24 de fevereiro de 2012 às 17h58
Sobre as notícias de hoje
Eliana Tranchesi morreu durante a madrugada. Só vi pela manhã, no Twitter. Eu não era amiga dela, não tinha nenhuma proximidade pessoal ou profissional, mas lamentei sua morte prematura com pesar e temor, até por estar na mesma faixa etária. Assustador por um lado, didático por outro. Faz a gente repensar a vida, a ambição, a busca, tudo. O que vale a pena de verdade nesta vida finita? Foi o que fiquei pensando durante toda a manhã.
Na hora do almoço o assunto morte voltou, rondou o prato. Na TV, a triste cobertura da menina de 14 anos que caiu do brinquedo no Hopi Hari. Mesmo sem laudos, sem investigação, somos capazes de vislumbrar a dor dos pais, o desespero dos amigos, a tristeza da perda. No mesmo momento a palavra que nos vem à mente é incompetência. O brinquedo estava mal vistoriado? A trava abriu? A culpa é de quem? E o que podemos fazer para evitar que isso se repita?
Incompetência também é a palavra que nos revolta no caso das mulheres cujos nomes eram 'semelhantes' e foram trocadas na remoção do hospital. Uma das 'Hildas' morreu. A outra foi removida indevidamente. Não há nada que justifique esse tipo de engano. É falta de competência, de atenção. Não pode acontecer.
Logo depois soube da morte de Pery Ribeiro, aos 74 anos. O dia ficou pesado e pesaroso. Isso sem contar que em São Paulo teve arrastão em restaurantes do Itaim e um homem foi esfaqueado perto da rua Augusta.
No rádio ouvi sobre um caso absurdo. Duas mulheres discutiram em Brasília, no sábado. Depois da discussão, quando uma delas falava ao celular, a outra a empurrou sobre os trilhos do metrô. Felizmente nada aconteceu. Mas a mulher foi presa em flagrante por tentativa de homicídio. Gente louca. Isso não é nem gente. A pessoa que age por impulso com essa crueldade não tem condição de ficar solta no mundo. Um horror.
Pra lavar a alma e chorar por todos nós, Tupã choveu intensamente. Com raios e trovões na Barra Funda. Um banho de água, pra afastar tanta mágoa.










