Faça diferente. Mas faça a diferença!

2012 Faça diferente. Mas faça a diferença!

Sabe aquela rabugice que você tem de vez em quando? De ficar reclamando o tempo todo de alguma coisa que as vezes você nem sabe o que é? Joque no lixo! Assuma o seu bom humor mais do que o seu mau-humor.

Conte mais piadas, ria mais dos outros, mas mais ainda da sua própria cara. Assuma suas burradas e chame-se de imbecil sempre que errar. Também aproveite e cometa mais erros e diga a si mesmo que nunca vai morrer sem ter tentado. Morra tentando!

Passe a dar mais bom dia, boa tarde e boa noite. Até conte as vezes em que faz isso para, a cada dia, bater seu próprio recorde. E provoque as pessoas que passam de cabeça baixa perto de você, com cara de quem brigou com o mundo, e dê-lhes um bom dia de boca cheia. Vai ver como elas se desconcertam.

Pegue do chão a caneta do seu colega que acabou de cair. Não chute pra debaixo da mesa aquela bolinha de papel que apareceu no seu caminho - o lugar dela é no lixo. Catá-la não vai travar sua coluna. Ofereça um cafezinho a alguém quando for buscar um pra você e estenda a mão sempre que alguém precisar de uma ajuda. Mesmo que seja aquele estagiário chato que acabou de derrubar toda a correspondência nos seus pés.

Repita "obrigado" quantas vezes puder no dia. Peça licença quando quiser passar ou interromper uma pessoa. Afague um cachorro, cantarole a música que você mais gosta sem se sentir envergonhado. Também não tenha vergonha de sair às ruas pela manhã e gritar bem alto "BOM DIA MUNDO!".

Escreva um poema e depois rasgue achando que era idiota. Mas escreva. Olhe-se no espelho e se ache linda, por mais que esteja acima do peso. Dê mais gorjetas, fume e beba menos, coma com mais qualidade mas não deixe de degustar as besteirinhas que sempre nos dão prazer, acompanhadas daquela cervejinha gelada.

Xingue muito mais. Mas não para ofender alguém, apenas para extravasar. Chute o balde de vez em quando, sem que o balde atinja alguém. Chore mais, molhe a camisa de lágrimas e não se envergonhe disso - você não é medroso, é sensível!

Cate um lixo do chão quando passear pelas calçadas, mesmo que não tenha sido você que jogou. Sinta como se estivesse debochando de quem fez isso. Seja mais gentil no trânsito, dê mais passagens, buzine menos e xingue apenas com os vidros fechados.

Mude apenas o que achar necessário, o que achar que não deu certo. Mas só mude se você tentou e não conseguiu. Não desista sem tentar. Arrependa-se sempre apenas daquilo que você deixou de fazer. O que fizemos, não deve ser motivo de arrependimento. De alguma forma você aprendeu com aquilo.

E prefira ser feliz do que ter razão. A razão, muitas vezes a gente pode perder. A felicidade ninguém pode lhe tirar!

2012 tem que se melhor que 2011, mas não diferente. A diferença quem vai fazer é você!

A boleia da morte


acidente 300x200 A boleia da morte
Cuidado! O perigo está ao seu lado nas estradas.

Essa semana perdemos uma colega de trabalho. Uma pessoa doce e meiga que não deveria ter partido da forma brutal como foi - num acidente de ônibus. Dayanne estava com outras três amigas e colegas de trabalho que também se machucaram. A morte dela é dolorosa para nós, amigos, e é mais uma nas estatísticas violentas que rondam as nossas estradas.

E quero me referir, especificamente, a uma delas: a BR 116, Régis Bitencourt. Foi ali que Dayanne e outros três passageiros perderam a vida. E junto com eles, apenas no período do Natal para cá, foram mais de duzentas vítimas. Pessoas que se foram em acidentes envolvendo ônibus e caminhões, os principais causadores de mortes nas estradas brasileiras, principalmente na Régis. São mais de 1.500 vítimas fatais por ano - média de 5 por dia.

Falo com propriedade disso porque, frequentemente, enfrento rodovias brasileiras a caminho de Florianópolis, onde mora a família da minha mulher, ou pelo interior de São Paulo onde tenho parentes. Nas viagens mais curtas, sempre opto pelo avião, muito mais seguro. Mas quando a temporada é maior, me arrisco a ir de carro. E, confesso: toda viagem é um misto de temor, raiva e estresse.

