21 de janeiro de 2010 às 13h29
Cada um ajuda como pode
A tragédia sem precedentes que atingiu o Haiti comove o mundo inteiro. Ao mesmo tempo que assistimos a dor e o desespero de dezenas de milhares, nos emocionamos com uma ou outra vida resgatada em meio aos escombros.
Essa carga de sofrimento é tão grande, que nos mobiliza, incita ao movimento, instiga a fazer alguma coisa para ajudar. Mesmo de longe. Mesmo sem conhecer o país ou as pessoas. O que nos toca é o que nos une, a nossa humanidade, o sentimento universal que não precisa de tradução.
Iniciativas para ajudar surgem de todos os lados. Astros de Hollywood, usuários de redes sociais, todo mundo quer fazer alguma coisa. Agora há pouco vi que um conhecido site de artesanato, o Etsy, está engajado no movimento "Craft Hope", que vai encaminhar toda a renda da venda de artesanato para os Doutores sem Fronteiras no Haiti. Ontem, o site agradecia por ter vendido mil ítens e arrecadado 20 mil dólares.
Me deu vontade de chorar. Uma coisa tão simples e tão linda. Gente costurando, bordando, pintando, tricotando com as mãos e produzindo esperança.
Arte reciclada: peixinho de crochê, feito com sacos plásticos de supermercado. À venda no CraftHope do Etsy.












