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Sem sacolinha e sem respeito ao consumidor

 

compras 300x169 Sem sacolinha e sem respeito ao consumidor

Sem sacolinha, jogue tudo no porta-malas.

Volto a falar sobre a suspensão das sacolinhas plásticas nos supermercados por me sentir cada vez mais desrespeitado com a situação. A foto acima explica o que não só eu, tenho certeza, mas a maioria dos paulistanos e consumidores de algumas cidades do país, tem enfrentado na hora de fazer suas compras. Quando a proibição foi anunciada comprei sacolas reutilizáveis e caixas plásticas para tentar aderir à nova situação e colaborar com a medida. Juro, fiz a minha parte. Mas confesso que não é fácil digerir a falta de respeito da maioria dos supermercados. Eu fiz matéria sobre isso e tá lá na determinação: "mesmo com a eliminação das sacolinhas plásticas, o estabelecimento é obrigado a oferecê-las como opção ao consumidor que queira pagar por elas. Além disso deve disponibilizar outros meios como caixas de papelão, por exemplo, para que os clientes possam levar suas compras". Só que não acontece nem uma coisa nem outra. No supermercado onde fiz as compras na segunda feira não havia caixas de papelão nem sacolinhas disponíveis, mesmo que eu quisesse pagar por elas. Também não havia mais sacolas reutilizáveis para vender. A resposta da mulher do caixa é o retrato do desprezo e da desinformação com o qual somos tratados: "Ah meu senhor, não temos! Se o senhor está incomodado, não precisa levar as compras!". Isso sem ao menos pedir para alguém verificar se havia caixas. Só não fui embora porque não queria desperdiçar as duas horas que passei lá dentro.

Aí, você deve estar se perguntando: "porque esse jornalista babaca não levou as sacolas e as caixas que diz ter comprado para colaborar com a medida?" A resposta é simples. Nem sempre estou no meu carro. As vezes vou trabalhar de taxi e não posso deixar de atender a um pedido da esposa para passar no supermercado. Afinal não vou deixá-la fazer isso com um bebê de quatro meses em casa. O meu caso pode ser apenas um exemplo insignificante. Mas, com certeza, há outra centena de exemplos semelhantes - de gente que sai de casa sem imaginar que vai ter de fazer compras e depois é obrigado a isso. Por isso os estabelecimentos tem de ter um "plano B" para não nos deixar no sufoco. Esse dia aí, das compras, eu estava sim no meu carro, mas as sacolas e caixas não estavam ali porque tinham sido usadas pela minha mulher dias antes numa outra compra, com o outro carro da família. E eu não saí de casa nesse dia com as compras na minha lista de afazeres. E outra: não sou totalmente contra a suspensão das sacolinhas (apesar de achar que não são elas as vilãs da poluição ambiental). Sou contra a forma como nós consumidores temos sido tratados por muitos estabelecimentos que se livraram de um problema e se lixam para o que criaram para nós.

Enfim, não interessa aos supermercados se eu esqueci ou não as sacolas e caixas. Eles são obrigados a me oferecer opções. Mas como nesse país muitas coisas são feitas para atender aos interesses corporativos e não da população, nós temos que passar por isso - jogar as compras no porta-malas, no porta-luvas, no banco de trás, seja onde for, enquanto alguém se beneficia de verdade dessa situação. E, podem ter certeza, não é o meio ambiente!

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