Querido Leitor

23 de maio de 2012 às 17h02

Um jogo chamado Interesse

Há muitos anos, na era mesozóica, trabalhei em algum lugar e participei de um job ligado a uma promoção. O cliente era nacional e queria fazer um concurso cultural. Cada pessoa inscreveria uma foto e as cinco fotos mais sensacionais receberiam um prêmio. Até aí tudo normal. Nossa tarefa era montar a promoção com pé AND cabeça, escrever o regulamento, montar uma mecânica e essas coisas todas que precisam ser feitas para que a promoção dê certo.

Parecia simples. Pessoas do Brasil inteiro mandariam fotos, haveria uma pré-triagem, para tirar as que não tinham qualidade nenhuma e um juri qualificado escolheria as cinco melhores no final. Muitos prêmios são feitos assim, através de uma comissão julgadora que, de fato, julga a qualidade das obras, daí o nome.

Acontece que, no mundo comercial, as coisas são funcionam como a gente imagina. Vamos pensar no motivo que leva uma empresa a fazer uma promoção. Porque uma empresa que visa lucro vai dar dinheiro pra alguém? Se ela quer ser livrar do dinheiro não seria mais fácil doar pra uma instituição ou jogar as notas pela janela? Seria, mas a empresa quer fazer uma promoção por algum motivo. Por exemplo, passar um conceito, alegrar o cliente, gerar buzz. No caso da promoção das fotos, o cliente queria justamente passar a ideia de cobrir todo o território nacional, já que era percebida como uma empresa que não tinha uma atuação forte em todo o Brasil.

Ou seja, a escolha das fotos não seria APENAS pelas fotos. Não iríamos pegar todas as, digamos, MIL fotos inscritas e escolher as melhores pelas IMAGENS, mas haveria uma necessidade de uma pré-triagem por regiões geográficas. Como o eixo Rio-São Paulo sempre tem muitos inscritos, correríamos o risco de premiar as cinco fotos entre SP e RJ e o cliente não queria isso, porque os usuários de outras regiões ficariam ofendidos/chate(i)ados. Portanto, estava claro que TÍNHAMOS que pré-selecionar 10 fotos de cada região.

Isso é justo ou injusto? Certo ou errado? Veja, se SP tivesse inscrito 500 fotos, teríamos que escolher 10 em 500. Se a região norte tivesse apenas 10 inscritos, então as 10 seriam finalistas, com ou sem qualidade. Quer dizer, o concurso deixaria de ser 'justo' no sentido da obra, da foto em si, porque teria uma nova variável geográfica na escolha.

Mas a promoção só existia PORQUE o cliente queria lembrar que é nacional, lembra?

E assim foi feito. Mesmo que isso já fosse dito antes, que as inscrições seriam por região, a proporção para ser escolhido seria maior em um lugar, menor em outro. E é por isso mesmo que em concurso de miss, tem moça que representa um estado/cidade SEM NUNCA TER POSTO OS LINDOS PEZINHOS EM TAL LUGAR.

A lógica, a justiça, o merecimento, essas coisas todas que eu tanto valorizo, não têm quase nenhuma importância no mundo corporativo, nos prêmios, nos concursos. Tem prêmio que cobra uma taxa altíssima de inscrição e, de cara, já bota pra fora quem não tem dinheiro pra investir, com ou sem talento. Cannes, por exemplo.

O Prêmio Nobel não tem Matemática porque o Nobel tinha um inimigo matemático. O Oscar não premia diretores consagrados, ou filmes geniais, porque tem lá seus critérios e implicâncias pessoais. Tudo é subjetivo, tudo tem um INTERESSE por trás.

Lugar contra isso (eu), é gerar sofrimento na certa. Já estive no lugar do injustiçado, já estive no lugar dos vencidos que não puderam fazer justiça. Já estive em muitos lugares. E ainda não aprendi.

Essa coisa de 'mérito' só existe quando o auditório grita 'ele merece' pro vencedor. E, mesmo assim, porque o animador do auditório mandou.

No Brasil, onde o coitadismo se faz presente para aliviar a culpa de séculos de injustiça social, fazemos a mesma coisa. Quem ganha o prêmio, presente, nunca é quem tinha mais talento ou cantava melhor, mas o que tinha uma história de vida mais dura, mais sofrida. Num país com TANTA injustiça, qualquer momento é uma oportunidade de COMPENSAÇÃO, de REPARAÇÃO, palavra muito usada na construção do argumento favorável às cotas.

Portanto, se você não quer ficar sofrendo ou se decepcionando, tente ver o mercado de outro jeito. Isso não é deixar de lutar pelo que acreditamos ser justo. Isso é encarar que a realidade é do jeito que ela é a partir dela tentar fazer o que acreditamos ser certo.

