Publicado em 01/12/2013 às 11h19

A morte e a vida de Paul Walker

Adoro cinema e costumo ver quase tudo. Desde filme iraniano a comédias açucaradas. Só não gosto de nada escatológico ou terrivelmente nojento. Dependendo do dia, até encaro filmes para adolescentes histéricos, do tipo "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado". Pelo menos nesse caso, o título é genial.

Esse preâmbulo todo é só para contextualizar o porquê de me sentir triste com a morte de Paul Walker. E, embora reconheça que possa pertencer à minoria, achava que era um ator talentoso. Ele chegou a trabalhar com o mestre Clint Eastwood, em "A Conquista da Honra", de 2006. Não sei o que o nosso eterno cowboy durão pensava dele, mas eu gostava.

Nem o filme de Eastwood, nem as bobagens do início da carreira, como "Os Irmãos Id & Ota", muito menos a parceria com Vin Diesel em "Velozes e Furiosos" justificam essa minha admiração. Eu curto mesmo é um filme que ficou na periferia da carreira de Paul Walker, "A Morte e a Vida de Bobby Z".

Baseado em fatos reais,  é um filme despretencioso, e, talvez por isso, envolvente. A presença sempre contundente de Laurence Fishburme ajuda, mas é na relação do personagem de Paul com um garoto perdido na guerra entre traficantes que o filme ganha estatura. Recomendo para quem gosta de ver um filme sem a ambição de estar participando de um momento único na história da humanidade. É apenas um bom entretenimento e, muitas vezes, isso já é mais do que suficiente.

Paul Walker não vai figurar no panteão dos gigantes, mas cumpriu bem o seu papel.

E foi embora cedo demais.

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