Rosana Hermann

Estou feliz. Feliz porque a justiça começou a ser feita. Feliz porque há muito tempo eu sonhava com esse dia em que o ex-médico Roger Abdelmassih fosse preso. Meu nojo por ele é uma coisa descomunal. Meu e de qualquer ser humano que tenha a dimensão do crime que ele cometeu conta milhares de pessoas e que se perpetuará durante gerações.

Vou começar com o link da matéria referente ao título.Roger Abdelmassih chega hoje a São Paulo e deve ficar no mesmo presídio de Nardoni e irmãos Cravinhos. E agora vou em frente.

Em 2008 eu trabalhava na Band, apresentando o Atualíssima.  Deixei o Pânico bem no começo desse ano de 2008 e aceitei o convite para fazer o programa diário e ao vivo.

Como muitos programas vespertinos, o Atualíssima tinha uma grande audiência de mulheres. E, como costuma acontecer, muitas pessoas que não têm a quem recorrer para fazer denúncias, procura apresentadores de televisão em quem confiam.

Foi o que aconteceu comigo e, provavelmente, com muitos jornalistas de rádio e TV. Um dia, na redação do programa, recebi em meu email a mensagem de uma pessoa fazendo uma denúncia gravíssima contra Dr. Roger Abdelmassih, do marido de uma vítima que dizia ter sido estuprada por ele.

Fiquei muito abalada. Não parecia hoax, parecia ser mesmo um email de alguém desesperado em busca de ajuda para trazer a verdade à tona.

Comecei a me corresponder com a pessoa e a pesquisar para saber se havia mais casos. Não era o tipo de pauta que tínhamos no programa, por isso, fui falar com o departamento de jornalismo para relatar o que estava acontecendo. Repassei todas as informações para o jornalismo da Band e nunca mais deixei de acompanhar o caso. Os relatos e histórias a partir de então se transformaram em peças de um quebra-cabeça aterrorizante. Pra mim, Roger Abdelmassih é um dos piores criminosos que já existiam na Terra. Não há palavra melhor para definí-lo: um monstro.

Ele abusou de dezenas de mulheres, durante anos, usando de seu poder e da fragilidade dessas pessoas de forma covarde. Não preciso nem justificar, qualquer pessoa entende o que ele fez.

O silêncio de parte da mídia também revela dores pessoais dos envolvidos. Dezenas de celebridades tiveram seus filhos por meio de procedimentos realizados com o ex-médico. Que pai, que mãe, vai querer falar disso, causando dor para quem ama?

A coisa vai piorando. Além do abuso, há suspeita de que ele possa ter feito inseminações de pessoas diferentes daquelas que eram para serem doadoras, ou seja, pode haver casais que hoje tenham filhos que acreditem serem seus biologicamente, mas que podem ter sido gerados com sêmen de desconhecidos.

Ou pior, do próprio Dr. Roger.

Agora, apenas IMAGINE o desespero. Você é uma mulher que quer ter filhos e não consegue. Vai com seu parceiro a um médico para realizar uma reprodução assistida. É sedada e estuprada. Engravida e tem um bebê. Sofre com o abuso em silêncio e,quando revela, ninguém acredita em você e ainda CULPA você por isso. Depois você fica sabendo o que o médico fez e surge a ideia de que  seu bebê possa ser filho desse monstro que estuprou você. Não preciso continuar, preciso? O que você faria? Você ama seu filho, você o criou. Você vai fazer um exame de DNA para tentar confirmar um pesadelo que você não poderia suportar e que estimagtizaria a criança, causando uma dor eterna em uma criança que você ama e É seu filho?

O caso é escabroso em todos os sentidos, mas mesmo sem essas conjecturas, ele é um crime hediondo pelo básico mesmo, porque ele abusava de mulheres. Do beijo ao estupro, passando por qualquer, repito, QUALQUER palavra ou toque não -consentido,  tudo é criminoso e inaceitável.

Roger Abldelmassih é um monstro.
Hoje, homens e mulheres, até os que têm pesadelos a serem resolvidos, como as vítimas diretamente envolvidas, vão dormir mais tranquilos.
O monstro foi preso.
Agora vamos aguardar para ver quantos outros monstros vão apoiá-lo.

