Arquivo do mês: abril 2012

A outra metade da vida


ampulheta A outra metade da vida

Agora só falta uma outra metade!

Não tenho mais tempo a perder com besteiras. Estou exatamente na metade do tempo de vida que espero ter. Isso se eu conseguir chegar aos 94 anos de idade. Até lá, sei que não vou conseguir fazer o que consegui nos primeiros 47 anos. Claro, por uma questão de vitalidade e sabedoria. Muito do que fiz e construí, de certo ou errado, estava baseado na minha jovialidade, impetuosidade e na inconsequência dos meus atos cometidos sem a sabedoria que tenho hoje. Se me arrependo de algo? Claro que sim! De algumas coisas que não pude ou tive medo de fazer e de outras que fiz por pura imaturidade. Mas enganam-se aqueles que dizem que fariam tudo novamente. Eu não. Eu pularia alguns momentos passados. Momentos em que magoei pessoas, machuquei minha própria alma e desacreditei nos conselhos de amigos que queriam evitar o pior. Meu erro foi confiar naqueles que diziam "vai em frente, você pode!". Sim, eu até poderia, mas nem sonhava com as consequências. E depois vi que aqueles que me incentivavam desapareceram ao ver a catástrofe provocada por seus conselhos. Com isso aprendi a dar ouvido aos meus instintos. Pelo menos não poderei jamais culpar alguém pelos meus erros.

Se as previsões se concretizarem, ainda tenho 47 anos pela frente. Mais ou menos, quem sabe. Só que terei de trilhá-lhos com mais tolerância, mais paciência, coisas que a gente não aprende a ter quando jovem. Também usarei de menos velocidade. Afinal pra que pressa pra chegar ao meu fim? Não quero fazer tudo rápido demais para acumular pontos e quantidade. Quero que as coisas sejam mais lentas para serem saboreadas com mais prazer. Como aquele prato que você degusta, tentando adivinhar cada tempero usado nele. A partir de agora quero me estressar menos, me cansar menos, brigar menos. Chorar, abraçar, beijar e amar mais. Já não quero construir patrimônio, apenas manter o que consegui como troféu das minhas conquistas. Uma vida só é confortável se você tem e se aproveita daquilo que realmente necessita. O que excede isso foi apenas para deixar alguém mais rico e você menos rico. Ou mais pobre, dependendo da referência.

Nessa metade da vida que me falta, não quero mais brigar por pontos de vista ou por razões que passei a outra metade defendendo e descobri que eram apenas as "minhas razões", apenas os "meus pontos de vista". E causei conflitos demais por querer defendê-los com unhas e dentes. Hoje apenas os discuto, sem os impor. Afinal quem é que sabe o que realmente é certo ou errado? Nessa metade de vida que me resta quero ser muito mais feliz do que ter razão. Afinal, nós vivemos, amealhamos, conquistamos e brigamos por tanta coisa para que? Não é para conseguirmos se felizes? Então vamos pular essas etapas chatas.

Nessa outra metade da minha vida quero prestar mais atenção nas estradas por que passar, olhar mais atentamente seus coloridos, seus aromas e nuances. Detalhes que perdi durante a pressa da primeira etapa. Não quero mais perder tempo com coisas que não me tragam prazer. Como ficar respondendo a ataques ou críticas nas redes sociais. Isso não vai mudar o que as pessoas pensam de mim mesmo! Também quero arrancar a buzina do meu carro porque descobri que ela não faz o trânsito andar. Ela faz a irritabilidade crescer. E vou continuar sendo gentil por mais que as pessoas não retribuam tal gesto. A minha gentileza pode fazer bem pros outros mas faz muito mais por mim mesmo.

Quero mudar várias coisas nessa outra metade da vida. Não para ganhar mais dinheiro, mais prestígio, mais status ou mais poder. Apenas para poder ganhar mais tempo para coisas que sacrifiquei na metade anterior: a paz, o prazer das coisas simples, as amizades sinceras, os amores verdadeiros e incondicionais, a beleza da honestidade e a pureza da simplicidade. Mais 47 anos, aí vou eu!

