Violência sexual contra a mulher – II

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), na faixa de janeiro a outubro de 2012 (os dados referentes a novembro e dezembro serão disponibilizados em breve), foram registrados 5.055 casos de estupro no Estado do Rio de Janeiro. Contabilizado apenas este período, tem-se uma média é de 16 estupros por dia.

Note bem: os registrados. E o que não é contabilizado? Crianças e jovens, assim como muitas mulheres têm medo ou vergonha de denunciar seus agressores que, na maior parte das vezes, são conhecidos da vítima (pais padrastos, tios, amigos ou conhecidos da família).

Como escreveu a poetisa polonesa Wislawa Szymborska, Prêmio Nobel de Literatura em 1996, sobre agir ou se omitir, "o que você diz tem ressonância, o que silencia tem um eco".

Assim, se você desconfiar de algum abuso contra crianças e adolescentes, não se omita. Clique aqui e saiba como e onde denunciar.

Se conhecer alguma mulher que tenha sido violentada, incentive-a a buscar ajuda médica, bem como a denunciar o agressor e a se submeter ao exame de corpo de delito o quanto antes. Acima de tudo, apóie a vítima, pois é recorrente que ela se sinta culpada pela ocorrência, seja pela sua maneira de se portar, pelo tipo de roupa que costuma usar ou por andar desacompanhada em algum lugar tido como perigoso.

Impõe lembrar que a divulgação das imagens ao vivo, de fotos ou, até mesmo, de retratos falados desses criminosos pela TV Record/RJ tem se tornado fundamental para que as vítimas, após reconhecê-los através do vídeo, compareçam à Delegacia correspondente para o reconhecimento formal. Neste sentido, o disque-denúncia, cujo número é fartamente informado em nossos telejornais, é uma ferramenta vital para que a investigação policial chegue a bom termo.