Rosana Hermann

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  1. Rosana, acompanho seu trabalho e gosto muito.Há alguns meses vc reclamava de excesso de peso, que não conseguia emagrecer e de repente, te vejo num justo e colado vestido azul e vermelho, magérrima...Porque não contas o que deu certo?Também estou nesta luta e vi que diversos leitores perguntaram sobre seu rápido emagrecimento, mas não respondeste...É segredo?Gostaria demais de te ouvir...

    Comentário por Gauchinha — 30/11/2012 em 5:32 PM

  2. D+! Essa eu não conhecia

    Comentário por Mayara — 30/11/2012 em 8:48 PM

  3. Oi Rosana. Hoje é o dia mundial de combate aà AIDS. Sou infectologista. A vontade de ser médica veio de muito tempo atrás. Minhas primeiras lembranças vem de quando eu tinha uns três anos e frequentava o Hospital Gafree Guinle e enquanto esperava as consultas e exames, ficava encantada com a estante do livreiro na entrada do Hospital, apaixonada por aquele monte de livros . Lembro também de uma mocinha de cabelos castanhos até os ombros , vestida de roupinha branca e que segurava meu RX, provavelmente minha primeira residente. Lembro também nessa fase do me pneumologista, Dr. Jorge Barbieri, de cabelo branquinho em seu consultório na Av. Rio Branco, que me deu uma caneta que tinha o corpo triangular  ( lembro de ter mostrado minha caneta toda orgulhosa pro meu primo Cris , rs ) . Sobre a infectologia , lembro de dois filmes sobre o início do HIV na década de 90 acho. Um eu não faço idéia do nome, mas falavra de como eles rastreavam os casos, um mapa mostrando as diferentes cidades por onde passou um dos pacientes. E depois Philadelphia, com o Tom Hanks. Ok, mas até aí eu nem sabia o que era Infectologia. Já na faculdade, no internato, que é quando a gente se dá conta do que é ser médico de verdade, o Professor Sérgio pediu para que eu desse a notícia do HIV positivo para um rapaz de uns 22 anos internado com meningite. E eu já tinha conhecido a esposa e a filhinha deles de uns dois anos de idade em uma das visitas. Já tinha presenciado esse monento do diagnóstico uma vez, mas agora era minha vez. Saindo da biblioteca com meu professor do lado, e andando pelo corredor até o quarto dele e pedindo pra que o corredor não acabasse pra que eu pudesse ensaiar na minha cabeça como ia falar com aquele menino quase da minha idade. Nunca na minha vida vou esquecer do soco que ele deu na parede quando eu falei a palavra positivo. Nem das lágrimas. Nem do desespero dele imediatamente se lembrando da filha e da esposaque ainda amamentava a menina. A esposa, logo depois também positiva. A bebê...graças a Deus negativa ( Um pequeno milagr, né? )  Um casal tão bonitinho, família tão legal. Ainda os encontro pelos corredores do Hospital (todos muito bem , graças ao tratamento ). Mas  comecei a escrever esse lenga  lenga todo pra lembrarque a nossa vida é feita de momentos que marcam e podem mudar nossas vidas. E esses momentos se tornam lembranças. Mas as marcas que deixam fase goda diferença. O HIV está maisperto do que qualquer um pode imaginar. Ninguém tem escrito hoje em dia tenho AIDS na testa. Ninguém!!!Nem aquela loira escultural na balada, nem aquele gatinho sarado na micareta, nem aquele amigo do seu amigo advogado de sucesso, nem a sua amigona da faculdade. Um "não", "espera um pouco" podem fazer toda diferença. Preservativo. Sempre. 

    Comentário por daniele — 01/12/2012 em 11:20 AM

  4. Oi Rosana. Souinfectologista. Hoje é dia de combate mundial à AIDS. A vontade de ser médica veio de muito tempo atrás. Minhas primeiras lembranças vem de quando eu tinha uns três anos e frequentava o Hospital Gafree Guinle e enquanto esperava as consultas e exames, ficava encantada com a estante do livreiro na entrada do Hospital, apaixonada por aquele monte de livros . Lembro também de uma mocinha de cabelos castanhos até os ombros , vestida de roupinha branca e que segurava meu RX, provavelmente minha primeira residente. Lembro também nessa fase do me pneumologista, Dr. Jorge Barbieri, de cabelo branquinho em seu consultório na Av. Rio Branco, que me deu uma caneta que tinha o corpo triangular  ( lembro de ter mostrado minha caneta toda orgulhosa pro meu primo Cris , rs ) . Sobre a infectologia , lembro de dois filmes sobre o início do HIV na década de 90 acho. Um eu não faço idéia do nome, mas falavra de como eles rastreavam os casos, um mapa mostrando as diferentes cidades por onde passou um dos pacientes. E depois Philadelphia, com o Tom Hanks. Ok, mas até aí eu nem sabia o que era Infectologia. Já na faculdade, no internato, que é quando a gente se dá conta do que é ser médico de verdade, o Professor Sérgio pediu para que eu desse a notícia do HIV positivo para um rapaz de uns 22 anos internado com meningite. E eu já tinha conhecido a esposa e a filhinha deles de uns dois anos de idade em uma das visitas. Já tinha presenciado esse monento do diagnóstico uma vez, mas agora era minha vez. Saindo da biblioteca com meu professor do lado, e andando pelo corredor até o quarto dele e pedindo pra que o corredor não acabasse pra que eu pudesse ensaiar na minha cabeça como ia falar com aquele menino quase da minha idade. Nunca na minha vida vou esquecer do soco que ele deu na parede quando eu falei a palavra positivo. Nem das lágrimas. Nem do desespero dele imediatamente se lembrando da filha e da esposaque ainda amamentava a menina. A esposa, logo depois também positiva. A bebê...graças a Deus negativa ( Um pequeno milagr, né? )  Um casal tão bonitinho, família tão legal. Ainda os encontro pelos corredores do Hospital (todos muito bem , graças ao tratamento ). Mas  comecei a escrever esse lenga  lenga todo pra lembrarque a nossa vida é feita de momentos que marcam e podem mudar nossas vidas. E esses momentos se tornam lembranças. Mas as marcas que deixam fase goda diferença. O HIV está maisperto do que qualquer um pode imaginar. Ninguém tem escrito hoje em dia tenho AIDS na testa. Ninguém!!!Nem aquela loira escultural na balada, nem aquele gatinho sarado na micareta, nem aquele amigo do seu amigo advogado de sucesso, nem a sua amigona da faculdade. Um "não", "espera um pouco" podem fazer toda diferença. Preservativo. Sempre. 

    Comentário por daniele — 01/12/2012 em 11:21 AM

  5. Gauchinha - a resposta - https://twitter.com/rosana/status/275286117786476544

    Comentário por rosana — 02/12/2012 em 4:10 PM

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