31 de dezembro de 2011 às 10h47
Nesse último dia do ano
Quando pensei em escrever sobre o ano de 2011, tive a ideia de fazer um levantamento de todos os lugares para onde viajei. São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, várias vezes para Águas de São Pedro e São Sebastião, Fortaleza, Goiânia, duas vezes pra Curitiba, Bonn, Berlim, São Francisco e três vezes pra Nova York. Dito assim parece um ano de glórias. Mas aí vieram as perdas. Em 2011 meu marido perdeu a mãe, uma coisa muito triste pra todos nós. Além de perder minha sogra, logo em seguida, minha cachorrinha Milla, que era meu xodó, morreu de uma forma estúpida, como uma série de consequências de uma alergia que evoluiu para uma septicemia. Tudo bem, muita gente dirá, era só um cachorrinho. Eu sofri muito. E aí morreu um ídolo meu, Steve Jobs.
Pouco tempo depois, um amigo querido, de muitos anos, que lutava pela vida nos deixou, o Ale Rocha. Foi triste demais. E dias depois, Rodolfo Bottino morreu. Trabalhei com ele, gostava muito dele.
Achei que essa parte dolorosa tinha terminado. Até que agora, há minutos, lendo o Twitter, vi pela @carolinamendes que o jornalista do Estadão, Daniel Piza, morreu aos 41 anos, vítima de um acidente vascular cerebral. Nâo estou acreditando. Eu sou muito, muito fã, admiradora ferrenha do Daniel. Um cara bacana, culto, inteligentíssimo, gentil, um escritor de primeira. Deixa mulher e três filhos. Estava de férias. Em sua coluna, deixou uma breve despedida, desejando um bom 2012 e avisando que voltaria no dia 11 de janeiro.
Todos que o conheciam, que o admiram, estão sofrendo.
Que ano foi esse, 2011? O que significa tudo isso? Essas perdas todas, essa pressa, essa confusão?
Não sei. Mas sei que hoje o ano acaba. E amanhã, mesmo sendo só uma data simbólica de recomeço, é dia de fazer opções, como em todas as manhãs. Que dia você vai querer ter? Que pessoa você vai querer ser? Ou melhor, o que de MELHOR vocÊ pode fazer com o que você é e com o que acontece com você?
Acho que a vida é isso. Uma opção diária de fazer o melhor possível, de ser o melhor possível, pra tudo e pra todos.
Agora, de verdade? 2011, já vai tarde.










