29 de dezembro de 2011 às 22h51
Lendo e pensando na vida
Estou sempre lendo dois ou três livros ao mesmo tempo. Um é no iPad e não posso levar pra praia. Outro é em inglês, versão papel, perfeito pra areia. Outro é em português, mas requer concentração. Então eu leio um pouco em cada lugar. Mas todas as leituras me fazer refletir. Sobre o significado da vida, o comportamento dos seres humanos, a finitude das coisas. E, como estou de férias, a vontade de aproveitar o momento aumenta ainda mais. Busco felicidade e alegria em tudo o que faço, até na arquitetura da louça no escorredor.
Quando estou em casa, mesmo com chuva ou garoa, fico olhando as gotas caindo, presto atenção no barulho e aproveito para respirar mais devagar.
Mas é claro, o melhor de tudo é olhar o rio Una, o mar, jogar o olhar no horizonte e deixar a vida passar por mim, me atravessar.
Ser feliz é bem mais simples do que parece, uma mistura de aceitação com não-expectativa, gratidão e generosidade. Claro, é fácil falar quando a vida está bem, quando toda a infraestrutura está funcionando. Difícil é aceitar a vida e ser feliz quando se tem um milhão de problemas, de todos os tipos, inclusive de saúde.
Mas como ninguém sabe o que virá no próximo capítulo, no próximo dia, é bom fortalecer os ânimos nesses dias de plenitude.
Estou muito feliz, passeando de bicicleta, cozinhando as refeições, lendo na praia, mergulhando no rio gelado, num clima totalmente Arnaldo Antunes no famoso Tribalistas: a gente brinca na nossa velha infância.