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23 de maio de 2012 às 05h52

Uma faca estranha

J8PAC Uma faca estranha

Estou aqui catando emails antigos que nunca respondi, cheios de sugestões bacanas.
Um deles é a faca da marca... SANTOKU. E azul.

Foi enviado pela querida Rosana Cumpri.

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Você diz 'Internet' e pensa em 'éter', aquele meio, well, etéreo, onde as informações transitam. Você diz 'rede wifi' e imagina dados viajando de forma invisível pelo ar. Você diz 'computação na nuvem, cloud computing' e olha pro céu, como se seus arquivos estivessem guardados com os anjos.

Cada vez mais temos uma ideia virtual da rede, um mundo fantasmagórico, translúcido e espectral onde zeros e uns passeiam para compor o material audiovisual que tanto usamos.

Nada disso. A Internet é física. Feita de servidores gigantes em prédios monstruosos, com sistemas complexos de resfriamento, com geradores de energia e muitos canos, muitos cabos.

Pra começar, veja o vídeo abaixo, "Bundled, Buried & Behind Closed Doors", de Ben Mendelsohn. Ele mostra o número 60 da Hudson Street, Lower Manhattan’, uma das regiões de maior concentração de conectividade.

Há um canal inteiro do YouTube dedicado a vídeos de servidores. O link é este.

O Facebook, por exemplo, está cada vez maior. Um bilhão de pessoas escrevem, postam imagens, sobem álbuns de fotos da vida inteira, constroem timelines, fazem upload de vídeos. Isso tudo, que nos parece irreal, imaterial, só acontece graças a esse mundo material e físico do Facebook. Veja algumas fotos do DataCenter que custou 210 milhões de dólares e que fica no estado de Oregon.

7ViJc Facebook, os servidores, a parte física que você não vê
Fonte:www.datacenterknowledge.com (17 de abril de 2011)

HPaXw Facebook, os servidores, a parte física que você não vê
(A sala dos servidores do Facebook, no data center de Prineville, Oregon - foto de Alan Brandt)

aMUBx Facebook, os servidores, a parte física que você não vê

eUGRG Facebook, os servidores, a parte física que você não vê
Sistema de esfriamento na 'cobertura'

AZRgt Facebook, os servidores, a parte física que você não vê
O projeto do datacenter.

Veja também dois vídeos da visita ao data center
Video 1, vídeo 2.

Mesma coisa vale para o Google. A gente pensa no site Google, nos doodles, nos resultados. E, no máximo, no lindo GooglePlex onde todos trabalham em lugares bacanas e coloridos. Mas o Google é também seu Data Center, mostrado no vídeo abaixo e que você pode ver no Google Earth.

Esse datacenter do Google vale 1 bilhão de dólares.

Quer dizer, tantos bilhões e tanta tecnologia pra quê? Pra gente ficar brincando de detetive e tentando entender se o cara traiu ou não traiu a namorada com uma amiga, enquanto o depoente fica repetindo 'calado, senhor'.

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Julie é uma fofa. Fiquei super feliz ao ver que ela está fazendo um comercial de tv, depois de seu sucesso na web.

Há um tempo, antes mesmo de eu saber da Julie, a Aline Sordili, minha amiga, passou dois links de uma garotinha que também faz tutoriais de make up. Muito fofinha. Os vídeos estão sem código de embed, você terá que assistí-los no próprio YouTube.

Aqui está ela:

fofinha Menininha fofa que faz maquiagem. E não é a Julie :)

E aqui estão os links.

.http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=pB2SJmLw7TY
. http://www.youtube.com/watch?v=Dy9XwArd1S0&feature=youtu.be

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21 de maio de 2012 às 07h56

O show do João Bosco no Tom Jazz

Sempre fui muito fã do João Bosco. E de todos os seus parceiros musicais. E sempre quis conhecer o Tom Jazz.E ai, aconteceu. Ouvi no rádio que João faria um show ali, em maio. Corri pra Internet, comprei os ingressos, convidei um casal de amigos e marcamos. Estava bem longe quando comprei. Nesse meio tempo fui para Berlim e voltei. Mas o dia chegou. Foi um domingo intenso. Saimos de Barra do Una direto pro almoço da Lelê, de lá pra casa, de casa pro show e pro travesseiro.

A sensação que tive foi descrita pelo meu ex-professor de Termodinâmica, Henrique Fleming, na solenidade que criou o Dia Municipal do Físico, numa homenagem ao IFUSP. Ele descreveu os encontros com Mario Schemberg como "transformadores", porque você "entra de um jeito e sai de outro". Eu entrei de um jeito no show de um jeito e sai totalmente alterada, outra, muito mais intensa e acordada. E feliz.