 

Inspirado no texto "O valioso tempo dos maduros" (ora atribuído a Mário de Andrade, ora a Mário Coelho Pinto de Andrade, escritor angolano), compartilhado por uma amiga no Facebook.

A vida termina como começa

VELHO BEBE A vida termina como começa

Iguais na vida, diferentes no tratamento

Sentado no café de um shopping em São Paulo, vejo uma cena que me toca e me faz crer ainda mais que nossas vidas começam e terminam da mesma maneira. Pelo menos, deveria ser assim. De onde estou observo o vai e vem de pessoas e vejo à minha frente duas situações que, coincidentemente, aconteciam no mesmo momento. Vindo de um lado, uma mãe empurra um carrinho de bebê com um recém-nascido. Na mesma velocidade, quase que andando paralelamente mas do outro lado do corredor, uma jovem empurra a cadeira de rodas de um idoso, bem velhinho, na casa dos seus mais de noventa anos, com certeza.

Aquela cena me fez refletir, de maneira séria, sobre uma piadinha que sempre ouvi. Ela diz o seguinte: nós morremos tal qual como nascemos - carecas, cagões, babando, usando fraldas e apenas balbuciando sons. Nunca achei graça da piada porque a acho preconceituosa, um total desrespeito para com os idosos. E aquela cena me fez perceber isso ainda mais claramente. Na verdade, enxerguei ali, naqueles dois seres humanos sendo empurrados em seus carrinhos/cadeiras, uma semelhança que tem mais sentimento do que graça. Há apenas uma diferença: a indiferença!

Explico: os bebês nascem e precisam de cuidados essenciais nos seus primeiros anos de vida. Como não falam, seus choros e esperneios precisam ser interpretados, traduzidos, compreendidos e respondidos de imediato. Os bebês precisam ser alimentados por terceiros, recebem banho, carinho, atenção, conforto, cuidados com sua saúde. Quando se envelhece, esses mesmos gestos que deveriam também ser essenciais aos idosos, são simplesmente desprezados. Muitas vezes não se consegue envelhecer com saúde e boa parte dos idosos precisam de atenção, banho, alimentação por terceiros, fraldas, cuidados, atenção, carinho e conforto. Mas na maioria dos casos, não é isso que vemos. O que vemos é descaso, desrespeito, descuido, desatenção... tudo que decorre da tal indiferença da qual falei acima. E, assim como a piadinha de mau gosto acima, a situação não tem graça nenhuma.

O Brasil, por causa da melhor da qualidade de vida das pessoas, está se tornando um país de idosos. As pessoas estão vivendo mais. E me preocupa saber que essa população é a que menos recebe atenção de todos - do governo aos familiares. Quantos idosos já vimos serem jogados num asilo sem a mínima estrutura por parentes que queriam se livrar de um " problema"? Poder estacionar em vaga especial, andar de ônibus sem pagar, poder cortar a fila e ter prioridade em caixas de banco e supermercados, são apenas obrigatoriedades que são estendidas aos mais velhos. O que realmente importa, eles não tem. Cade o atendimento de saúde com qualidade? Cadê a aposentadoria digna pelo tempo que essas pessoas trabalharam? Cade a gentileza, a ajuda, a solidariedade e a educação com eles que tem mais de sabedoria do temos de vida? É isso que falta. E muito!

Se somos tão iguais ao nascermos e morrermos, porque ao invés de todo o carinho e atenção que recebemos quando bebês, na velhice acabamos recebendo o desprezo, mesmo depois de cumprir uma missão tão difícil e complexa que é completar a vida? Na verdade devemos pensar quantas vezes agradecemos por termos sido tão bem tratados quando bebês para que nos tornássemos o que nos tornamos. E se estamos retribuindo aos nossos idosos na mesma proporção. Devemos lembrar que já fomos crianças, mas também que seremos velhos um dia.

