Tentativa de suborno

 

Policiais militares da UPP Andaraí, quando em missão de patrulhamento regular nesta favela, se depararam com um traficante, o qual logo após ter sido abordado e ter sofrido a busca pessoal, recebeu voz de prisão.

O indivíduo não se fez de rogado: na falsa crença de que todos os policiais são corruptos, para se ver livre, tentou oferecer R$ 10.000,00 (dez mil reais) aos policiais e mais R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por semana. Foi preso e autuado em flagrante, devendo responder também pela tentativa de suborno.

Poderíamos dizer que os policiais militares não fizeram mais nada do que a obrigação deles, entretanto, diante do mau exemplo de tantas "autoridades" corruptas e poderosas em nosso País (com salários bem maiores do que o ínfimo valor que recebe o policial militar), é importante exaltar a conduta destes policiais e condenar o procedimento daqueles.

Insegurança e revolta em Santa Tereza

Mais uma confusão no admirável bairro de Santa Tereza: moradores revoltados (e com justa razão) por obras que não cumprem o cronograma pré-estabelecido.

Após o grave acidente ocorrido com o bondinho, o qual transportava vários passageiros, causando mortes e ferimentos graves em várias pessoas, houve a promessa do governo do Estado de substituir os bondinhos velhos e sem adequada manutenção por novos equipamentos, além de rever toda rede aérea de energia elétrica e substituir a extensão de trilhos.

Foram abertos diversos canteiros de obras, entretanto, em alguns deles não se vê profissionais trabalhando em tempo integral, o que começou a acarretar atrasos nas datas de término das obras, comprometendo seriamente a mobilidade dos moradores no principal eixo viário do bairro.

Linha chilena

Há poucos dias, foi realizado um importante trabalho através da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente, cujo titular é o Delegado Fernando Reis, autoridade policial que não só é muito experiente como também extremamente dedicado.

A missão:  o fechamento de um depósito clandestino de linha chilena (linha de algodão que recebe uma mistura de pó de quartzo e óxido de alumínio, produto usado na fabricação de facas), com a consequente apreensão de farto material.

Foi uma missão repressiva e ao mesmo tempo favorecendo em muito a prevenção, pois o uso de tais materiais para empinar pipas já provocou muitas mortes e lesões em várias pessoas.

BOPE volta ao Alemão

Uma sucessão de baixas ocorridas em áreas ocupadas por UPPs evidenciou a necessidade de treinamento tático, principalmente, para os policiais militares que atuam nas favelas do Alemão e da Rocinha.

A decisão do Secretário de Segurança - Dr. Beltrame, aliás, sempre atento a todos os fatos que envolve as forças policiais do Estado, foi bem acertada: empregar o Batalhão de Operações Especiais para ministrar treinamentos eminentemente práticos aos efetivos das UPPs que cumprem suas missões em áreas que apresentam risco mais elevado.

Os policiais militares treinados pelos instrutores especializados do BOPE passarão a patrulhar os mesmos becos e vielas, entretanto com condições bem melhores, já que receberão ensinamentos que se harmonizam, perfeitamente, com as necessidades que apresentavam: conduta operacional nas patrulhas a pé, diurnas e noturnas; procedimentos em caso de emboscadas; técnica de tiro em regiões edificadas; técnicas de abordagem de pessoas e veículos; patrulhamento em áreas de alto risco.

O Ten Cel PM René Alonso, ex-Cmt do BOPE, atualmente no Comando de Operações Especiais, que congrega algumas das mais expressivas unidades especiais da PMERJ, assumiu a missão e liderou um escalão operacional e de instrução que passaram todo o final da última semana (sábado e domingo), nos preparativos para o desencadeamento das ações planejadas com o objetivo de dar um basta aos ataques tipo terroristas e típicos até de uma guerrilha urbana e, caso haja, que os resultados sejam amplamente favoráveis às forças de segurança que atuam na área.

Policial diante de Deus

O policial ficou diante de DEUS para última inspeção. Fostes fiel à Igreja? Destes a outra face ao inimigo?

O policial se perfilou, respondendo:

“Não, SENHOR ! Nós que andamos armados, não podemos ser só amor!  Na maioria dos domingos estava de serviço, não fui à Igreja. Por vezes, falei de modo impuro; outras fui violento, pois o mundo é muito duro. Mas nunca guardei um tostão que não fosse meu. E quando uma conta acumulava, aos trabalhos extras eu me dedicava e de minha família me afastava. Às vezes, SENHOR, me perdoe, chorei à toa, por dores dos outros. Reconheço que não mereço ficar em seu meio, jamais me quiseram por perto, a não ser no perigo. Se tiver um lugar para mim, luxuoso não precisa ser. E, caso não haja, eu saberei entender.

