me sinto insignificante diante desse trabalho que, mesmo gratificante, considero o mais duro do mundo!

O vídeo se explica por si só e dispensa mais comentários.

Fica aqui a minha homenagem a todas essas mulheres maravilhosas que conseguem ser mães e ainda cumprir seu papel de esposas dedicadas e trabalhadoras incansáveis.

[r7video https://www.youtube.com/watch?v=7d2XhaJiSUs]

 

 

Bikes versus Carros: ainda falta respeito

Desrespeito Bikes versus Carros: ainda falta respeito

Enfrentar o trânsito sobre duas rodas: tarefa amarga.

A cada dia tenho me tornado cada vez mais ciclista. Por enquanto é apenas para a prática do esporte como forma de manter uma vida mais saudável. Pedalo diariamente cerca de 15 quilometros pela região onde moro e, com essa frequência, posso afirmar que os ciclistas, sejam eles trabalhadores ou meros esportistas, ainda não recebem o devido respeito dos motoristas.

Outro dia eu estava trafegando por uma rotatória, cuja preferencial era minha, e quase fui atropelado por um motorista que não respeitou meu sinal de conversão (dado com a mão). E muito menos a placa de PARE estampada na cara dele. Reclamei, pedi mais atenção e ainda assim ganhei um dedo médio erguido no ar como quem diz "FODA-SE!". Segui em frente porque, pela reação do camarada, discutir com uma anta (o animal mesmo) com a qual eu tinha cruzado momento antes, teria sido mais produtivo e eficiente.

Canso de ler relatos de ciclistas em todo o tipo de mídia, especializada ou não, sobre esse tipo de "autoritarismo" dos
motoristas nas vias. É claro que não são todos, mas uma grande maioria ignorante que não está nem aí para a lei que diz que as ruas são espaços para serem divididos entre carros, motos, bicicletas,utilitários, ônibus e pedestres. Provavelmente um indivíduo que tem uma atitude como essa, digna de um imbecil, nunca usou um bicicleta. Talvez nem na sua insignificante infância.

Atitudes assim me revoltam num momento em que a sociedade grita por mais gentileza. Gentileza em qualquer lugar e situação. Gentileza nas ruas, no supermercado, com seu vizinho, com pessoas desconhecidas no ônibus. Gentileza que gera uma sensação de bem estar que está acima de interesses pessoais. Gentileza que não tenho visto, principalmente no trânsito, seja quando estou de bike, ou quando estou de carro.

Mas no caso dos ciclistas essa falta de gentileza pode ser, muitas vezes, fatal. E não culpo apenas a falta de educação de certos motoristas. Culpo também a falta de uma vontade política que dê mais importância a presença das bicicletas nas vias. Não há ciclovias suficientes, sinalização suficiente, não há segurança apropriada para que nós ciclistas possamos circular com tranquilidade, a não ser num parque, num feriado, num domingo de ciclofaixa.

A crescente presença de ciclistas nas ruas de todo o país é evidente. Basta você começar a observar a quantidade de pessoas pedalandodiariamente por aí. Indo e voltando do trabalho, da escola, da faculdade, da academia ou de um simples passeio. Na europa, em 2013, as bicicletas foram mais vendidas do que carros novos pela a primeira vez, em praticamente todos o países, e a comemoração foi geral. No Brasil, a venda de bikes já supera a de carros novos há pelo menos quatro anos e ninguém vê isso com euforia. Claro, elas não consomem combustível (que gera renda), rende pouco em impostos (menos de 1/3 da alíquota dos carros), não geram financiamentos e não tem qualquer influência na indústria da multa e na da emissão de CNH (que rende um absurdo para o Detran e as auto-escolas). Comemorar pra que, então?

Infelizmente, ainda vejo distante a aposta em ciclovias como solução da mobilidade urbana, principalmente numa cidade como São Paulo. E estender um pedacinho da que já existe na Marginal Pinheiros, não vai resolver o problema. A solução passa por um projeto muito mais abrangente que envolve redirecionamento do trânsito de ruas e avenidas, alargamento de pistas e outras obras custosas ao estado. E por isso mesmo é que as autoridades não estão nem aí para a questão.

Mas já seria de bom tamanho a adoção de mais medidas protetivas aos ciclistas, como multas mais altas a motoristas que os desrespeitarem, criação de mais ciclofaixas, mesmo que seja nos fins de semana e feriados e, o mais importante, SEGURANÇA CONTRA ASSALTOS para quem pedala por aí. Ah, e seria muito bom uma REEDUCAÇÃO dos motoristas, para que imbecis como aquele que citei no inicio, aprendam a entender que a rua é para todos!

IMG 1530 e1397702742394 1024x768 Bikes versus Carros: ainda falta respeito

Pedaladas diárias com atenção redobrada.

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