O motivo: o abuso, o desrespeito, a imprudência e o mal-caratismo dos motoristas de caminhões. Não da maioria, claro. Mas de boa parte deles. Me perdoem aqueles que tem esse tipo de profissional em suas famílias, mas não temo em dizer, baseado em estatísticas, que eles são os maiores responsáveis pelas mortes nas estradas. Veja alguns números de uma pesquisa da Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes de Trânsito/Vias Seguras:

- a maioria dos acidentes é provocada por fatores humanos, ou seja, por culpa do próprio motorista: velocidade inadequada, ultrapassagem indevida, fadiga (sono ao volante), não manter distância exigida, embriaguez e utilização de entorpecentes e reativantes. A faixa etária que mais se envolve é a de 18-25 anos, o que mostra a pouca experiência de alguns motoristas.

- outros fatores: chuva, neblina, farol alto, lusco-fosco (ao amanhecer e ao entardecer), animal na pista, excesso de cargas (20% acima da capacidade máxima permitida), veículo mal conservado, defeito mecânico, entre outros.

O pior mesmo é a atitude de quem comanda um caminhão. Cansei, mas cansei mesmo, de ver as atrocidades que eles cometem na pista. Ultrapassam em locais proibidos, se jogam pra cima de carros pequenos para forçar passagem, saem para a pista da esquerda sem a menor cautela ou preocupação com quem vem atrás, obrigando você a frear bruscamente ou tirar para o acostamento. Enfim, é uma sessão de desrespeito ao demais motoristas e à sinalização, que ultrapassa os limites da tolerância humana. E o resultado? Mortes, famílias destruídas e prejuízos materiais. E o pior: ninguém toma qualquer medida para impedir essa voracidade rodoviária.

Pressionados pelas empresas ou pela própria ganância em faturar mais fretes, muitos motoristas estendem a jornada além dos limites do corpo humano, se drogam, viram noites e noites na estrada sem dormir, movidos a "rebites" e a muito álcool. E com isso, dormem ao volante, perdem os reflexos, causam acidentes e tiram vidas.

Até quando? Quantas pessoas mais terão de morrer pela direção irresponsável de alguns motoristas até que se tome alguma providência? Cade a fiscalização da Polícia Rodoviária, muitas vezes calada pela propina? Cade a punição mais severa para estes motoristas que geralmente escapam dos acidentes apenas com pequenos arranhões enquanto os outros morrem? Cade a melhor sinalização das estradas? Cade os impostos que pagamos que deveriam ser usados também para recuperar as rodovias?

O acidente que matou nossa colega, também foi provocado por um caminhoneiro sem alma que tirou o ônibus da estrada, talvez pela ânsia de querer chegar mais cedo em casa ou para faturar mais uma viagem. Ou, até mesmo, por estar drogado, não se sabe. O que se sabe é que, na mesma proporção em que os caminhões transportam o Brasil de norte a sul, de leste a oeste, também carregam na boléia e na carroceria as milhares de mortes que assombram as estatísticas.

Até quando?

O menos que vale muito mais

caminhar na areia 300x212 O menos que vale muito mais

Nada como a paz de uma caminhada na areia

 

Hoje sou um cara de atitudes simples que, ao longo da vida, aprendeu que ostentações só nos fazem ter mais trabalho e dor de cabeça. É simples de explicar.

Depois de perder tudo o que eu tinha, por maus negócios feitos ao longo dos anos de 2004 e 2005, comecei a reconstruir minha vida. Mas, obrigado a fazer diferente por conta da situação, tive de deixar de lado os supérfluos, os luxos, os caprichos que me davam mais estatus do que prazer. Tenho certeza de que, por conta da função que tenho hoje numa rede nacional, muita gente imagine que, ao tirar férias, por exemplo, eu passe dias maravilhosos numa pousada de esqui em Bariloche ou desfrute de uma confortável estada num país europeu qualquer, badalado por brasileiros. Não que eu não quisesse isso. Quem não gostaria? Mas, não é bem essa a verdade!

Mesmo que tenha condições para isso hoje, as vezes prefiro passeios bem mais simples. E por um motivo bastante pessoal: por ter aprendido a sentir prazer em pequenas coisas como momentos agradáveis ao lado de amigos, caminhadas matinais numa praia vazia e cozinhar junto com minha mulher no cantinho que adquirimos no litoral para passar nossas horas de folga. E é o que geralmente faço nas minhas férias.