Fez-se silêncio em redor do trono.

E o policial esperou o veredito do SENHOR.

- Teu corpo serviu com alma e coração, fez-te escudo para o próximo. Portanto, anda em paz pelo paraíso. O INFERNO já foi tua missão.”

*  *  *

“SER POLICIAL É, SOBRETUDO UMA RAZÃO DE SER. É ENFRENTAR A MORTE, MOSTRAR-SE UM FORTE NO QUE ACONTECER.” (Da canção do policial militar, de autoria do então Cap PM HORSAE)

(Transcrito da página do grande radialista Roberto Canázio)

Para uma viagem segura

Quando for viajar de carro e garantir segurança para você e os demais passageiros use o cinto de segurança, recomendando que os demais também o façam, inclusive, aqueles que ocuparem o banco de trás.

Além dessa iniciativa, tome as seguintes providências:

- Esteja em dia com a documentação pessoal e do veículo.

- Efetue uma revisão das condições do carro, principalmente o freio e a parte elétrica.

- Calibre os pneus e o estepe.

- Não dirija mais de quatro horas seguidas.

- Em caso de chuva, reduza a velocidade e redobre a atenção.

- Não consuma bebidas alcoólicas.

Cinto de segurança

Todos os ocupantes do veículo são obrigados a usar o cinto de segurança nas estradas ou na cidade (artigo 65, do Código de Trânsito Brasileiro).

O cinto dá firmeza, mantém o motorista na posição correta e atenua o cansaço.

Na hipótese de acidente, o uso do cinto, inclusive no banco traseiro, evita que você seja arremessado para fora do veículo ou cause ferimentos ao passageiro da frente.

O uso do cinto no banco de trás reduz em 71% o número de mortes de crianças de colo e em 54% as mortes de crianças entre 1 e 3 anos.

Não carregue o bebê no colo, mesmo no banco traseiro. Existem, para tal, assentos especiais adaptáveis ao banco traseiro, que são obrigatórios em face da Resolução nº 277 do Contran e ao próprio Código de Trânsito Brasileiro (artigo 168), que prevê multa de R$ 191,54 e perda de 7 pontos na carteira.

Num acidente, uma criança de 20 quilos pode representar uma força de quase uma tonelada.

O uso do cinto, além de ser seguro, evita que o motorista seja multado e perca 5 pontos na carteira.

Com o cinto, num acidente, você terá possibilidades de permanecer consciente e, assim, se livrar e ajudar outros passageiros.

Sem o cinto, a chance de morrer é 25 vezes maior se você for lançado para fora do carro.

Em cada quatro acidentes, três acontecem dentro de uma faixa de 10 km de casa. Habitue-se, mesmo em trechos curtos, a usar o cinto de segurança.

Atos de desordem

José Mariano Beltrame 204x300 Atos de desordem

 

Desde novembro de 2013, o Ministério da Justiça está de posse de uma proposta feita pela Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, sob a firme liderança do Dr. José Mariano Beltrame, o qual buscou a cooperação de juristas e personalidades dotadas de elevados conhecimentos técnicos, os quais elaboraram texto que servisse para que o governo federal tivesse condições de, com maior brevidade, buscar a alteração do Código Penal Brasileiro, criando, assim, os mecanismos legais para tipificação do crime de desordem em locais públicos e vedando o anonimato de manifestantes, ou seja, proibindo as pessoas de participarem das manifestações públicas com máscaras, como também proibindo a participação de pessoas que estiverem portando quaisquer armas ou objetos que possam causar lesão ou dano.

Iniciativa das mais importantes tomada pelo Dr. Beltrame, autoridade que vislumbrou, e com toda a razão, a necessidade de instrumentos legais mais atualizados e que possam conferir eficácia e maior efetividade às forças de segurança que estiverem atuando na manutenção da ordem pública por ocasião de manifestações públicas.

É inconcebível que o Ministério da Justiça não tenha tomado iniciativas concretas. Já se passaram três meses do recebimento em mãos desta importante proposta que, transformando-se em lei, promoverá as condições que as Polícias necessitam para prevenirem consequências desastrosas que decerto ocorrerão por conta de pessoas que se incorporam às manifestações pacíficas para promoverem a desordem e o enfrentamento com as forças de segurança pública.

É triste constatar que o nosso Secretário de Segurança tenha que trabalhar além do seu dever que, aliás, tem cumprido à risca, para propor medidas que as autoridades federais já deveriam ter tomado, se estivessem realmente interessadas e focadas nas preocupações dos Estados mais afetados por manifestações violentas.

