13 de novembro de 2009 às 16h22
O melhor programa da Internet
Grande parte dos programas de variedades da televisão é feita de quadros. Sempre tem um apresentador, que comanda a atração no estúdio, alguns repórteres que trazem matérias em externa, mocinhas bonitas que dançam, trazem fichas, fazem merchandising ou chamam o intervalo.
Gugu, Silvio Santos, Faustão, Luciano Huck e vários programas brasileiros são assim. Até o Pânico tem a mesma estrutura. Um apresentador, quadros e moças bonitas.
O formato ainda vai durar muito tempo. O publico acostuma. Só tem TV como forma de entretenimento. A fórmula vai durar tanto quanto Biotônico Fontoura ou VickVapoRub. As pessoas não gostam muito de mudanças. Tanto é que muitos telejornais com formato alternativo acabam voltando para o formato 'casal na bancada'.
Acontece que existe um mundo quase paralelo, feito por outras pessoas ou outras facetas das
mesmas pessoas que assistem TV: os internautas. Internauta é o estado que a pessoa adquire ao entrar na Internet. E na Internet, o programa é outro.
Começa que o programa na Internet não tem apresentador. É coletivo. As atrações que fazem sucesso podem ser de várias naturezas, mas, em geral, sao vídeos do YouTube. Alguém acha um vídeo tosco, estúpido, diferente, divertido e bota no 'programa'. Os blogs e as rede sociais viralizam. E, em pouco tempo, este mesmo 'quadro' se desdobra em outros. Um micropedacinho pode virar um 'meme', uma frase que se repete, como 'Ronaldo'. Uma outra parte pode virar um funk. Depois vem a série de paródias, com Hitler, Simpsons e outros quetais. Também para estes desdobramentos há um repertório.
Além dos quadros audiovisuais, há também os #facts. Os fatos sobre um determinado assunto.
Este programa de variedades fica no ar o tempo todo e vai mudando com os assuntos, ora jornalísticos, ora garimpados na rede. Vanusa foi garimpado na rede. Pedro me dá meu chip, idem. Stephany foi da rede para a TV. Geisy, ganhou a TV, mas começou como um caso registrado com o celular, postado no YouTube, reproduzido em blog e que acabou ganhando espaço na mídia em geral.
E por que as coisas viralizam tanto? Porque pegam por contágio. E nunca na história desse país (...) estivemos tão próximos. Todo mundo em rede. Conectado. Interligado. Mesmo distantes, unidos pela mesma Internet. Mãos num teclado de um lado, mãos no teclado do outro. E o vírus sempre passa de um hospedeiro para outro.
E isso é bom? Parece. Mas, mais importante é que isso é assim. Democrático. Todo mundo pauta, todo mudo pode, todo mundo participa.
O mais curioso é que, em muitos casos, a coisa se inverteu. O público é que faz o programa e a mídia, fica de platéia. Claro, por pouco tempo. Só o tempo de pegar a pauta e levar pra TV. Aí a gente volta pra cadeira, liga a net, entra na rede e fica ali, só fofocando com os web-vizinhos pra ver o que a televisão está fazendo com a pauta da gente.
Programa da Internet é assim. Vanusa, Pedro, Chip, Geisy, Apagão. Tudo na nossa mão.