Foi em vários desses momentos que percebi o quanto se pode ser feliz sem estar cercado de ostentações. Nas minhas últimas férias, por exemplo, ao invés de uma viagem a Miami junto com amigos, preferi a calmaria do inverno catarinense em Florianópolis. Ver minhas cachorras correndo por uma praia tranquila, por exemplo, como se estivessem sorrindo por estarem ali, não tem preço. Poder caminhar de mãos dadas com a minha mulher, na época ainda grávida, e apreciar aquela barriga de 6 meses que brilhava à luz do sol de inverno, também foi algo inexplicavelmente gratificante. Sentar na varanda do apartamento pra ler uma revista, saborear um churrasco feito ali, na hora, ou dar uma volta pelo gramado do condomínio me deram a sensação de completude. Principalmente por saber que seria pai poucos meses depois.

Houve uma época em que eu buscava satisfazer minhas vontades morando numa casa luxuosa, ou num carro zero novinho. Acreditava que ter uma lancha iria me fazer feliz. Pensava que se me cercasse de objetos que o dinheiro me permitisse ter, como uma bela moto, ou fazer viagens constantes ao exterior, eu viveria satisfeito e seria melhor aceito no círculo social que eu frequentava. Mas ao perder tudo de repente, vi que essas coisas não fizeram falta nenhuma. Fizeram mais aos amigos que se afastaram quando tudo se perdeu.

Os tombos que a gente leva na vida nos fazem refletir sobre determinadas atitudes. E para mim, não há dinheiro ou estatus no mundo que pague a minha paz e tranquilidade! A paz de caminhar numa praia vazia, de ver as cachorras correndo por ela, de sentar na varanda de casa e ver o sorriso da nossa bebê, de ter a companhia de amigos que não se importam com o ano do seu carro ou o tamanho do seu apartamento, a paz de poder andar pelas ruas sem incômodo e poder tirar um cochilo no fim da tarde durante um fim de semana de folga.

Acho que só assim você vai perceber que o que nos torna insatisfeitos é a quantidade de coisas com as quais você se cerca. Quanto mais você tem, mais você quer e mais insatisfeito você fica. Para sermos felizes, muitas vezes precisamos de bem menos do que desejamos. Basta aprender a desfrutar melhor e dar valor ao que temos, pelo pouco que seja.

Como se diz popularmente, "o menos é mais"!

Ano Novo chegou! Mas será mesmo novo?


happy new year 300x224 Ano Novo chegou! Mas será mesmo novo?

Bem vindo seja 2012!

Mais um ano chega ao fim. E é engraçado como o suposto término de um período promove mudanças em nossas vidas. A cada dia 31 de dezembro, fazemos promessas disso e daquilo, decidimos o que será e o que não será mais feito e escolhemos o que queremos e não queremos mais a partir dali. E muito do que planejamos, fica apenas nas promessas.

Na verdade somos tomados por um suposto poder, um suposto controle de nossas vidas que realmente não temos. A vida é imprevisível e por mais projetos que traçamos, nunca sabemos ao certo se eles serão concretizados. Como muito se diz, a única coisa certa nessa vida é a morte. Mas, claro, a intenção de tentar sempre é nobre.

Não vejo a virada do ano como o fim ou o começo de algo. É claro que fomos educados em nossa cultura a comemorar uma nova etapa, mas devemos manter a consciência de que o dia seguinte, o dia primeiro de janeiro, não será diferente do dia 25 de outubro, ou do dia 16 de março, ou de 23 de abril, a não ser pelo fato de ser um feriado como outros tantos feriados. Pior neste ano porque cai num domingo.

Então por que deveria ser o começo de uma nova etapa da vida? Por que não fazer esse começo hoje ou dia 08 de agosto? Por que não tratar como "ano novo" o momento em que nos curamos de uma doença, nos recuperamos de um acidente, conseguimos um emprego melhor, nos casamos, perdoamos alguém ou temos um filho? A minha virada de ano, por exemplo, começou no último dia 14 de dezembro com o nascimento da Mariah.

Muitas pessoas esperam o primeiro de janeiro para perdoar alguém. Outros, para iniciar um novo projeto, para emagrecer, parar de fumar, voltar a estudar. Milhões esperam mudar hábitos, se tornar pessoas melhores. Outras milhares esperam o momento apenas para agradecer pelo ano que se foi. E me pergunto: por que esperar a virada do ano pra tudo isso? Esses deveriam ser exercícios diários de consciência.

