O que fazer para estimular uma ação mais eficaz da polícia?

Há poucos dias, estava participando do jornal RJ NO AR, que vai ao ar às 07h30min, de segunda a sexta-feira, quando o grande profissional Tino Júnior fez a apresentação de uma matéria que relatava uma ação da Polícia Civil, a qual vasculhava a comunidade da Fazendinha. E Tino perguntava: “o que fazer para estimular uma ação mais eficaz da polícia?”

Lembro-me que eu teria comentado que as polícias necessitavam de maior apoio governamental para que atuassem com maior motivação e, assim, apresentar maiores e melhores resultados.

Ao findar o programa, comentei com Tino Júnior que iria lhe enviar por email um texto intitulado O CAVALO BRANCO DE NAPOLEÃO, da lavra do emérito jornalista João Mellão Neto, publicada em 08.02.2002 em um jornal de grande circulação no Estado de São Paulo.

A história retratada no texto é, a meu ver, fantástica. Para nós policiais chega a ser emocionante. Vale a pena ler e reler. Ela responde de forma magistral a pergunta lançada ao ar pelo Tino Júnior. E mais: deveria ser lida e relida pelo Governador do Estado. Creio que iria se sensibilizar com as inspiradas palavras de João Mellão Neto.

O cavalo branco de Napoleão
João Mellão Neto

Dos meus três filhos, os dois mais velhos são homens; o João, com 18 anos, e o Ricardo, com 17, Educar filhos é uma experiência fascinante. Não existe uma fórmula ideal. Cada pai o faz à sua maneira. O que todos devem ter em mente é a imensa responsabilidade. Para o bem ou para o mal, tudo o que dizemos cala fundo em sua alma. Eles poderão, no futuro, concordar ou discordar dos nossos ensinamentos. Mas nunca deixarão de tê-los como uma forte referência.

Eu sempre procurei incutir no Joãozinho e no Rick o habito de ler os jornais. Um dos instrumentos que eu lhes forneci é o da leitura critica: “Não leiam passivamente. Façam o seu próprio juízo dos fatos.” Eles o fazem e debatem comigo. Existe entre nós uma regra de ouro: “Meus filhos, esta é uma lição de vida. Um homem é um homem, mas é também as suas circunstâncias. Antes de julgar uma pessoa tentem pôr-se em seu lugar. Imaginem-se vivendo nas circunstâncias em que ela vive. O que vocês fariam no seu lugar? Se as suas decisões forem melhores do que as dela, aí, sim, vocês estão aptos a julgar...”

Pois esta semana a “regra de ouro” voltou-se contra mim. Tenho escrito alguns artigos sobre a questão da segurança pública. E meus filhos, no domingo, me “crucificaram”: “criticar o governo é fácil, papai. Mas o que você faria se estivesse no lugar do governador?” Alinhavei os argumentos convencionais: integrar as Polícias Civil e Militar, criar uma “central de inteligência” para copilar informações e propiciar uma ação mais racional e eficaz do policiamento, treinar melhores policiais, etc., etc.

Eles não se deram por satisfeitos: “Tudo isso funciona, mas demora, pai. O problema é o aqui e agora, A criminalidade esta crescendo, o povo está em pânico, a imprensa desce o pau, a oposição faz a festa e o Alckmin só tem até outubro para mostrar resultados. O que você realmente faria no lugar dele?”

Pedi um tempo para pensar. E vou tentar responder por meio deste artigo.

Olhem, meus filhos, eu não sou dono da verdade, mas, se eu fosse o governador, daria um basta e viraria a mesa. Entre civis e militares eu tenho mais de 130 mil policiais sob meu comando. É um verdadeiro exército, mais poderoso do que o da maioria das nações. Se ele não consegue fazer frente a 20 ou 30 mil marginais, algo está profundamente errado. Como pregava Sun Tsu, na Arte da Guerra, no primeiro erro procure a culpa nos soldados, no segundo procure-a nos seus generais.

