A CORE na favela do Rola

Um jornal de grande circulação na Cidade do Rio de Janeiro está movendo uma campanha altamente negativa a respeito de uma ação operacional cumprida pela CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, na qual ocorreu a morte do criminoso conhecido como Matemático, ocasião em que não se registrou nenhuma vítima inocente.

Trata-se de verdadeiro desserviço à população. Até mesmo, porque está indo de encontro ao senso comum da arrasadora maioria da própria sociedade, a partir do momento que uma equipe de policiais civis em missão regular de combate ao crime, e equipe seguramente qualificada, se confrontaram com um marginal de alta periculosidade, traficante de drogas e homicida, além de foragido da justiça.

Antes de ser baleado em terra, seu bando efetuou dois disparos de fuzil que, por milagre, não provocaram a queda do helicóptero em que operavam os policiais.

Em edição recente, este mesmo jornal, talvez carente de fatos novos para ilustrar suas publicações diárias a respeito, vem questionar o emprego de uma arma automática pelos policiais civis da CORE que faziam parte da tripulação operacional do helicóptero em questão, afirmando que a Polícia Civil não estava autorizada a usar a metralhadora MAG.

A leviandade chega a tal ponto que não valorizam um dado técnico importante: a MAG mencionada tinha o calibre 7.62 (e esta arma, segundo o jornal, a CORE não era autorizada a empregar); só que os agentes usaram também o FAL, de idêntico calibre, ou seja, 7.62. E dos fuzis, uma informação absolutamente desnecessária, quando diz a matéria que só podem usá-los a Polícia Federal e a Polícia Militar!

Cômico e revoltante.

O máximo que poderia ser arguido com relação à operação da CORE na Favela do Rola, seria um lapso de ordem administrativa, que o próprio coordenador do órgão resolveria a nível interno.