De qualquer forma, o que importa é o que sentimos. A mudança do dia 31 de dezembro para primeiro de janeiro é mítica, mas se isso nos faz acreditar que tudo será diferente, então que seja. Façamos do dia primeiro o marco zero de uma nova era, mas jamais esqueçamos de ser humildes, altruístas, de perdoar, de adotar atitudes de bem, de sermos mais humanos também nos 364 dias seguintes.

Mais um ano iluminado pra todos!

Xô pessimismo. Feliz otimismo novo!

pessimismo 190x300 Xô pessimismo. Feliz otimismo novo!
Hardy, a hiena pessimista: "Oh vida, oh céus!"

Eram dois irmãos. Um era pessimista e o outro, otimista. Na noite de Natal, o pessimista ganhou uma bicicleta de presente e logo bradou: "Que merda, nem sei andar direito, vou acabar caindo e me machucando. Além do mais, se eu encostar ela por aí, alguém vai acabar me roubando!". Já o otimista encontrou uma latinha de esterco embaixo da cama e saiu gritando: "Oba, oba! Ganhei um pônei! Alguém viu ele por ai?"


Esta é uma piadinha que ouvi há muito tempo e me trouxe certa identificação com o menino da latinha de esterco, pelo otimismo que tenho. A história ilustra bem o que acontece hoje no Brasil. Tá cheio de garotinhos da bicicleta por ai.

To cansado de ouvir lamúrias por todos os lados. Abro o Facebook, por exemplo e leio ali: "Puxa, que dia terrível. Estou acabado". Ou "Esse país não tem saída!". Ou ainda "Ai meu Deus, mais uma semana complicada pela frente". A impressão que dá é que todo mundo está insatisfeito com a vida que tem. É uma onda de derrotismo e pessimismo que me assusta.

A maioria das pessoas está acostumada a reclamar: reclama das greves, reclama do salário, reclama do chefe, do trabalho, do vizinho, do bairro em que mora... reclama até da própria sombra. E, quer a verdade? Isso é um saco de ouvir! To falando porque cansei de ver gente falando que a vida não tá fácil. E gente que não tem motivo pra isso. Gente que tem emprego, que tem saúde, que tem família, que tem um teto pra morar e um prato de comida pra comer. Acorda pra vida, camarada! Tá descontente com alguma coisa, FAÇA ALGO PRA MUDÁ-LA! Ah, não depende de você? Tá bom! Essa é a principal desculpa que todos dão quando se acomodam e não querem sair do conforto da sua ignorância.

Pra tudo na vida, há uma saída. E como diz o velho ditado "Se não tem solução, resolvido está!". Mas veja bem mesmo se não há mesmo solução porque a mania do brasileiro é desistir na primeira tentativa. Não sei nem de onde saiu aquele slogan das campanhas do governo "Sou Brasileiro, não desisto nunca!". BALELA!

Ta descontente com o trabalho? Pede demissão e procura outro! Mas não fica reclamando o dia inteiro no ouvido de quem está feliz com o que faz. Ta com o saco cheio da mulher? Pede divórcio e para de ficar saindo com amantes achando que elas vão resolver teu problema. Enfim, quero dizer que ninguém é dono de ninguém e cada um deve fazer o que realmente gosta. Escravidão não existe mais faz tempo. Acorda pra vida camarada e pare de ficar se lamuriando por coisas que ninguém mais poderá fazer por você que não seja você mesmo.  E como você faz todo fim de ano, renove seus votos de desejos para 2012. Mas desta vez, veja se cumpra todos ao invés de ficar chorando pelos cantos!

Boas festas a todos!

Enchentes? Tudo culpa nossa!

lixo reuters Enchentes? Tudo culpa nossa!

O que vai pelo bueiro, volta pela porta da sala.

Por mais um ano, nessa época, começamos a ver desastres ambientais provocados pelas fortes chuvas de verão. Vimos isso em 2008 em Santa Catarina, onde acompanhei de perto a tragédia que atingiu milhares de famílias, presenciamos o flagelo dos moradores de São Luiz do Paraitinga, cidade turística do interior de São Paulo, em 2010, vimos desabrigados e mortos em Petrópolis e parte do Rio, em 2011, e agora assistimos ao desespero dos mineiros aterrorizados com as enchentes. Isso sem contar nos constantes alagamentos em São Paulo a cada temporal. Águas que levam móveis, carros, casas inteiras e, infelizmente, vidas. É a natureza cobrando seu preço. E vos digo uma coisa: a culpa é toda nossa!