João, Ricardo, a minha primeira providência seria convocar uma reunião com todos os diretores de jornais, rádios e TVs de São Paulo. Diria a eles que a guerra, agora, é de todos. Em curto prazo a única forma de vencer os bandidos é promover os policiais.

Conclamaria a todos a participar de uma campanha intensiva no sentido de valorizar a policia e mobilizar toda a população no combate ao crime.
“E eles concordariam?”, perguntar-me-ão vocês. Tenho certeza que sim, A imprensa esta sempre aberta a propostas de valorização da cidadania, desde que entenda que estas são sinceras e que o governo está realmente decidido a levá-las a sério. Caberia à mídia abrir espaço para a promoção exaustiva do Disque-Denúncia, exortando as pessoas a reportar toda e qualquer movimentação suspeita nos locais onde moram ou trabalham. “Zelar pela segurança é um dever de todos'. Faça a sua parte!”

E a população participaria? Sem dúvidas. Milhões e milhões de trabalhadores honestos, nesta metrópole, não suportam mais ser humilhados e intimidados pelas quadrilhas de seus bairros. Garantido o sigilo, choverão denúncias E a informação é a matéria-prima do trabalho policial.

O outro mote é a valorização social do policial, Existem policiais corruptos? Sem dúvida. Mas existem também instrumentos eficientes para expurgá-los. Só no ano de 2000, mais de 600 policiais militares foram expulsos da corporação. Que sejam outros 600 neste ano, paciência. Não é sobre eles que deve focar o holofote. Todos os dias, dezenas de outros policiais anônimos, arriscam a vida, elucidam casos complexos, demonstram bravura e denodo no exercício de suas funções. Seus méritos têm de ser reconhecidos, suas realizações têm de ser destacadas, a opinião pública tem de conhecê-los.

Se a mídia não se propuser a fazê-lo, que o faça, então, o governo. Há muita publicidade oficial inútil. Por que não trocá-la por inserções em que cada dia é contada a história de um policial que se destacou? De um lado, o povo criará maior empatia com a polícia; de outro, o exemplo motivara milhares de outros policiais.

Se eu fosse o governador, meus filhos, de hoje em diante dedicaria boa parte do meu tempo em visita a quartéis, batalhões e delegacias. Falaria às tropas pessoalmente e na presença da família à todos os policiais que se tivessem destacado no cumprimento do dever. Publicaria seu nome e seus feitos nos jornais e no Diário Oficial.

Honra, meus filhos, esta é a palavra-chave. Ela se desdobra em valores tais como dignidade, respeito, reconhecimento. É em nome dela que milhares e milhares de cidadãos acorrem à carreira policial. Baixos salários, trabalho árduo e de risco, tudo isso pouco importa. Honra é o que todos buscam, E honra, justamente é oque lhes tem sido negado.

Napoleão, o maior dos generais, de cada batalha, montava em seu cavalo branco e galopava à frente de seus soldados. A mensagem era forte e cristalina. Ele, ali, lhes oferecia a honra. E eles em troca, lhe faziam o resto.

Endurecimento das leis

Nova lei foi sancionada pela Presidente da República a 21.05.2014: esta definiu penas mais severas para os crimes de exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável, tornando-os crime hediondo.

A pena, agora, passa a ser de 4 a 10 anos de reclusão, aplicável também a quem facilitar a exploração sexual de crianças, adolescentes ou vulnerável.

Os investigados por esse tipo de crime não terão direito à fiança e os condenados não terão direito à anistia, graça ou indulto natalino.

E mais: a pena deverá ser cumprida em regime fechado e, para a progressão de regime, será exigido o cumprimento de, no mínimo, 2/5 da pena se o condenado for primário e, de 3/5, se for reincidente.