Um beijo, um browse um aperto de mouse da

Rosana Hermann, que canta agora Ding Dong the witch is dead, the wicked witch is dead! 

19 de agosto de 2014 às 16h26

Uma causa pra chamar de sua

Espero que você goste do texto.

E abrace essa causa também.

Uma causa pra chamar de sua.

hTxRQZA O pior cego é aquele que só vê o que a mídia mostra

Sabe aquele desespero que você sente quando vê que a velhinha vai cair num buraco, a criança está brincando com uma faca e alguma coisa vai dar muito errada e você, de longe, não consegue impedir? É assim que me sinto de vez em quando e tenho certeza que você sente exatamente o mesmo muitas vezes. Estou sentindo isso agora nas redes sociais, onde quase todos se acham na obrigação de comentar tudo. Mas não tudo o que pensam, acreditam ou tudo o que acontece, mas apenas tudo o que a mídia mostra.

Vou dar um exemplo: o rapaz que ganhou a medalha Fields de Matemática, Artur Avila.

Antes de mais nada meus super parabéns pra ele, um feito muito legal!

Agora vamos à mídia e a forma como isso é noticiado.

Primeiro vem a coisa do "Nobel de Matemática". Para encurtar caminho, tudo na mídia é comparado e referenciado por outra coisa já conhecida. O Nobel da Matemática, o Oscar da TV, etc.  No Brasil, aliás, qualquer prêmio é Oscar de alguma coisa, porque 'Oscar' virou um sinônimo curto de "prêmio de grande reconhecimento mundial".

No caso, meu exemplo nem foi muito bom, porque Nobel de Matemática é quase uma correção, já que o Nobel não tem prêmio para categoria de Matemática, porque o Sr. Nobel tinha bode federal do matemático suiço chamado Gosta Magnus Mittag-Leffler e pra que ele NUNCA ganhasse o prêmio, deixou a categoria de fora.  Assim, o prêmio Fields foi considerado o Nobel da Matemática porque é o mais importante na sua área.

Pois o genial Artur Avila foi lá e ganhou a medalha. Maravilha!

O que acontece então? A mídia brasileira inteira noticia porque ele é brasileiro. Faz todo sentido. Beleza.

A questão é o que vem a partir dai.

Editores e pauteiros, passam a "suitar". Aqui, uma pauta para a definição de Suíte em Jornalismo:

Suíte – Prosseguir num assunto do próprio jornal ou de outro. Veja suite. Também se usa o verbo suitar no sentido de repercutir

Ou seja, como o assunto 'deu repercussão' e todo mundo comentou, os veículos passam a PROCURAR assuntos relacionados para suitar. E ai começam as notícias sobre grupos que ganharam prêmios de  Astrofísica ou qualquer outra ciência exata. Quando acabam as exatas, a mídia parte pra humanas , biológicas até que o assunto morra.

Funciona assim desde SEMPRE.

Mas a gente  não percebe. E passamos a confundir o fato da mídia estar noticiando mais com o fato da COISA estar acontecendo mais!

Não, senhoras e senhores, não está acontecendo mais necessariamente. A gente é que está vendo mais casos porque a MIDIA ESTA BOTANDO FOCO NISSO.

A gente faz isso também!

Você fica grávida e dá a sensação que tem MUITO MAIS mulheres grávidas na rua, mas é só a gente que focou nisso e enxerga mais. Você pinta o cabelo de ruivo e descobre que todo mundo tá ruivo também!

Hoje na CBN, ouvi  uma comentarista cair nessa armadilha. Ela juntou dois dados da mídia para tirar conclusões generalizadas.

Porque teve o fato do Artur ganhar uma medalha de matemática e a suíte da mídia que noticiou um grupo de estudantes brasileiros  que ganhou uma medalhe de prata num concurso de astrofísica, ela já CONCLUIU que o ensino brasileiro está melhorando muito no campo das ciências! Nem sei se está, só sei que não dá pra concluir nada só por duas notícias.

E assim fazemos sempre, assim fazemos todos. Tiramos conclusões totalmente precipitadas e, muitas vezes, erradas. E depois, desprezamos tudo que nos contesta e só vemos o que comprova o que queremos!