O poder das redes sociais

 

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Telefone trocado por novo depois de reclamação pública

No meu último artigo falei sobre o descaso e desrespeito com que a maioria das empresas e seus SAC (Serviço de Agressão ao Cliente) tratam os consumidores. Basta ler (aqui) pra ver o que eu disse a respeito de meus exemplos pessoais.  Mas nem tudo está perdido. Ainda há luz no fim do túnel.

Justiça seja feita: se reclamei, agora também dou o retorno. Uma das empresas contra as quais reclamei me ligou e ofereceu uma solução. A agência que faz a comunicação da Motorola me ligou e enviou um  novo aparelho celular do mesmo modelo daquele que deu pane. Sei que a coisa aconteceu mais pelo fato de eu ser um jornalista relativamente conhecido. Mesmo assim fiquei surpreso com a atitude, mas defendo que isso deveria ser uma obrigação para com todos e quaisquer clientes - espero que a empresa também aja assim com outros. Nesse caso a empresa se mostrou responsável em reconhecer que realmente havia um problema mal analisado pela assistência técnica e substituiu meu aparelho. Uma pena que nem todas pensam da mesma forma.

Mas uma nova realidade está mudando esse comportamento. As redes sociais como Facebook e Twitter (onde também postei as reclamações) estão se tornando ferramentas cada vez mais poderosas nessa relação entre consumidores e empresas. Em muitos casos, basta você disseminar algo por ali e logo logo vai haver alguém ligando pra você para dar, no mínimo, uma satisfação. Coisa que não acontece quando você simplesmente registra a reclamação no SAC ou até mesmo no Procon, órgão que muitas empresas também desprezam como se estivessem acima da lei e da justiça.

Um termômetro disso é o site Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br). Para quem não conhece, funciona da seguinte maneira: você faz uma reclamação ali, publicamente, ela é encaminhada à empresa que, se for séria, responde e tenta solucioná-la. Você pode também compartilhar o problema nas redes sociais o que fortalece ainda mais a reclamação. O site ainda traz estatísticas de reclamações registradas, porcentagem de retorno e quantas foram solucionadas. Antes de fazer um compra online, por exemplo, busque ali o nome da empresa e veja qual o perfil dela em relação ao cliente. E posso lhe dizer: sou usuário frequente e na maioria das vezes consegui retorno positivo. Mas porque? Porque grande parte das empresas estão monitorando as redes para saber o que se fala delas.

Num dos últimos eventos do Reclame Aqui em que participei, estavam reunidas mais de 200 empresas de pequeno, médio e grande porte que já estão associadas ao site para monitorar e tentar resolver as reclamações dos consumidores. Elas entenderam que uma má referência na internet pode se transformar, rapidamente, em milhões de más referências. Um exemplo dado por um dos participantes do encontro: a cada postagem feita no twitter, independente de quantos seguidores você tenha, se multiplica para 380 pessoas em menos de um minuto. Imagine isso progressivamente ao longo de um dia, de um mês. É uma imagem extremamente negativa da empresa que se espalha rapidamente como um vírus. E muitas vezes fatal para a sobrevivência dessa empresa.

Facebook, Twitter e outras redes sociais, apesar de terem o seu lado engraçado, divertido, as vezes cheio de baboseiras, tem sido alvo de vários setores de consumo. Afinal, só no Brasil são quase 50 milhões de usuários que gastaram cerca de 15 bilhões de reais em compras online em 2010 e, por isso, adquiriram o poder de decidir o que presta ou não na web. Vão brincar com um público consumidor desses?

No tocante ao comportamento da maioria das empresas, ainda temos muito de evoluir e talvez ainda se leve uns 50 anos para que elas passem a nos respeitar como como se deve e como preconiza o Código de defesa do Consumidor, principalmente as prestadoras de serviços de telefonia celular e fixa, tvs por assinatura, cartões de crédito, planos de saúde e bancos, integrantes da lista negra do Procon. Enquanto isso não acontece, seu poder está ao alcance do mouse, de um click, de uma reclamação bem fundamentada numa rede social. Use e abuse desse poder!