A lei define exploração sexual de crianças e adolescentes, a utilização deles em pornografia infantil, atividades sexuais remuneradas e exibição em espetáculos sexuais. Qualquer forma de relação ou atividade que implique proximidade física ou sexual entre vítima e explorador, pode ser enquadrada como crime hediondo.

O político e o crime

A 09.06.2014, li um artigo do Diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais – Carlos Alberto Di Franco, o qual revelava fatos impressionantes com relação ao deputado estadual (PT/SP) - Luiz Moura, sobre quem pesavam graves acusações:

a) Nos anos 90, teria sido condenado a 12 anos de prisão por assalto a mão armada; cumprido um ano e meio de pena e, após, fugido da cadeia, permanecendo foragido por tempo suficiente para que os seus crimes prescrevessem. Depois, se reapresentou à justiça e entrou para o PT.

b) Em 17.03.2014, teria participado de uma reunião na Cooperativa Transcooper com 13 (treze) integrantes da facção criminosa denominada PCC.

c) Em 2004, apresentou uma declaração de imposto de renda referente a 2003, na qual afirmava que, ao todo, sua renda somava R$ 15.800,00. Em 2010, quando pela primeira vez se apresentou como candidato, apresentou em sua declaração de bens um patrimônio de R$ 5,1 milhões, dos quais, R$ 4 milhões representavam cotas de uma empresa de ônibus.

P.S.: O título original do artigo retratado neste post é 'A POLÍTICA E O CRIME' que propositalmente transformei em 'O POLÍTICO E O CRIME', justamente para não macular a instituição mas, sim, o político que, no caso presente, parece tender mais para o crime do que para cumprir com decência e probidade o seu mandato. Mandato este que lhe foi conferido pelos cidadãos. E assim, o faço também, para não macular a parcela de políticos que procuram honrar o seu mandato.

Pena maior para violência contra policial

Há poucos dias, em evento realizado na Cidade de Niterói, quando foi implantada mais uma Companhia destacada no bairro do Fonseca, o Governador do Estado do Rio de Janeiro e o seu Secretário de Segurança defenderam a aplicação de medidas mais duras contra os delinquentes que pratiquem violência contra as policiais.

O Governador disse textualmente: “Quem mata policial é um preso que deve ter um outro tipo de pena. A primeira ficar longe. E temos que discutir sobre penas mais duras para quem mata policial.”

É perfeito o que disse o Governador do Estado.

Ele manifestou um pensamento que já temos divulgado há bastante tempo como comentarista de segurança pública nos telejornais da TV Record/RJ. Penas maiores para aqueles que praticarem violência física contra os agentes policiais e, também para esses, nas situações que cometerem crimes dolosos contra a vida de pessoas, se afastando do primeiro mandamento do policial, que é defesa da sociedade.

Por outro lado o Secretário de Segurança defendeu a reforma urgente do Código Penal, já antiquado, bem como a revisão da progressão do regime dos condenados pela justiça, bem como revisão da maioridade penal.

Cadastro de invasores

Consoante publicação jornal O Dia, edições de 17 e 18.4.2014, vimos que a diligente autoridade policial da 25ª Delegacia Policial – Dr. Niandro Ferreira aguardava o cadastro dos ex-ocupantes do prédio da Oi para tomar os depoimentos dos invasores.

O Delegado quer saber como cada uma dessas pessoas soube que o prédio estava vazio e em processo de ocupação. E mais, descobrir se existem responsáveis pela organização da invasão.

Dado advogado, que seria membro da comissão de direitos humanos da OAB-RJ, teria ficado indignado com a tentativa de incriminar os ex-ocupantes do referido prédio.

Um deputado estadual iria pedir explicações à Polícia Civil sobre a utilização para fins criminais do cadastro habitacional feito pela Prefeitura do Rio. Ele teria dito que "há oportunistas, mas tem também muitas pessoas que realmente precisam". Ao meu ver, quem não deve não teme.