O lugar é cool e aconchegante. O palco é simples e o som é perfeito. Sentei bem na frente, aproveitei demais. Tomamos vinho, comemos um carpaccio e depois o show começou. João é um artista completo. O violão é uma extensão de seu corpo. Ele domina o instrumento. Assim como a voz. E a interpretação. Ele todo é um instrumento, ressoa, ecoa, vibra. E a plateia delira junto.

Aqui, precisamos de um adendo. Toda a plateia era ótima e cantava com ele quando João nos dava a deixa pra cantar. Mas tinha UMA mulher, que devia estar um pouco 'fora de si', pra dizer o mínimo, que não parava de falar alto, gritar e comentar o show! Acho que ela gritou umas 60 vezes "poderosooooo! fabuloooosooooo ! Magníficoooooo'. Até 'gostosooooo' ela gritou. A gente caia na gargalhada. Depois ela começou com os comentários. Quando João começava os primeiros acordes dando indício de qual seria a próxima e incrível canção, a mulher berrava. "ahhh... fala sério!!!!".

Juro que foi tão absurdo que acabou sendo engraçado, aquele tipo de coisa sem nexo que marca a noite.

Tive momentos de muitas lágrimas, como em O Bêbado e o equilibrista. E momentos de cantar com todo o ar, como em Corsário. Soltei a voz, o verbo e a vida em 'mesmo-que-eu-mande-em-garrafas-mensagens-por-toooooooodo-o-mar!'

Além de toda a maravilha que foi o show, encontrei Gustavo Braun ( e a Mari ).

Realmente uma noite especial.

Agora é administrar o vinho e o sono.

Bom dia!

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21 de maio de 2012 às 06h55

O que é a Internet pra você?

No final do ano passado fiz um post chamado "Quando a Internet Distrai". De lá pra cá acho que a distração só aumentou. Mas, claro, a rede é muito mais do que só distração e, para cada pessoa, gera um sentimento diferente.

Na época, em dezembro de 2011, o querido amigo Tom Taborda propôs uma enquete, para saber de você e de todos os que usam a Internet sempre, o que ela representa.

A pergunta, as alternativas, tudo foi escrito/criado pelo Tom.

Seria bem legal, pra todos nós, saber o que pensamos, sentimos e para quê precisamos tanto dessa rede imprescindível.

`Bora responder pra ver os resultados depois?
Você pode escolher até 03 respostas.
Sim, dá vontade de escolher todas, mas a ideia é justamente ver quais as alternativas principais, né?

Valeu Tom!

O quê é -- PRINCIPALMENTE -- a Internet para você? (ou seja, do quê sente a maior falta, quando sem Internet?)

Ver Resultados

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eu fui.
foi lindo!!
parabéns, gente!
uma festa de @rrobas e de @mor.

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20 de maio de 2012 às 05h12

Doadores de sabedoria

Sempre conto uma história tola, que mostra o quanto queremos nos iludir e nunca pensar nas coisas ruins. Uma vez comprei um livro sobre aquários. Pulei todos os capítulos que falavam de doenças, problemas e fui direto pra parte lindinha dos peixinhos e plantas. Resultado: comprei um aquário, a água ficou verde, os peixes morreram e eu me vi com um paralelepípedo de vidro cheio de água turava e caracois subindo pelas paredes.

Fazemos isso o tempo todo. Não queremos falar de morte, doença, nada. Mas as coisas existem e precisam ser ditas. E, muitas vezes, quando são ditas e divididas, deixam de ser tão assustadoras.

O Instituto de Oncoguia e o Museu da Pessoa, crairam o projeto Conte Sua História, que fala da dificuldade de receber um diagnóstico de uma doença grave.

São os Doadores de Sabedoria.

Repasse pra quem precisar.

E vamos viver!

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19 de maio de 2012 às 04h40

Projeto de Arte do Google

Sempre vale a pena lembrar que ele existe. Porque a gente se perde em links e acaba esquecendo do Google Art Project.

Para filhos que precisam fazer trabalhos para a escola, para todos que querem rever grandes obras de arte, para viajar sem sair da cadeira.

Ou faça um passeio virtual pela Casa Branca.

Horas e horas de navegação.

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18 de maio de 2012 às 09h49

E fez-se o Facebook ou “Hoje é o dia F”

a8e15b94a0ed11e18cf91231380fd29b 7 E fez se o Facebook ou Hoje é o dia F
E começou.

iDmPL E fez se o Facebook ou Hoje é o dia F

Hoje é dia de falar de Facebook. Não é o dia D, mas o dia F. Na página de trends do Google, dois dos dez ítens referem-se ao site, Facebook -IPO e Eduardo Saverin, o fundador brasileiro que Mark Zuckerberg expulsou da sociedade.