Não é raro eu ver, durante as minhas idas e vindas no trânsito, algum imbecil, isso mesmo, IMBECIL!, jogando lixo pra fora do carro como se as ruas e calçadas fossem a lixeira da casa dele. E não é só gente simples não, são madames, executivos, todos em grandes carrões mandando pra fora da janela panfletos, plástico, copinhos de iogurte "Activia", sem contar na imensa quantidade de tocos de cigarro que rolam asfalto abaixo. Na periferia é gente colocando sofá na rua, geladeira velha, sacos de lixo abertos, entulho pelas calçadas, animais mortos, pneus, fogões e tudo que não lhes serve mais. Uma montoeira de coisas que vai ser levada pela primeira enxurrada, indo parar nos principais rios da cidade. O que se vê nas galerias pluviais é de envergonhar urubu.

E quem mais sofre com tudo isso? A própria população! Aquele sofá velho, aquele pneu, aqueles sacos de lixo que foram deixados na rua, vão entupir algumas dezenas de bueiros e causar as enchentes. E tudo isso vai voltar em forma de prejuízo para quem, por imensa irresponsabilidade e ignorância, botou na rua. Ah, aí vão dizer que a culpa é da prefeitura que não recolhe o lixo. Pode até existir uma certa ineficiência. Mas sabe porque? Porque ela não dá conta!

Recentemente, através de uma reportagem que eu mesmo fiz, mostramos os chamados "pontos viciados de lixo" em São Paulo. Locais onde a população se acostumou a despejar detritos e entulhos sem a mínima vergonha. E logo após passar o caminhão da coleta. São pontes, viadutos, calçadas, ruas de menor movimento, qualquer lugar. Inclusive, durante uma semana, acompanhamos o trabalho de coleta da prefeitura. Assim que tudo era retirado e limpo, sempre vinha alguém jogar tapete velho, pneu, resto de obra e até cachorro morto. Dois dias depois tava tudo imundo, de novo.

Se a população colaborasse mais, o serviço seria mais eficiente.

Por isso eu digo e repito: é a natureza cobrando seu preço. E num valor alto que se traduz em milhares de vítimas. Mas ela, a natureza, está certa. Durante milhões de anos ela nos deu alimento, sombra, água fresca, belas paisagens pra que? Pra receber de volta dejetos da população humana? Ela está simplesmente devolvendo o que lhe foi encaminhada de maneira irresponsável.

E devemos pensar nisso na hora de jogar um simples papel de bala no chão. Não vai te fazer mal se você andar poucos metros a mais e colocá-lo no lugar adequado - O LIXO! Assim você não corre o risco de ver milhões de toneladas de papel flutuando na sala da sua casa, com água até o teto. Se cada um fizer a sua parte tem solução sim!

Colocar o lixo no lixo é mais que uma questão de educação. É de cidadania... e sobrevivência! E você, seu porcalhão que joga papel na rua, toma vergonha na cara e aprende a ser civilizado!

A maldade sem limites

cade a enfermeira 300x221 A maldade sem limites

Porque ela não pegou alguém do meu tamanho?

Esta semana vimos, estarrecidos, a atitude lamentável de uma enfermeira (que estudou para "cuidar") que maltratou e matou um inofensivo cachorrinho. As cenas do vídeo que circulam na internet são de chocar qualquer ser humano, por mais insensível que seja. É claro que vai aparecer alguém aqui, que detesta animais, querendo coroar essa desumana. Mas acho que nenhum ser vivo, qualquer que seja, merece um tratamento desse tipo. Pra mim é como se ela tivesse maltratado uma criança. E o pior de tudo, cometeu essa barbaridade na frente da filha de 3 anos. Me pergunto que referências da mãe essa criança vai ter quando crescer?

(Assista o vídeo aqui. Cuidado, cenas fortes - http://www.youtube.com/watch?v=dAajVtMjN6g)

Desde pequeno aprendi a gostar de animais de estimação. Tive passarinhos, mas só até descobrir que a beleza deles está no voo. O que seria impossível dentro de uma gaiola. Aprendi a gostar de cães e gatos porque meus pais criaram a mim e meus irmãos ensinando que todo ser vivo também vem de Deus e, portanto, merece o mesmo carinho, respeito e cuidados que nós. Cresci aprendendo que esses animaizinhos são como pequenos anjos sem asas que enfeitam nossas vidas para nos dar alegria e, porque não, proteção.