Falta respeito, sobra indiferença

Estou cansado! Cansado de ser tomado como trouxa por empresas que não tem o mínimo respeito pelo cidadão, pelo consumidor, pelo contribuinte. A gente reclama, vai ao Procon, denuncia nas redes sociais, leva pra televisão e nada se resolve. E não falo isso apenas por mim mesmo. Falo pelos milhões de brasileiros que enfrentam esse descaso. Gente que paga por serviços cujas prestadoras não dão a mínima pra gente.

Vou citar meus exemplos apenas para ilustrar. Comprei um bom smartphone pouco mais de um ano atrás. Moderno, cheio de recursos que facilitariam minha vida. Além do que ele oferecia, escolhi também pela marca, uma japonesa de tradição e qualidade de seus produtos fotográficos e aparelhos de som (não disse o nome!). Coincidentemente, dois dias após o fim da garantia ele trava, dá pau, para de funcionar. Um amigo vem e me diz que as empresas instalam um chip que provoca esses danos, automaticamente, após a garantia. Achei demais, uma teoria da conspiração. Prefiro acreditar em má sorte mesmo. Mandei pra assistência técnica e quiseram me cobrar 890 reais - quase o preço do aparelho. Joguei no lixo!

Comprei outro bem mais caro, de uma marca ainda mais tradicional em celulares e rádios. Pensei, "chega de problemas! Agora estou "montado" num belo celular". Ledo engano! Pouco mais de um mês de uso e... foi pro pau também. Ainda na garantia mando pra assistência técnica e 18 dias depois recebo a notícia: não consertaram alegando que "um problema que não é coberto pela garantia foi causado pela exposição do aparelho a líquidos, chuva, vapor de água, saunas ou quaisquer outros lugares onde há umidade excessiva do ar". Meu Deus, quase enlouqueci! Sabem qual foi um dos motivos pelo qual comprei o aparelho? Porque a propaganda afirma que ele é "RESISTENTE A ÁGUA". E isso está no próprio site da Motor... (opa, desculpe!) da empresa. Inclusive, pesquisei no Youtube e encontrei vários vídeos onde são feitos testes sobre isso - os usuários chegam a colocar o celular debaixo de uma torneira aberta e nada acontece. SENSACIONAL! Mas me pergunto porque justamente o meu perdeu a garantia porque foi detectada umidade nele? Que umidade seria maior do que colocá-lo embaixo de uma torneira? E olha que o meu nunca sequer chegou a ficar sobre a pia. Ou seja, há um defeito de fabricação que a empresa não quer assumir. Ou propaganda enganosa. Me senti um idiota novamente!

Deixando os celulares de lado, tive problemas com minha tv por assinatura. Fiquei 3 dias sem sinal e sem internet. Várias reclamações e incomodações depois - mesmo porque o serviço de atendimento é lamentável e um desrespeito ao consumidor - eles informaram que tinham descoberto o problema (Ohhhhhh!!!) e iriam resolver. Nossa! Muito obrigado por essa consideração. Nem precisava!! Abateram na minha fatura? Me ligaram pedindo desculpas? Nada disso! A TV... (ops, desculpa de novo) a empresa liberou uns canaiszinhos bloqueados que nem assisto por assombrosos 3 dias! Agradeci de joelho, claro.

Dos celulares às tvs por assinatura e, agora, aquecedores a gás. Mais um aparelho que entrou em pane uma semana depois de vencer a garantia de DOIS ANOS (to começando  acreditar na teoria do meu amigo). O técnico já avisou por telefone que só a visita custaria 80 reais, mesmo que não fosse feito nada (Pô, o cara vai vir de limusine pra minha casa?). Mas, é claro, que tinha alguma coisa pra fazer. Uma pecinha aqui, outra ali, gastei mais 40 pilas além da taxa da visita. Poxa, já que era visita poderia ter trazido um presentinho, né?