Dan Ariely, meu guru, fala muito sobre esse 'confirmation bias', um viés de confirmação que faz com que a gente só enxergue aquilo que confirma nossas teorias. E meu querido escritor Leonard Mlodinow fala disso muito bem no livro O Andar do Bêbado. Ele conta um caso interessantíssimo sobre um aluno de pilotagem que faz um pouso ruim, leva bronca do instrutor e depois melhora. Ai o instrutor ASSOCIA a bronca com a melhora e acha que DAR BRONCA FAZ O ALUNO MELHORAR. Quando, na verdade, todo aluno tem uma média para onde ele volta, estatisticamente. Um dia ele piorou, depois melhorou e voltou pra média e não tem NADA a ver com a bronca, apenas com a flutuação estatística.  

Ciência é uma coisa e superstição é outra. E o que fazemos em geral é associar coisas que não estão realmente relacionadas, a não ser na nossa cabecinha.

Claro que tem o fato psicológico que influencia muito.

Claro que se você está numa vibe assim ou assado o resultado pode ser diferente no SEU desempenho, mas não tem como provar que o fato de VOCÊ vestir sua cueca da sorte vai alterar o resultado do JOGO DO SEU TIME!

Eu sei que as pessoas odeiam quando qualquer um (eu) vem com seu saquinho de lógica pra atrapalhar a brincadeira de faz-de-conta do outro, mas quando se trata de mídia e responsabilidade eu acho que, sim, temos que ter mais consciência das coisas.

Assim, amiguinhos, a brincadeira de hoje é essa: tentar reparar nos portais e jornais o QUANTO uma notícia forte é seguida (suitada) por várias outras da mesma natureza.

Crime gera mais notícias de crimes, não necessariamente gera MAIS CRIMES.

Violência, traição, brigas, geram mais notícias sobre violência, traição, brigas. A COBERTURA aumenta, não necessariamente aumenta a ocorrência.

O bom mesmo é a gente ter não só olhos abertos, mas a mente aberta.
Porque só com os olhos abertos e a mente fechada a gente só vai ver o que a mídia mostra. E daí pra ser o idiota que acredita em tudo, compra o que nos vendem, vota em quem nos mandam é um passo.

Bom dia.
- Abaixo um comercial da Honda num vídeo genial que mostra o quanto nem tudo o que vemos corresponde à realidade. Nem tudo é o que parece, nem tudo que reluz é ouro, porque o cérebro é uma máquina que pode ser enganada.

Ainda estou de pijama nesta manhã fria. Corri para o desktop para postar isso no blog porque estava lendo o jornal impresso (Estadão) e o caderno especial sobre o acidente de avião que resultou na morte de Eduardo Campos e mais seis pessoas, traz o link para um áudio, a conversa entre o piloto e a torre.

Abri o link abaixo e cliquei no arquivo de áudio.

Áudio do PR-AFA que caiu em Santos – 20140813 1300UTC | radarboxbrasil.com/blog.

O jornal não menciona, o site não menciona. Mas a leitora Mariana deixou um comentário e uma pergunta:

 

 Áudio do PR AFA que caiu em Santos e um helicópteromariana disse:

Aos 18’15” há a informação de que “Há um helicóptero na área de controle”. Helicóptero a 1,5 milha de distância.
Helicópteros podem voar perto da área de controle?

 

- aos 18'50"

 

 

Não sei responder. Mas fica aqui a observação de que havia um 'helicóptero' no espaço aéreo do avião naquele momento. Pode ser que tenha alguma relação com o acidente, pode ser que não. Mas fica aqui a observação.

imageedit 3 9515316739 A morte de Eduardo Campos e a vida a que estamos condenados

Logo cedo soubemos da notícia do avião que caiu em Santos. Ou explodiu. Ou bateu num helicóptero. Era mesmo um avião? Caiu numa casa? Numa academia? E as vítimas?

As notícias eram imprecisas. Como sempre, os fatos eram poucos, os comentários, boatos e invenções, muitos. Os portais e emissoras de rádio e TV contaminaram-se pelo clima Chacrinhesco da Internet que veio pra esclarecer, com as redes sociais pilotadas por pessoas que vieram pra confundir.

