18 de março de 2010 às 22h33
Cachorro doente
Só quem tem bicho sabe. A gente intui, sente, que o animalzinho não está bem. Antes de qualquer diagnóstico, a gente cheira, percebe, sabe. Lilly estava esquisita. E, embora todo mundo sempre diga que eu exagero (e por isso perco créditos), eu mandei fazer o exame de sangue anyway.
Hoje, cheguei em casa e encontrei Lilly muito quieta. Gemendo, prostrada. Senti um cheiro diferente, não era ela. Corri para o pronto-socorro. E recebi o baque: doença do carrapato. Aquela que mata. Que já matou dois boxers queridos.
Lilly tomou três injeções cavalares. Ficou com a perna toda cheia de sangue. A doença destrói os glóbulos vermelhos, sangue nem coagula. O veterinário disse que a doença explode as plaquetas. O cachorro fica fraco.
Chorei muito, fiz tudo o que tinha para fazer, aprendi a dar os remédios, combinei o retorno amanhã cedo pra ela tomar mais soro. Voltei pra casa e fiz arroz com carne. Ela mal comeu. Otto comeu as duas travessas. Dei suco de goiaba pra ela, por ordem do médico, mas ela não quis. Lilly está fraca, precisa de ferro.
Na volta ela passou mal, foi uma confusão no carro.
Limpei a área de serviço chorando, arrumei a caminha dela, limpei o tapete. Agora Lilly está deitadinha na sala. Vou preparar a aula de amanhã cedo, 7 da manhã. E terminar de copiar a palestra que vou dar no Espírito Santo, também amanhã.
Enfim, estou aqui, com o coração na mão. Mas o veterinário disse que, embora a doença mate, vai dar pra salvar a minha Lilly.
Até amanhã, em algum momento.










