11 de novembro de 2009 às 20h15
Quarta em notas
NOITE MAL DORMIDA
Nem preciso dizer que acordo com um rádio-relógio elétrico. Por causa do apagão tive que programar o celular para me despertar. Não vou entrar em detalhes, mas foi difícil pegar no sono com o calor e a paranoia que rolou em relação à escuridão e os perigos que a falta de energia acarreta numa cidade como São Paulo. O cansaço, porém, venceu e de manhã cedinho o celular mostrou a que veio.
MANHÃ
Pela milésima vez fiquei tentando negociar uma dieta com minha fome. Por favor, não subestime minha longa luta contra o peso. Eu sei o que é para fazer, eu só não consigo botar em prática quando estou com vontade de comer um pãozinho quente. Comi metade. Depois, mais metade da metade. E fui para um compromisso logo cedo. O sentimento do dia? Déficit de 25% de um pãozinho.
TRABALHO
Voltei pra casa. Não tem banda larga desde ontem. Tive que responder alguns emails e aprovar comentários em dial-up. Tristeza. Minha casa virou uma confusão, mas não tem nada com Itaipu. Meu apagão é a querida Lilly. Lilly fez 3 meses e é terrível. Terrível.Linda,fofa, sou apaixonada por ela. Filhote, você sabe, come tudo. Chinelos, sapatos, meias. Ela revira o lixo, puxa papel higiênico pela casa, morde o sofá, faz xixi no tapete. Por sorte ainda não comeu as cortinas. Eu tinha uma casa, uma sala. Não tenho mais. E continuo adorando a bichinha. Saí de casa e vim para o trabalho.
ALMOÇO
Aqui é agitado e gostoso, cheio de coisas para fazer. Sinto-me útil, faço parte deste todo. É muito bom. Tão envolvente que vou deixando o almoço para duas, três da tarde. Quando não dá mais pra aguentar a fome, vou lá e esquento minha marmita. Hoje, tive um pequeno contratempo na mesa. Fui sozinha. Esquentei a comida e sentei numa das muitas mesas vazias. Eu era a única numa mesa dupla de oito lugares. Como eu disse, o restaurante estava vazio. Eis que umas pessoas começaram a sentar-se à mesa ao lado. E na minha frente. E ao lado. E, quando eu vi, eram sete pessoas me acotovelando. Agora eu pergunto: por qué? Por que as pessoas gostam de aglomeração? Tantas mesas vazias e as pessoas incomodam quem está sozinho? Sempre me pergunto isso na praia. São 3 quilômetros de areia. Mas basta você montar sua barraquinha num lugar e todo mundo tem que ficar em cima de você. Com tanto lugar, por quê? Eu realmente não entendo esse desejo de ficar em bandos. Acho que sou uma eremita. Pelo menos rima com marmita.
NOVIDADES
Estou perdida nos meus emails. Acho que nunca mais vou conseguir zerar minha caixa postal. Tenho 348 emails pra responder. É muita gente me solicitando, eu não consigo atender. E, claro, tem o email de trabalho, que é outro. E mais o msn. E o twitter. E o gtalk. E o celular. E o telefone. A parte boa é que eu sei de muitas novidades. Gostoso. Por falar em novidades, ontem fui à noite de autógrafos da Lygia, daqui do R7. Encontrei vários amigos na livraria. E, falando em amigos, acabei de tomar um café com a Fabíola Reipert.
NOITE
São mais de oito da noite. Ainda estou aqui no trabalho. Quando eu chegar em casa vou ver se tem virtua ou não. Se não tiver nem vou tentar ligar o dial-up. Acho que vou tirar folga do teclado. Meus olhos já estão embaralhados. Então, por tudo, muito obrigada. Vai que este é o ultimo post do dia, né?










