Violência sexual contra a mulher – I

Em dezembro de 2012, o mundo ficou chocado com o caso da indiana de 23 anos vítima de um estupro coletivo em Nova Déli que veio a falecer 13 dias depois, em decorrência das graves lesões provocadas. O lamentável ocorrido reacendeu o debate sobre a incidência alarmante de agressões sexuais naquele país.

Na Índia, com uma população de 1,21 bilhão, trata-se da ponta de um iceberg. Estamos em janeiro de 2013 e vários casos deste gênero estão sendo noticiados a partir daquela região: uma criança de 4 anos e outras duas de 7 e 11 anos; uma moça de 17, que acabou cometendo suicídio; e, uma mulher de 30 anos. Em 2011, foram 24 mil ataques registrados.

Na África do Sul, o problema também é epidêmico. Por lá, cresce o número de vítimas idosas. Os registros oficiais indicam 60 mil casos por ano. Há quem diga que, na verdade, o problema é dez vezes pior.

Em outubro de 2012, uma índia Guarani-Kaiowá foi violentada por oito homens no Mato Grosso do Sul. A mídia deu pouca repercussão ao caso. A violência contra esta jovem pode estar relacionada à disputa de terras entre fazendeiros e índios.

A violência sexual é algo gravíssimo e deixa uma marca indelével em suas vítimas. Fazer isso contra outro semelhante e em grupo é o suprassumo da covardia.

Além de investigar, julgar e prender exemplarmente os estupradores (lembrando que as estatísticas demonstram que a minoria deles é punida), o que será feito para proteger as mulheres? A lei será aplicada sobre o fato concreto. E quanto à causa? A mentalidade das pessoas precisa ser mudada.