Mas não pára por aí não. Só que agora o problema foi com a minha mulher. Ela teve o nome incluso no SPC porque clonaram o cartão que ela tinha de um magazine aí (não quero citar o nome, apenas dizer que tem as letras C e A... Oops!) e fizeram várias compras. Mesmo tendo pedido o cancelamento por escrito e protocolado no balcão da loja, as cobranças continuavam chegando. Ainda não se resolveu porque a empresa "vai verificar o andamento da solicitação" que já rola há mais de 3 meses! Deve ser um andamento tipo lesma.

Me desculpem se desabafei com vocês, mas tenho a certeza de que muitos leitores também estão cansados de ser passados para trás sem que nada seja feito. As grandes lojas, magazines, prestadoras de serviço, fabricantes de aparelhos, enfim, estão defecando e caminhando com os problemas que nos causam. Nenhuma delas se importa em resolver alguma coisa. E se nos perdem, não faz a mínima diferença. Vão conquistar outros clientes que deixaram as empresas concorrentes pelos mesmos problemas.

E o pior de tudo: não vejo estas empresas serem multadas, terem os serviços suspensos, serem fechadas. Desrespeitam a legislação que defende nossos direitos de consumidor e tudo continua na mesma. Os SAC (Serviço de atendimento ao cliente) são, na verdade, um "Serviço de Agressão ao Cliente". E não adianta mudar. Os problemas continuam, independente da empresa. É um ciclo vicioso difícil de extinguir. Penso no dia em que teremos 30 operadoras de celular e não quatro. Sonho em ter a liberdade de escolher entre 40 TV's por assinatura e não cinco. Quem sabe assim, com liberdade de escolha e sem cartéis, seremos mais felizes. Pelo menos, seremos melhor tratados. E sonho também com uma legislação mais eficiente e punitiva que realmente acabe com esse desrespeito e faça estas empresas cumprirem o papel para o qual realmente foram criadas - prestar serviços eficientes e de qualidade. Será que estou sonhando alto demais?

Nova placa: obrigatória e cara!

 

placas Nova placa: obrigatória e cara!

A placa comum e a obrigatória (embaixo): o dobro do preço

Vem aí mais uma alicatada no bolso do brasileiro. Já não bastasse a carga de impostos que pagamos (uma das mais altas do mundo), o alto preço de serviços como luz, água, telefone, celular e banda larga (também os mais caros do mundo), agora vamos ter de engolir mais uma coisinha: a nova placa refletiva que passa a ser obrigatória a partir de abril. Porque? Fica a questão no ar sem resposta. Ou melhor, reposta o governo tem: "para identificar melhor, mais claramente, os veículos". Identificar melhor pra que? Será que as placas atuais já não são suficientemente visíveis? Isso me cheira mais uma artimanha da indústria da multa no país.

Antes da nova resolução do Contran ser aprovada no ano passado, era uma escolha dos motoristas: pagar uma taxa de 80 reais pela lacração, usando a placa comum de alumínio pintada cujo preço já estaria incluso no serviço de licenciamento e emplacamento, ou optar pela de alumínio refletiva, que custa 150 reais mais a taxa de lacração (total de R$ 230). A partir de abril teremos de engolir os 230 reais, sem choro, obrigatoriamente! Isso se os fabricantes não aumentarem o preço das placas, já que serão obrigatórias nos veículos zero km, incluindo as motocicletas que terão uma placa maior.

Faz tempo que o governo vem tentando nos morder com a CPMF novamente.  Enquanto não consegue, vai dando beliscões de forma homeopática para que paguemos uma conta cada vez maior. Dessa vez encontrou uma saída no emplacamento de veículos. Como já não bastasse a Inspeção Veicular aqui em São Paulo.

Posso até dar uma sugestão: já que a obrigatoriedade de uma placa mais visível é para identificar melhor os veículos, não sairia mais barato dar óculos de grau e binóculos para os agentes de trânsito? Em qualquer camelódromo sai bem barato... kkkk! Porque, pelo que sei, as câmeras de rua são capazes até de mostrar um pobre mosquito esmagado contra o parabrisa!

Se vai comprar um carro zero km, prepare o bolso: a nova placa passou a ser obrigatória dia primeiro de abril. E isso não foi uma mentira!

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