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Coragem é para poucos

Vitor Coragem é para poucos

A foto acima está circulando pelas redes sociais. Para quem não conhece a história, o rapaz aí chamado Vítor, de 21 anos, foi brutalmente espancado em Ilha do Governador/RJ, depois de tentar livrar um mendigo do linchamento. Os autores dessa barbaridade eram cinco jovens de classe média, na mesma faixa de idade. Cinco covardes que não contentes em espancar um mendigo, fizeram o mesmo com seu salvador. Cinco moleques que, talvez, nunca devem ter apanhado dos seus pais que, provavelmente, sempre os mimaram com tudo que estraga um ser humano. Cinco idiotas que vêem diversão na violência, como muitos dos jovens nessa idade que, sem a necessidade de ter de trabalhar, procuram no ócio e na vagabundagem um meio de vida.

Ainda não se conhece a história de Vítor, o que fazia e como ele é. Mas sua atitude diz muito sobre suas virtudes. Quantos de nós já deram as costas para mendigos sentados nas calçadas, que estavam apenas pedindo dinheiro? Quantos de nós já passaram reto por um pessoa que sofreu um desmaio na rua sem oferecer ajuda? Quantos de nós já viram um homem agredir outra pessoa e não deu a mínima, achando que aquilo era um problema particular? Quantos de nós já parou para pensar o quanto somos covardes em dar as costas para situações como as que citei?

Vítor Suarez, por sua coragem, não está nestas listas. Para ele, naquele momento, não importava se tratava-se de um mendigo, um colega ou um parente. Era um ser humano sendo espancado. E também não importava o motivo. Ele não pensou nas consequência e partiu em sua defesa, mesmo que já imaginasse que os resultado poderiam ser os piores, como foram. Talvez ele não se torne um mártir. Talvez ele não sirva de exemplo para muitos que acreditam que ele não deveria ter se metido na briga. Talvez a história dele seja esquecida em algumas semanas. Mas uma coisa é certa: nós, aqui com os nossos botões, vamos pensar, o resto da vida, sobre o que teríamos feito no lugar dele. E cada vez que nos olharmos no espelho vamos tentar imaginar se teríamos a mesma coragem.

Imagino que a resposta da consciência de cada um vai nos assombrar por um bom tempo. Pelo menos para aqueles que tem consciência e um mínimo de decência! Eu confesso: não sei se teria a mesma coragem de Vítor porque nunca passei por situação semelhante. Mas ele me inspira a tomar a mesma atitude caso seja preciso. Por isso o admiro e o homenageio nesse artigo.

Vítor, você é um vencedor e merece sim estar acima dessas fúteis celebridades que surgem do nada e, sem qualquer virtude, infectam nossas mídias diariamente. Que a sua coragem faça muita gente pensar o quanto são insignificantes.

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