Enquanto nos desinformávamos sobre o acidente da 'aeronave' em Santos começaram os comentários sobre o 'sumiço' de Eduardo Campos. A rota entre Rio e Guarujá que coincidiam. O prefixo do avião que era o mesmo. A possibilidade dele estar a bordo. Com ou sem a família. A falta de contato com ele via celular. Outros afirmavam que ele estava no avião, mas não confirmavam sua morte. Alguns publicavam que ele havia morrido no acidente a partir de possibilidades.

Enquanto cada órgão de imprensa seguia suas próprias regras e divulgava o que podia, o povo das redes  dava início a outro ritual: o concurso de piadas a qualquer preço, em busca de pontos sociais no ranking da relevância.  E, como a toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade em sentido contrário, o grupo das pessoas (de bom senso) que acham de péssimo gosto fazer piada com tragédias também começou a se manifestar, junto com a turma que baixa discografia de recém-falecidos (no caso, pessoas que iriam votar no candidato falecido).

Eduardo Campos era jovem demais pra morrer, 49 anos. Pai de cinco filhos, incluindo um bebê de quatro meses. Dói no coração da gente. Estava em terceiro lugar no ranking das intenções de votos para a presidência, o que faz o destino parecer ainda mais irônico e injusto. Estava ONTEM à noite ao vivo no Jornal Nacional, o que nos assusta ainda mais, porque prova que 'para morrer basta estar vivo' e que sim, podemos morrer do nada, inesperadamente, sem aviso, de uma hora pra outra.

Uma tragédia como esta assusta todos os vivos e cada um reage de uma maneira. Os sensíveis se identificam com o pai de família e sofrem. Os oportunistas fazem a leitura de interesses que lhes cabe. Os idiotas encontram no súbito foco coletivo pelo tema uma chance de se fazerem visíveis, ainda que com comentários cruéis ou piadas inadequadas.

Mas é preciso lembrar também que cada um é o que é e que, em vez de sairmos atirando e apontando dedos pra todos os que julgamos errados, poderíamos aproveitar a ocasião para vermos o estado atual do nosso mundo, da nossa rede, das nossas relações.

E como está o mundo?

Eu vejo um mundo onde todos têm câmeras para revelar  imagens, mas todos só conseguem tirar fotos de si mesmos, porque o self é o único interesse.

Eu vejo um mundo onde tantos têm megafones nas mãos, voz ampliada pra todo planeta, mas não têm nada para dizer.

Eu vejo um mundo de pessoas desesperadas por atenção, mesmo sem saber o que vão fazer quando estiverem no centro do palco.

Como todo mundo, também tiro selfies. Também me perco, me confundo. Também sou cruel e faço bobagens. E me arrependo depois. Ao falar do mundo que vejo não me isento, sou parte dele.

Só acho que estamos ansiosos demais, buscando demais, preocupados demais. Ninguém se importa tanto com a gente. Ninguém se importa com sua roupa, sua pinta, seus quilos a mais, ninguém.  Ninguém se incomoda com sua unha lascada, com a cor do seu cabelo. É tudo loucura da nossa cabeça. Do nosso ego que quer ser maior do que somos. Aqui, um parêntese: eu só consegui deixar de engordar sem parar quando descobri que eu queria ser MAIOR do que eu sou. Mais famosa, mais rica, mais inteligente, mais bonita, mais mais e mais. E essa GULA por se mais me fazia ter sucesso em uma única coisa: pesar mais. Eu fiquei maior, mas em largura.

Essa coisa de querer ser maior não é errada. E nem quer dizer que temos que nos conformar com o que somos, com o status em que nascemos e ficarmos presos a ele como numa casta do sistema social Indiano. Normal querer subir na vida. Mas subindo ou não, felicidade é contentar-se com o que se tem a cada momento, mesmo desejando ampliar os horizontes. Essa coisa de querer ter mais dinheiro do que sabemos usar, mais amigos do que podemos administrar, mais fama do que somos capazes de  suportar é só gula. Ambição desmedida. Não rola.

