Tragédias. Até quando?

Sempre que ocorre uma tragédia em nosso país, em especial, quando há grande número de vítimas, costuma-se procurar, de maneira açodada, alguma(s) cabeça(s) para ser(em) apontada(s), mais para dar uma resposta à sociedade que clama pela punição dos culpados e por uma atitude exemplar por parte das autoridades julgadas responsáveis.

Tanto no lamentável ocorrido na boate Kiss, situada na cidade de Santa Maria (RS), onde restaram centenas de mortos, como na maioria das outras tragédias brasileiras, houve uma sucessão de erros que, em última análise, pode indicar a existência de vários culpados.

E culpados por conta da negligência e do descaso; por permitir que a ganância esteja em primeiro lugar; por aceitar que a corrupção permaneça latente em nosso país; pela omissão ao não cobrarmos que as leis sejam efetivamente cumpridas; por não fiscalizarmos os atos das autoridades públicas que deixaram de cumprir fielmente suas missões...

Em suma, falta comprometimento e responsabilidade com a vida do ser humano; falta seriedade de algumas autoridades e de alguns agentes públicos, chegando até os cidadãos isoladamente, os quais, muitas vezes assistem de braços cruzados o erro, o descaso, a omissão e a corrupção passarem na frente de seus narizes e nada dizem ou fazem.