Guarda Ambiental de Niterói

Interessante matéria no jornal O Fluminense deu notícia da atuação da Coordenadoria Ambiental da Guarda Municipal da Cidade de Niterói, quando resgataram um filhote de capivara próximo a um dos acessos da ponte Rio-Niterói, na Ilha da Conceição.

O Cel PM Marcus Jardim, que foi um brilhante oficial enquanto prestava serviços à Polícia Militar, atua hoje em dia na Prefeitura daquela cidade, onde exerce o cargo de Secretário Municipal de Segurança, tendo a Guarda Municipal como uma de suas responsabilidades.

Lembro da época em que o então Ten Cel PM Marcus Jardim comandava o 12º Batalhão de Polícia Militar e, em visita ao mesmo, soube de sua especial atenção pelos animais. Na ocasião, soube que se dedicava a criar e a tratar de cães. E, na atual função, ainda continua a manifestar o zelo pelos animais prestigiando o segmento que cuida da defesa ambiental e que pertence a Guarda Municipal de Niterói.

Tecnologia não letal em Niterói

Na última semana, os guardas municipais da cidade de Niterói receberam cinquenta pistolas Spark (que produzem choque elétrico) a serem empregadas para reprimir pequenos delitos.

Os guardas municipais, especialmente treinados no manuseio deste novo equipamento, atuarão nos bairros de Icaraí e Centro.

A Guarda Municipal da cidade de Niterói é a mais antiga corporação de segurança municipal do país e necessita ampliar o seu espaço de atuação operacional em apoio ao 12º BPM e, assim, contribuir para a redução das estatísticas criminais registradas neste município. E para tal necessita de ser convenientemente equipada e ter os seus efetivos ampliados.

 

Tentativa de suborno

 

Policiais militares da UPP Andaraí, quando em missão de patrulhamento regular nesta favela, se depararam com um traficante, o qual logo após ter sido abordado e ter sofrido a busca pessoal, recebeu voz de prisão.

O indivíduo não se fez de rogado: na falsa crença de que todos os policiais são corruptos, para se ver livre, tentou oferecer R$ 10.000,00 (dez mil reais) aos policiais e mais R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por semana. Foi preso e autuado em flagrante, devendo responder também pela tentativa de suborno.

Poderíamos dizer que os policiais militares não fizeram mais nada do que a obrigação deles, entretanto, diante do mau exemplo de tantas "autoridades" corruptas e poderosas em nosso País (com salários bem maiores do que o ínfimo valor que recebe o policial militar), é importante exaltar a conduta destes policiais e condenar o procedimento daqueles.

Insegurança e revolta em Santa Tereza

Mais uma confusão no admirável bairro de Santa Tereza: moradores revoltados (e com justa razão) por obras que não cumprem o cronograma pré-estabelecido.

Após o grave acidente ocorrido com o bondinho, o qual transportava vários passageiros, causando mortes e ferimentos graves em várias pessoas, houve a promessa do governo do Estado de substituir os bondinhos velhos e sem adequada manutenção por novos equipamentos, além de rever toda rede aérea de energia elétrica e substituir a extensão de trilhos.

Foram abertos diversos canteiros de obras, entretanto, em alguns deles não se vê profissionais trabalhando em tempo integral, o que começou a acarretar atrasos nas datas de término das obras, comprometendo seriamente a mobilidade dos moradores no principal eixo viário do bairro.

Linha chilena

Há poucos dias, foi realizado um importante trabalho através da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente, cujo titular é o Delegado Fernando Reis, autoridade policial que não só é muito experiente como também extremamente dedicado.

A missão:  o fechamento de um depósito clandestino de linha chilena (linha de algodão que recebe uma mistura de pó de quartzo e óxido de alumínio, produto usado na fabricação de facas), com a consequente apreensão de farto material.

Foi uma missão repressiva e ao mesmo tempo favorecendo em muito a prevenção, pois o uso de tais materiais para empinar pipas já provocou muitas mortes e lesões em várias pessoas.

Página 1 de 1212345...Último