Por isso, acho que podemos sofrer sim com a morte de Robin Williams, do garoto do Hermes e Renato, do Chorão, da namorada do Mick Jagger, do Phillip Seymour Hoffmann, do Mandela, do Eduardo Campos. Podemos comentar, podemos escrever #RIP e sentir o quanto é bom ter pessoas com as quais compartilhar sentimentos. Mas não é preciso usar TUDO, até os mortos, para competir. Para ser mais. Para ser maior.

Porque, olha, se a morte serve pra alguma coisa é pra dar um toque pra quem está vivo de que isso aqui tudo é efêmero demais. Incontrolável. Inapreensível. A gente não sabe o que acontece depois da morte, não sabe de onde veio, nem pra onde vai. Não sabe quando nem como vai morrer. E por tanto que não sabemos, poderíamos pelo menos ter uma certa leveza em aproveitar o que temos enquanto temos a vida. E deixar os outros viverem também.

Eu não conhecia Eduardo Campos. Eu não tinha resolvido votar nele. Mas eu sofro com a morte dele, do fotógrafo que estava a bordo, dos pilotos, das crianças de Gaza, dos meninos judeus que foram assassinados. Eu sofro como qualquer um sofre com a dor do outro. Porque se a dor do outro é possível ela pode acontecer comigo também. Isso é empatia.

Eduardo Campos morreu. Uma tragédia.
A nossa vida continua.
A nossa vida vai ser, enquanto ela durar, do jeito que a gente quiser.
Ela vai ser o que a gente fizer dela.
E, se a gente tiver consciência e parar um pouco com essa loucura de querer ser amado por todos, aceito por todos, reconhecido e aplaudido por todos, talvez possamos fazer das nossas vidas um coisa leve e prazerosa.
Porque se continuarmos nessa picuinha de brigar, discutir, condenar, proliferar idiotices, apontar, acusar, xingar, brigar (como eu faço de forma tão errada com tanta frequencia) nós vamos ser condenados a ficar nessa vida besta, policiando os outros.

E, se é pra viver com as opções  de sermos carrascos da vida alheia, piadistas de tragédias, julgadores de costumes e divulgadores de imbecis, talvez seja melhor morrer mesmo.

 

 

 

 

11 de agosto de 2014 às 18h38

Homens marrentos cariocas. Conhece?

Hoje cedinho fui correr na ciclovia aqui na Barra, Rio de Janeiro, Brasil.

A ciclovia é, bem, uma ciclovia. Para bicicletas.

Na minha cabeça a lei é assim: você corre na contramão dos veículos, de frente. Porque ai a bicicleta vê você e você vê a bicicleta. Se você corre no mesmo sentido que a bike, por exemplo na frente da bike, ela vê você, mas você não a vê. Ai, se ela for ultrapassar pela esquerda e você, SEM VER A BIKE ATRAS, desviar de algo pra esquerda, ela atropela você. Mesmo pra carro. Você corre na estrada vendo os carros de frente. Essa é a lógica.

Mas lógica não anda em alta.

Assim, pessoas correm na ciclovia no mesmo sentido das bicicletas ou pior, andam, caminham com amigos em formato de MURINHO, ocupando a pista toda.

Pois bem, fui correr na ciclovia, do meu jeito. Na contramão das bicicletas. E, quando vejo uma bike, pulo pra calçada pra não atrapalhar, depois volto.

Cedinho tem mais gente que bicicleta. Então estava tudo certo.

Estava até eu cruzar com pelo menos TRES homens marrentos. Eles correm e, quando me vêem vindo na mesma faixa, na contramão, recusam-se a desviar!

Impressionante!

Um bateu de frente comigo, no meu ombro, quase me machucou. E ainda me xingou. Xinguei MUITO de volta. Bom xingar fora do twitter, viu.

Outro veio vindo, eu me espremi bem de ladinho e ele NAO Desviou. Veio em cima, dizendo que não ia sair. Que isso gente?

Um senhor que passava, me deu a mão e disse:

-não liga pra esse burro.

E teve mais um encontrão.

Gente, quem são esses caras, esses corredores marrentos da ciclovia carioca que não desviam dos outros?

Alguém me explica?

Porque olha, taí uma coisa esquisita que estou levando do Rio comigo.

De resto, tudo maravilhoso!

