30 de dezembro de 2011 às 21h39
Ai como é dura a vida de dona-de-casa!
Quero parabenizar, agradecer, louvar, beijar, premiar todas as donas de casa do mundo. Todas as pessoas que cuidam de sua casas, de suas coisas. Todas as pessoas que arrumam a cama, lavam a roupa, varrem o chão, preparam o almoço, recolhem o lixo, alimentam os cachorros. As pessoas que providenciam as toalhas secas, que fazem as compras, que pensam em tudo pra que a casa se mantenha funcionando. Porque nessas férias essa pessoa aqui em casa sou eu.
Acabei de tomar banho, a essa hora da noite, depois de arrumar a cozinha. Tive que sentar no chão do box, porque eu não conseguia mais ficar em pé, de tanta dor nas pernas, nos pés e, especialmente naquela região entre o calcanhar e a nuca.
Acordei cedo para meu padrão de férias, sete e pouco da manhã. E comecei o dia arrumando a casa, varrendo o chão, guardando a louça, Depois fui até o mercado. E voltei. E arrumei a sala, a cozinha, lavei algumas peças de roupa, peguei outras no varal.
Preaparei e servi o café, tirei os pratos, lavei a louça, arrumei tudo. Fui até a praia, caminhei até o rio, nadei um pouco, terminei de ler um livro. Voltei cedo para preparar o almoço. Foram muitas panelas, a começar pelo fato de ter feito dois tipos de arroz, porque minha filha e a amiga não gostam muito do arroz integral. Fiz filé mignon, shiitake, shimeji, sunomono, entre outras coisas. Servi tudo e finalmente me sentei. Almocei e voltei pra pia. Fiquei horas limpando a cozinha, o fogão, trocando os sacos de lixo. Quando finalmente terminei tudo e tirei o pano de louça do ombro, meu marido me convidou para caminhar. Acho que caminhei uma hora e pouco, voltei pra casa, fui até o mercado, voltei, fui até a praia, voltei e, adivinha? Fui pra cozinha preparar o lanche. Fiz tudo de novo e só agora consegui terminar e tomar banho. E sentei num banquinho pra fazer um post. Estou realmente exauta. E amanhã vou fazer a ceia de ano novo, vou ficar horas e horas na cozinha diante do forno assando o peru.
Como eu não faço isso o ano todo, quero agradecer e parabenizar quem faz. Trabalho de casa é uma loucura, a maldição de Sísifo, sem fim, sem reconhecimento, sem nada. É só sacrifício e exercício de humildade, de doação. E milhões de pessoas fazem isso todos os dias da vida inteira. Especialmente as mulheres.
Agora vou desligar tudo e desmaiar no sofá. Amanhã é o último dia do ano. No ano que vem eu vou contratar alguém pra me ajudar.
Feliz ano velho.










