30 de dezembro de 2009 às 22h09
Cansaço e perigo
Durante todos estes dias temos feito três atividades esportivas: natação, caminhada e ciclismo. Antes do meio-dia, quando o mar ainda está calmo, atravessamos a baía de Barra do Una, do rio Una até o fim da praia, onde fica o condomínio Costa Esmeralda. A travessia é feita num tempo médio de cinquenta minutos.
Depois, voltamos a pé pela praia, o que consome mais ou menos uma hora. A volta é difícil porque estamos cansados da travessia no mar, porque o sol está a pino e porque o terreno é inclinado. A praia é de tombo em boa parte da orla. No final da tarde, pedalamos. Saímos de casa às seis horas e voltamos às oito da noite. Temos feito isso diariamente, inclusive com chuva.Ontem, por exemplo, saímos para pedalar debaixo de chuva, com direito a lamaçal e atoleiro.
Hoje a travessia foi bem mais difícil. Só consegui chegar por teimosia e acabei consumindo quase uma hora de natação. Na volta, paramos para conversar com amigos e aproveitei para descansar. Eu realmente estava exausta. Quando deu seis horas, avisei que eu estava muito cansada pra pedalar e que, talvez, tivesse que voltar para casa antes. Mas, como sempre acontece, o aquecimento me entusiasmou.
Fomos pedalando de Barra do Una até Boraceia, um passeio que soma cerca de 18 quilômetros. Não é grande coisa,mas é um bom exercício. Uma vez na praia, fazemos um bom percurso pela beira-mar, aproveitando a brisa. Hoje, porém, tivemos alguns problemas. A correia da bicicleta do meu marido começou a soltar. Foram seis vezes ao todo. Com as paradas para arrumar a correia, a noite caiu. Os insetos começaram a atacar. E a volta pelas estradas cheias de lama, pedras e buracos, na escuridão, não parecia muito segura. Para evitar grandes trocas de marchas, optamos por voltar pela estrada. Desviamos pela Jureia e pegamos a estrada. O caminho é tenso porque a Rio-Santos está cheia de carros e pedalamos pelo acostamento.
Depois de meio quilômetro, uma coisa estranha aconteceu. Um caminhão pequeno deu sinal e parou na minha frente, no acostamento da pista da direita. Ao mesmo tempo, um outro caminhão parou no acostamento do outro lado a pista. Os motoristas começaram um movimento suspeito, um entrando no caminhão para falar com o outro. Parei a bicicleta e desci. Não quis ir em frente, porque o caminhão estava bloqueando o acostamento todo. Eles simplesmente não saiam dali,um de cada lado da pista, como se estivessem esperando por nós. Resolvemos voltar para a Jureia.
Já era noite e estávamos exaustos. Meus braços doíam e eu não enxergava nada. A correia da bicicleta do meu marido saiu mais duas vezes. Chegamos em casa depois das nove da noite, acabados. Ainda não me recuperei, pra ser sincera. Fica o alerta de nunca descuidar da segurança, de planejar bem as aventuras e de não sair sem uma lanterna. Felizmente sempre levamos ferramentas, um dinheirinho para uma água, repelente. De qualquer forma, agora que estou aqui, no sofá, sob o ventilador de teto, depois de ter lanchado, só posso agradecer por tudo e dizer... there's no place like home!