Comi bem na Bélgica. Sabe, é o melhor chocolate do mundo e a vida é pra ser vivida. Comi chocolate belga da melhor qualidade. Em Bruges, em Antuérpia. Comemos muito bem em Knokke. Tomamos vinhos, experimentamos sobremesas.

Em Amsterdam fomos a restaurantes maravilhosos, tomamos cerveja, comemos aqueles biscoitos recheados de caramelo. Fiz café da manhã no nosso apartamento alugado em frente a um lindo canal.

E aí, Paris. Comi sorvete italiano AMarino, sobremesas como profiterole com calda de chocolate, degustamos champagne em pequenos copinhos. Fizemos um tour gastronômico. Comi macarons de vários sabores. Comi bolinho de pistache, tortinha de chocolate, embutidos. Todos os dias comíamos altos queijos e baguetes em casa. Cozinhei em casa.

Mas além de tudo isso, andamos muito a pé e de metrô. Subimos infinitas escadas. 300 degraus no Arco do Triunfo, 700 na Torre Eiffel, milhares no metrô o dia inteiro.

E corri pelo canal Saint Martin, vários dias. Dez, onze quilômetros.

Eu vivi.

Não fiquei fazendo dieta, nem contando calorias, nem seguindo regras como 'dia de proteína pura', 'almoço de gala', 'tomar água de berinjela' ou coisas assim.

E depois de tudo, voltei pra casa, me pesei e... nada. Tudo igual. Não engordei nada. Zero.

Como? Por que? Porque eu realmente fiz reeducação alimentar. Vai fazer dois anos que estabilizei meu peso. Aliás, eu cheguei ao peso que eu queria em outubro de 2012 e, desde então, diminui mais uns 2 ou 3 quilos depois que comecei a correr. E agora estabilizou pra valar.

Eu aprendi a comer. Sem me privar e sem me fartar. Sem descontar problemas na comida, sem ser gulosa e também sem ser neurótica. Eu como bem e gasto bem. Escolho o que vou comer, me preparo, planejo minhas refeições. Seleciono até os excessos. Eu como de forma consciente, da mesma forma como faço quase tudo. Prestando atenção, optando.

E eu me movimento o tempo todo. O corpo foi feito pra se mexer. Morrer é ficar totalmente parado. Viver é movimentar-se.

Nunca pensei que fosse possível, mas é. Pra quase todo mundo, talvez pra todo mundo salvo exceções. Não é apenas 'força de vontade', mas de ter informação e compreensão de como a gente funciona. Do que é a vida, a energia, o alimento, do fluxo.

Acho que, finalmente, amadureci.

A partir do que me descobri, inventei uma vida para viver.
A vida que escolhi, a melhor que pude fazer de onde parti.
E, a cada dia, faço outras opções, questiono as escolhas que já fiz.
E assim vou.
Consciente.
Sempre em frente.
No flow.

<3

8 de agosto de 2014 às 14h22

As outras malas chegaaaaram!!

Ok, ok. sei que esto sendo mala e monotemática.
Mas queria atualizar a novelinha: as malas do meu filho e meu marido chegaram.

Entre as 300 malas que vieram de Roma para São Paulo, estavam as duas que faltavam.

Ontem à noite eu já estava na cama, deitada, de pijama, quando o interfone tocou. Pulei e vi que tinha um carro na frente do prédio com as malas!

Fui de pijama até a rua, peguei a minha mala e a da minha filha. Que alegria!

Hoje, voltando da FAAP depois de dar aula, vi um carregador com as duas malas que faltavam. Corri, agarrei as duas e trouxe-as pra casa.

Depois de tantas lições, acho que aprendi: coisas essenciais e queridas ficam na malinha de mão. Viajam COMIGO.

Agora, com licença, vou lá catar as coisas que eu tinha colocado na mala do maridão. icon smile As outras malas chegaaaaram!!

Twitter / rosana: As outras malaschegaaaaram!! ....

8 de agosto de 2014 às 08h49

O importante é a mala sobre todas as coisas

Se você acompanha o blog deve ter lido sobre minhas duas semanas de férias de aniversário, a viagem pela Alitalia e o sumiço das 4 malas da família. O posto completo está aqui. 

