2 de novembro de 2009 às 17h27
Acidentes na estrada
Concordo com você. A gente chora de barriga cheia. Reclamar de uma viagem de carro, depois de um feriado de sol, é vício. Tem tanta gente que sofre tanto, de forma tão mais intensa e real, que esse tipo de queixa burguesa acaba irritando algumas pessoas. Mas vamos deixar o preconceito de lado, incluindo aquele contra as queixas da classe média. Afinal, queremos um mundo mais justo onde todos tenham uma vida digna, incluindo a chance de viajar para a praia. Democratizar não é fazer com que todos sofram, mas com que todos tenham uma vida com conforto e lazer.
A Rio-Santos estava parada. Eu me senti no Twitter seguindo milhares e sendo seguida por outros tantos. Cheguei a pensar que o @aplusk estivesse lá na frente, pra ter tantos seguidores. Logo nos primeiros quilómetros, minha cachorrinha, Lilly, passou mal e sujou todo o carro. Parei no acostamento, fiz uma pequena faxina e segui viagem.
Ela vomitou mais duas vezes. O papel acabou, a camiseta não deu conta, enfim, foi complicado. Dei água pra ela e a bichinha conseguiu dormir. Otto veio cinco horas em pé no banco. Ele não senta durante a viagem, fica surfando no banco. Um sacrifício. Mas isso não foi nada.
Vi muitos carros quebrados na Mogi-Bertioga, de cortar o coração. Meninas jovens com bebês, sentadas na beira da estrada, esperando socorro mecânico. E o trágico: muitos acidentes com motocicleta. Vi motos no chão, retorcidas, rapazes caídos, uma tristeza.
Mesmo com policiamento, com multas, muita gente abusa. Bebe. Ou é vítima de motoristas que dirigem mal. Fato é que mais triste do que ter uma viagem longa e problemática é pensar que tem gente que não chega ileso em casa. Ou, em alguns casos, não chega com vida.
Espero que todos tomem muito cuidado e tenham paciência. A coisa vai ser difícil hoje, especialmente pra quem está vindo agora. Enfim, graças a D`us, chegamos todos bem.