Infelizmente, nesse país, as leis para punir violência contra animais não funcionam. Nunca ouvi falar de alguém que tivesse sido preso por maltratar ou matar algum. Mas funcionam para quem rouba um pacote de bolacha porque o filho não tem o que comer em casa. Tudo bem! Já que roubo é roubo, não importa o motivo, assassinato é assassinato, não importa a vítima.

Na delegacia a tal da enfermeira disse que o cachorro era "um monstro", agressivo. Oras, mas porque ela o mantinha então? Porque o tinha adquirido? Ninguém é obrigado a ficar com um animal que não deseja. Existe gente que adota, ou que disponibiliza para adoção. Era simples de ser resolvido. Mas não, essa distinta senhora sem alma preferiu a violência, a ignorância, a estupidez.

E é essa a lição que ela ensinou à sua filha que, talvez, cresca agora uma pessoa intolerante com animais como a mãe. Ou não! Tomara que ela, na sua ingenuidade e pureza - as mesmas do animalzinho que ela viu morrer pelas mãos da mãe - consiga abominar o que presenciou e tenha compaixão para com eles.

Quanto à mãe, só desejo que ela amargue algum tempo numa cadeia qualquer para que sirva de exemplo para outros que acham que são superiores a estes pequenos seres iluminados que nos trazem tantas alegrias. Estes sim muito mais humanos que muita gente por aí.

E se você está pensando em postar um comentário dizendo "pra que se preocupar com animais se há tantas crianças abandonadas por aí", pense antes em quantas crianças você ajuda todos os dias da sua vida. Eu ajudo... várias! E nem por isso acho que animais são menos importantes que elas. São apenas diferentes!

 

Presente de fim de ano

Hoje acordei e sai pelas ruas com uma sensação diferente. Sem modéstia nenhuma, me senti com um ar de superioridade que jamais tive. Eu olhava para as pessoas e me via maior que todas elas. Foi como estar num pedestal iluminado, com todos à minha volta, idolatrando-me, endeusando-me.

Não amigos, não fui subitamente tomado por soberba nem por arrogância. Essa sensação toda foi interior e por um motivo muito especial: acabei de virar pai (biológico) pela primeira vez!

É lógico que esse ar de superioridade foi a minha “viagem”, a minha comemoração espiritual, pois acredito que é assim que se sentem todos os seres capazes de gerar algo tão único quanto um filho. A gente se sente maior que tudo e que todos. Sente-se como se Deus tivesse olhado pra você e dito “Você é o cara!” e tivesse chegado a hora de ver realizado o maior desejo que já teve em toda a sua vida.

Muitos amigos pais já tinham me falado que é uma sensação única, que você só consegue saber mesmo como é quando vive esse momento. E hoje posso dizer que sim, é mesmo o sentimento mais profundo que se possa sentir! Um amor tão grande que você se sente mesmo especial, mais que todos.

Foram anos tentando e planejando essa etapa da vida. E ela veio justamente numa fase mágica quando tudo no universo parece conspirar para que a sua felicidade seja plena. Acho que ser pai aos 47 anos de idade é como ser coroado rei depois de ter vencido todas as batalhas da sua vida. Melhor ainda saber que isso está apenas começando.

Obrigado, minha filha, por ser esse presente tão esperado e tão especial num Natal que será o mais esplêndido de toda a minha existência!

os tres 224x300 Presente de fim de ano

Sensação de ser superior

 

 

Falta cultura, mas sobra graça!

O brasileiro é mesmo uma criatura incomum. Até mesmo quando erra (e aqui, não me refiro de maneira alguma aos políticos), demonstra sua simpatia, sua graça, sua simplicidade e seu jeito brejeiro de dar o recado. Abaixo, uma mostra do que eu estou querendo dizer.

Imagens de um Brasil original e sem medo de errar, para desopilar o fígado* um pouco!

(* - Linguagem figurada, expressão que significa sorrir, relaxar. Quando a pessoa sorri, libera enzimas que dão a sensação de prazer.)

ATT00002 300x186 Falta cultura, mas sobra graça!

O rei da pamonha é um mineiro árabe? Não sabia!

ATT00003 257x300 Falta cultura, mas sobra graça!