Pois bem, ontem, quando eu já estava na cama dormindo, o interfone tocou: era a minha mala voltando pra mim.

A minha mala e a da minha filha voltaram. A do meu marido e do meu filho ainda não. Mas já foram localizadas e devem voltar entre hoje e amanhã. Hopefully.

A imagem que não sai da minha cabeça é essa fila de pessoas que chegaram sem suas malas de Roma:

ÂBuWS1HmIcAAyUxl O importante é a mala sobre todas as coisas

 

Minha filha Anita Efraim tirou essa foto no aeroporto. 210 pessoa que chegaram sem algumas ou todas as malas. Numa fila imensa, bem cedinho, com dois funcionários atendendo, usando formulários copiados com Xerox e preenchidos com papel carbono. Carbono, lembra? Não é nenhum nome de aplicativo, é aquele papel que faz cópias por impressão manual à força.

Mas agora eu quero falar do processo para encontrar ar malas.

O funcionário que preencheu o famigerado PIR, o relatório de problemas com a bagagem, não me deu um código. O papel não tinha NADA, só dados nossos. Não tinha um número de protocolo nem nada. Pois deveria ter um código alfanumérico com 5 letras GRUAZ e 5 números.

Sem esse número eu não podia trackear as malas nem me referir ao documento de queixa. Eu tinha um PIR sem código, as 4 etiquetas das malas (que fotografei com o celular) e os documentos do voo. Mais nada.

No formulário, preenchi por minha conta, no verso, a descrição precisa de TODAS as malas.

DICA: SEMPRE fotografe sua mala, saiba seu modelo, identificação e tudo mais.

A partir dai eu fiquei ligando sem parar. Liguei para o telefone do SITE da Alitalia, que estava fora do ar, liguei para a empresa terceirizada do aeropoto de cumbica, a PROTEGE, liguei para a assessoria de imprensa da PROTEGE. FAlei com jornalistas. Liguei no 0800 da Alitalia, que me disse que tinha um telefone de emergência para este problema das malas.

Liguei na emergência, liguei pra Italia pelo Skype.

E ai eu comecei a conversar com o perfil da @alitalia_br no TWitter. Foi o que fez tudo dar certo.

A partir dai passei os tickets por imagem, o PIR, o problema e, depois de muitas tentativas, falei com duas moças MUITO gentis, Priscila e Patrícia, que me atenderam por telefone e me ouviram, me ajudaram. Localizaram as malas, ligaram pra minha casa. Com essas três pessoas, RAfael, Priscila e Patrícia, o problema teve solução. 180 malas foram embarcadas de Roma pra São Paulo com o final da greve branca dos carregadores.

Ontem, bem tarde da noite, uma Fiorino veio trazer duas das quatro malas. O motorista disse que tem gente que tinha 6 malas e só recebeu uma, mas que todas vão chegar.

Eu acho que com TANTOS aplicativos, o sistema de bagagem tem que ser modernizado!

Tudo tem que ter chip rastreável. Não é possível que pessoas em viagem, que afinal só tem as MALAS e seus conteúdos pra viver, fiquem sem elas! Contendo tudo, desde roupas, sapatos, maquiagem, a carregadores, remédios, acessórios. Até meus tokens de banco estavam na mala! Não pude nem mexer nas minhas contas bancárias (O Safra não tem token por SMS, ok? Bradesco e Itau, sim)

Enfim, chorei ao ver minha mala. Já guardei uma parte, botei o resto pra lavar.

Agora vou aguardar as malas do filho e do marido.

Espero que tudo acabe bem. E que o sistema todo seja mais inteligente.

Boa sorte a todos que estão na mesma situação.

Se você já viveu esse pesadelo, relate pra gente.

 

6 de agosto de 2014 às 15h09

Ganhei presenteeeeeeee!

Não tenho mala, mas o blog tem leitores queridos.

Cheguei em casa e encontrei um presente múltiplo: o querido leitor Paschoal Cioffi , comprou o livro do meu ídolo Ronnie Von, escrito por meus amigos queridíssimos Luiz Pimentel e Antônio Guerreiro!!!

 

Obrigada, Paschoal, vou devorar  livro!

 

livrodopaschoal1 640x480 Ganhei presenteeeeeeee!

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