Denúncias contra PMs

Na Justiça Militar do Estado de São Paulo, observou-se um crescimento de 28% em denúncias contra policiais militares, em consequência dos confrontos contra manifestantes. Esta constatação foi obtida comparando-se os registros do ano de 2012 com o ano de 2013.

Segundo o Ministério Público do Estado, ocorreram 75 casos a mais, sendo a maioria por lesões corporais e concussão (exigir vantagem indevida em razão da sua função), os quais resultaram em 341 processos.

Neste rol, não estão incluídos os crimes dolosos contra a vida praticados por PMs que, desde 1996, são levados ao Tribunal do Júri, na Justiça Comum.

O Promotor de Justiça Cleber Vasconcelos disse que nunca viu um número tão grande de policiais militares condenados.

Apenas em 2012, quando foram oferecidas 266 denúncias pelo MP, os PMs foram condenados em 72,2% dos julgamentos na área criminal finalizados naquele ano.

Aliás, é bom lembrar que as denúncias são resultado das investigações feitas pela corporação por meio de Inquérito Policial Militar.

O número de PMs demitidos por prática de crime ou transgressão da disciplina teve ligeira queda: de 365 policiais militares em 2012 para 360 no ano passado, o que representa 0,3 do efetivo de 95.000 policiais militares no Estado de São Paulo.

Para o cientista político Guaracy Mingardi, o índice poderia ser maior se 90% dos inquéritos não fosse dirigidos pelos superiores diretos dos investigados.

O que o especialista em questão não mencionou, talvez por desconhecimento, é que as penas do Código Penal Militar são bem mais rigorosas que o Código Penal Comum (o adotado nos casos de crimes cometidos pelos civis). E além do Código Penal Militar, ainda existe em todas as Polícias Militares do Brasil um Regulamento Disciplinar, até hoje bastante rígido (que só atingem policiais militares), que, mal comparando, seria para os civis o Código de Posturas Municipais (descumprido sistematicamente). Além desse Código Disciplinar, que entendo ser necessário tendo em vista o perfil de profissional que a sociedade espera de um policial militar, ainda há os Conselhos de Disciplina, os quais atuam com vigor no âmbito administrativo, com poderes para excluir dos quadros das corporações policiais militares todo aquele que, não cometendo crime, tenha se desviado da conduta em suas atividades regulares.

Operação na Maré

Mais uma vez, a Polícia Militar, sob a liderança do 22º BPM, com seu comandante Ten Cel PM Silva Freire, efetuaram operação no Complexo da Maré. Este Batalhão tem sido incansável em suas ações neste conjunto de comunidades onde o tráfico está instalado há décadas e nesta incursão contou com o apoio de unidades vizinhas: 17º BPM (Ilha do Governador), 3º BPM (Méier) e 16º BPM (Olaria).

Nesta operação recente, o 22º BPM prendeu 12 suspeitos, apreendeu duas armas de fogo (uma espingarda calibre .12 e uma pistola 9mm), dois rádios transmissores, 3850 (três mil oitocentos e cinquenta) pedras de crack, 3050 (três mil e cinquenta) tubos de cocaína, 700 (setecentos) papelotes de maconha, 10 (dez) frascos de lança-perfume, 17 (dezessete) de loló, material para endolação de drogas e farta munição.

Destacamos que tal operação da PM foi apenas nas favelas Nova Holanda e Parque União. Dos 12 (doze) presos, 5 (cinco) eram menores infratores. Um dos traficantes foi morto em confronto com a polícia. Segundo consta, todos eram usuários de drogas e a maioria tinha passagem pela polícia por roubo, furto e tráfico de entorpecentes. Um deles, preso com uma bolsa contendo cocaína, maconha e crack, além de R$ 500,00, confessou que venderia a droga na praia da Barra da Tijuca.

De acordo com o Ten Cel PM Silva Júnior, comandante do 22º BPM, a polícia detectou, após várias operações na região, que a Maré se transformou em um polo concentrador do tráfico de drogas, atuando na distribuição de entorpecentes para outras favelas do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense, Niterói e Região dos Lagos.

No interior da comunidade Nova Holanda, os policiais militares encontraram uma mansão que pertenceria gerente do tráfico na área denominado "Moto Boy", a qual funcionava como boate, onde frequentemente atuavam "garotas de programa"; uma máquina de contar cédulas (como as que são utilizadas nas agências bancárias); e, bilhetes remetidos por presidiários de Bangu, que recomendavam o ataque aos milicianos que atuavam na área de Nova Iguaçu.

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