No Twitter, em outras redes, nos sites e blogs todas as comparações e informações possíveis sobre Mark Zuckerberg e sua empresa:

. Zuckerberg é o novo Murdoch
. Zuckerber, aos 28 anos, é o 29o. mais rico do mundo
. Zuckerber mais rico que os fundadores do Google
. Fortuna de Zuckerberg é maior que o PIB do Afeganistão

Milhares de pessoas deixam comentários e likes na foto da página de Eduardo Saverin, brasileiro que renunciou à cidadania americana para economizar 2% de sua fortuna em impostos para o fisco americano. Todos querem se engajar, todos querem se envolver, todos querem participar. E essa é a chave do Facebook.

O Google não vai morrer, como aconteceu com as listas telefônicas. O Google sempre vai ser a secretária particular, a bibliotecária, o serviço de informação, o mapa da Internet, o grande guia cósmico para dizer o que está aonde. O buscador da informação esparramada. O Google também tem muitos serviços indispensáveis, como o Gmail, o YouTube, o Google Calendar, o Google Books, etc. Mas o Google é isso, um provedor de bons serviços. Nunca conseguiu ser bom socialmente, como se sua vocação fosse a de ser útil e prestar bons serviços, não de ser amigo.

Já o Facebook parece ter compreendido verdades universais sobre os seres humanos, antes mesmo de ser um grande negócio de 100 bilhões de dólares. Quando surgiu, nas fraternidades das universidades americanas, fez sucesso imediato. A vaidade pessoal, a curiosidade para bisbilhotar a vida alheia sem deixar rastro, a possibilidade de fazer contato com qualquer pessoa que estivesse catalogada, a chance de encontrar um parceiro pro sexo, tudo ali, à disposição, sempre à mão. Depois, começaram a surgir todas as outras novidades. Juntar um grupo de amigos conhecidos, reviver o passado de estudante, encontrar familiares, montar grupos de discussão. E jogar muitos joguinhos. Distrair-se. Falar pelo comunicador instantâneo, ver anúncios, comprar coisas. E, claro, ver muitas, MUITAS novidades e piadinhas visuais de momento.

O Facebook é um sucesso. Não quer dizer que seja genial, mas que entende o mercado de seres humanos. Tanto é que já já o site vai bater um bilhão de assinantes num mundo que tem 7 bilhões de pessoas.

Não me identifico com o Facebook, com seu visual padronizado, uniformizado. Não me sinto em casa com o tipo de ocupação, com os infinitos tios do pavê, as brincadeiras bobas, os posters motivacionais, as mensagens de anjinhos felizes com frases edificantes que mais me lembram meu Outlook em 1998. Mas, como disse uma aluna que também não gosta do FB, mesmo não gostando 'não dá pra não estar no Facebook hoje em dia'. É possível, claro, sempre é. Mas não estar no Facebook é como ser comunista num mundo capitalista. Como ser ermitão num mundo conectado.

Para o mundo dos negócios, o Facebook é uma das melhores armas para anúncios. Você pode achar qualquer grupo de pessoas por qualquer tipo de classificação. É fascinante. E assustador. Com as novas Timelines, as vidas todas se espalham pelas páginas, prontas para virarem um obituário um dia. Tétrico.

Mas o valor do Facebook é que ele realmente cumpre MUITO bem a primeira metade do seu nome, aquela que diz respeito ao FACE. Com um bilhão de ocupantes podemos ver hoje a CARA do nosso mundo. Um mundo ingênuo, inseguro, injusto, apressado, confuso, faminto, ávido, estressado, desigual, egocêntrico. Infantil. Mesmo assim, apesar do que vemos, da cara do ser humano que o 'face' nos mostra, a ferramenta é um bom ponto de partida para mudarmos. Em busca de maturidade, igualmente, conhecimento, esperança.

Hoje, o valor desse poderoso serviço ainda está preso ao poder de todas as FACES, do desejo infinito de se exibir, do desespero por aparecer, das mentiras sociais. Não gosto. Não curto. Mas, que importância tem minha opinião ou sentimento diante da adesão de tantos facebookianos no planeta?
Vou continuar aqui, observando de fora. Usando o serviço sem paixão, mas também sem preconceito.
Acho que vou esperar um tempo. Quem sabe um dia o mundo deixa de ser tão FACE e começa a ser um pouco mais BOOK.

Por enquanto, ou especialmente hoje, o Face está menos cara e mais livro. Livro caixa.

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