31 de agosto de 2011 às 19h50
Então é dia do blog
O Edney, o @interney, disse que dia 31 de agosto é dia do blog porque é 31/08 e que o 3 parece um B (3=B), o 1 é igual ao L (1=l), 0=O e 8=g, ou seja, 3108 = blog. É o famoso Se non è vero, è ben trovato.
Portanto,hoje é dia do Blog. E eu não poderia MESMO terminar o dia sem escrever um post sobre o tema.
Vou contar uma historinha sobre o blog e eu que vai ilustrar o que quero dizer sobre essa convivência aqui com você.
Outro dia eu fiz algo bacana, aconteceu uma coisa que me deixou feliz. A felicidade era minha, mas eu quis compartilhá-la com alguém especial. Contei, mostrei e, bem, fiquei esperando um comentário de apoio, um elogio, alguma coisa. E não recebi nada. Ao contrário, os elogios vieram, mas para outras pessoas que participaram do feito comigo, mas não para mim. Fiquei um pouco desapontada, como uma criança que não ganha o brinquedo que esperava. Pensei, pensei e fui conversar. Falei do meu sentimento e perguntei se eu não tinha me saído bem e a pessoa estava querendo me poupar de uma crítica ruim. E aí eu recebi estaa resposta: é que como eu sempre faço as coisas direito e eu estava bem e normal, eu não merecia nenhum elogio em especial.
E aí eu pensei. É isso. As coisas se normalizam. Se estabilizam. Pode ser num patamar alto ou baixo, tanto faz. Se fica estável não chama mais atenção.
O que aconteceu tem tudo a ver com o blog. Eu adoro o Querido Leitor, ele é parte de mim. Não é mais notícia, não é mais sucesso, não é mais novo. Apenas é. É o que é todos os dias, é o que somos, é o que conversamos aqui. É o todo dia. O sempre.
E isso, querido leitor, é uma espécie de amor.
Amor não é como a paixão, ou o ódio, aquele pico intenso que nos mobiliza, nos faz chorar ou rir, gritar ou correr. Amor é um sentimento de fundo, como o barulho do mar, sempre lá, sempre bom. A gente absorve e esquece que ele existe. E só sente falta quando ele não está mais lá.
O amor que sinto pelas coisas que faço, o prazer que tenho na minha vida, a relação estável e maravilhosa que tenho com o blog e seus leitores é como o amor, tão presente que a gente quase esquece que ele está sempre lá.
Quando o Twitter surgiu, muita gente percebeu que eu comecei a tratá-lo como um filho menor e queridinho. Mas o Twitter já deixou de ser uma novidade também.
O que fica é o blog, que nasceu pra ser o que é, diário. Um diário que a gente escreve a tantas mãos, que nos acompanha através dos dias e anos e que de tão presente parece fazer parte de nós.
Hoje é dia do blog. E dia de dizer obrigada, querido leitor.
Muito obrigada.