... E camisas também!

ATT00005 300x224 Falta cultura, mas sobra graça!

Melhor não comentar essa, né?

ATT00006 300x191 Falta cultura, mas sobra graça!

Eles não devem atender funerárias!

ATT00009 300x239 Falta cultura, mas sobra graça!

Celular com fio, de "úrtima" geração! iFio!

ATT00011 300x189 Falta cultura, mas sobra graça!

Ela também é "vi dente". Mas não é dentista!

ATT00024 300x220 Falta cultura, mas sobra graça!

Esse instala uma antena "estalando de nova"!

ATT00023 300x214 Falta cultura, mas sobra graça!

Será uma flor para despertar a libido?

ATT00015 300x188 Falta cultura, mas sobra graça!

Essa raça só existe no Brasil.

 

ATT00017 239x300 Falta cultura, mas sobra graça!

Material escolar para curso de açougueiro

 

Esfolada natalina no bolso do consumidor

IPI 300x167 Esfolada natalina no bolso do consumidor

Reduzido onde? Hahaha... conta outra!

Neste próximo dia 15/12 começa a vigorar mais uma medida do governo que esfola o consumidor e dá indícios de protecionismo e, por que não dizer, "cartelismo" da indústria automotiva brasileira. É o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos veículos importados. A desculpa é proteger a indústria nacional que, "coitadinha", estaria perdendo mercado com a venda crescente de carros importados. A medida, no mínimo, me parece calçada no desespero das montadoras brasileiras contra uma estratégia de gênio das chinesas, sul-coreanas e outras mais: fabricar carros com boa qualidade, acessórios e preços bem mais acessíveis.

Quem não se lembra, lá pelos idos dos anos 80 e começo dos 90, quando tínhamos à nossa disposição apenas veículos da Fiat, Volkswagen, Ford e Chevrolet? A maioria dos carros não tinha ar-condicionado, câmbio automático, vidros e travas elétricos, nem alarme. Se você quisesse alguns desses itens, teria de pagar bem mais caro por eles. Enquanto isso, em outros países, estas mesmas montadoras disponibilizavam modelos bem mais baratos, com acabamento superior e com todos esses opcionais de fábrica. E como a importação estava fora do alcance da maioria dos brasileiros, tínhamos de engolir as carroças nacionais ou enfiar a mão no bolso para ter um pouco mais de conforto.

O que aconteceu? Fernando Collor de Mello mudou esse cenário (talvez uma das únicas coisas decentes que ele fez). Permitiu a importação, mesmo que tenha sido dos sofríveis carros russos (os Lada) e abriu o mercado para outras fábricas. Tudo bem que os primeiros Hyundai, por exemplo, que chegaram aqui, não eram nenhum primor de veículo, mas fez com que as empresas nacionais começassem a melhorar o que nos oferecia. Aí chegamos onde estamos hoje - temos importados com qualidade superior aos nacionais em vários aspectos, preços menores e garantias megaestendidas. Resultado: a venda de veículos importados cresceu mais de 30%, enquanto a de nacionais raspou apenas nos 2% no mesmo período.

É claro que a qualidade dos nacionais aumentou muito, temos excelentes carros que vão dos modelos populares aos mais luxuosos. Mas isso só aconteceu por causa da concorrência com os importados. Se isso mudar, corremos o risco de voltar a comprar gato por lebre.

O que o governo faz agora, atendendo ao chororô das montadoras brasileiras, me soa como mais uma chantagem às montadoras estrangeiras. Oras, se querem proteger a indústria nacional, o governo que as faça produzir veículos mais competitivos e com preços mais atraentes, baixem os famigerados impostos dos veículos (cerca de 50% do valor do carro) e deem incentivos para as fábricas produzirem mais e melhor. Quer um exemplo? O Equador, um país inferior ao nosso em termos de economia e população, consegue vender um iX35 da Hyundai por 24 mil dólares, ou cerca de 43 mil reais. Aqui o mesmo veículo não sai por menos de 95 mil - mais que o dobro!

No meu parecer, aumentar o IPI dos importados é uma atitude desleal de quem quer vencer, não pela competência, mas sim roubando no jogo.

E o pior de tudo isso é que, com essa medida, nenhum carro brasileiro vai baixar de preço. Pelo contrário: as montadoras já anunciaram aumento de pelo menos 15% no preço de alguns modelos nacionais.

Página 4 de 512345
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A