Publicado em 13/01/2013 às 14h37
Caso Adrielly: um ‘inocenta’ o outro
Segundo dados colhidos junto a alguns respeitáveis médicos, viemos a saber que o caso da menor Adrielly, a qual foi baleada na cabeça e faleceu no Hospital Salgado Filho, após ter aguardado cerca de oito horas para fazer uma cirurgia, poderia, eventualmente, ter apresentado o mesmo resultado até mesmo se fosse operada tão logo desse entrada no hospital, ou seja, a longa espera para a cirurgia não teria sido determinante para o óbito da menor.
Em outras palavras, a lesão provocada pelo projetil de arma de fogo na menor Adrielly poderia ter sido grave o suficiente para provocar o óbito, ainda que a menina fosse operada tão logo tivesse dado entrada no hospital.
E este teria sido o enfoque dado em depoimento feito na Delegacia Policial por um médico do mesmo hospital, só que o mesmo “esqueceu-se” de não considerar que um paciente com qualquer tipo de lesão grave jamais poderia ser obrigado a esperar oito longas horas por um atendimento especializado. Isto é, no mínimo, desumano, quando não criminoso. Aliás, é dessa forma que o caso, agora, está sendo tratado, ou seja, em sede policial.
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