Rosana Hermann

9 de dezembro de 2014 às 23h36

Muito chateada

Entender eu entendo, eu só não concordo muito com essa coisa de não ter reprovação, de passar com nota vermelha, de nem ter mais vermelho pra não magoar ou traumatizar o aluno.

Eu concordo que o aluno carente, que não tem reforço nem ajuda em casa, não pode ser desestimulado, pra não gerar evasão escolar.
Mas passar sem saber nada, terminar o primeiro grau sem nem saber ler, escrever e interpretar um texto ou fazer as operações básicas da aritmética? Discordo.

E hoje estou ainda mais chateada com tudo isso. Por que? Porque fui até o Instituto de Física da USP pegar um atestado dos dois anos de pós-graduação que fiz e descobri que o documento e o tempo que investi, não servem pra nada. Nada.

Eu fiz a tese, mas não a defendi, porque eu era jovem, estava em crise, não sabia o que fazer da vida e decidi não defender a tese e prestar vestibular pra estudar comunicação. E entrei na ECA. E agora, esses dois anos não contam NADA para o MEC, não ajudam em nada na minha carreira como professora. Não me credenciam como mestre.

Nunca fui da dar carteirada, mas desprezar todos os créditos que fiz num curso de pós em Física Nuclear como se não significasse nada é uma ofensa pra mim. Não é por nada, mas é um curso que exige bastante do aluno. E eu fui bolsista durante o tempo todo, fazendo pesquisa, trabalhando.

Enfim, vou ter que pensar no que vou fazer nessa parte da minha vida, a acadêmica. Me deixa um pouco revoltada saber que tem tanta gente que paga e passa, que compra títulos e se dá bem.

De qualquer forma, aproveitei e pedi meu histórico escolar na ECA. E vou pedir na Cásper Líbero também.

Só sei que passei a vida estudando, formal e informalmente. Sou a prova viva (e idosa!) da educação continuada, permanente. Faço cursos no Coursera, estudo quase todos os dias, estou fazendo cursos no Khan Institute agora. Enfim, eu realmente me considero uma aluna eterna, uma boa aluna, dedicada e estudiosa. Eu me considero uma educadora também. E se não puder sê-lo oficialmente, vou ser do meu jeito. Ainda bem que existe a Internet, pra libertar a gente dessas burocracias acadêmicas.

 

7 de dezembro de 2014 às 23h12

Feliz, porque tudo está brotando e florescendo

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Outro dia sai pra correr e numa touceira de mato nas fendas de uma calçada reconheci um pedaço de caule de gerânio. Levei o caule pra casa plantei-o num vasinho e fui agraciada com três lindas flores vermelhas.

 

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Esse é o primeiro girassol que brota em solo brasileiro, digo, das sementes que trouxe sem saber. Na lojinha do Museu de Van Gogh, em Amsterdam, que visitei em julho, comprei um vasinho amarelo. Quando abri a embalagem em casa vi que dentro do vasinho havia sementes de girassol. Plantei todas elas e, desde então estou cuidando dos pés de girassol. Este é o primeiro que está abrindo.

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Este é um botão de girassol que está quase eclodindo.

folhabrotou 640x640 Feliz, porque tudo está brotando e florescendoEsta folha eu peguei no Estádio do Pacaembu. Estava caida na terra. Lembrei que essas folhas quando colocadas na água, geram novas folhas como brotinhos. Trouxe a folha na bolsinha de cintura com a qual pratico corrida, coloquei-a num copo e..as folhinhas brotaram. Criou bastante raiz também.

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A batatinha, quando nasce, finalmente espalha ramas pelo chão. Ok, ainda não, mas brotou!

Tem também o caso do feijão. Mostrei pra Gabi, filha da Rozemeire, que os feijões brotam no algodão. Brotaram. Plantamos os brotos, que viraram pés de feijão. E o feijão deu vagem, que secou gerando...novos feijões! Que foram pro algodão. icon smile Feliz, porque tudo está brotando e florescendo

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O pé de feijão ao lado do pé de girassol.

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Os feijões da vagem que nasceu no pé de feijão

Além dessas fotos, as sementes de pimenta brotaram, o caroço do abacate já está cheio de raiz! Enfim, tudo que tenho plantado tem florescido, brotado aqui em casa. A mesma coisa aconteceu no pequeno jardim da praia. Catei um monte de matinho, maria-sem-vergonha e..tudo ficou lindo!

É tão gostoso ver as coisas brotando, nascendo!

Felicidade é algo bem simples mesmo icon smile Feliz, porque tudo está brotando e florescendo

Fiquei muito feliz.
o Isaac tinha uma versão toda cagada da nossa participação história no Jô Soares 11 e meia, quando ainda era no SBT. Histórica pra nós, bien entendu, não pro mundo, porque foi nesse programa que eu pedi o Isaac em casamento.

Eis que o @tonkiel (que nem gosta de mim) estava falando de como o programa do Jô era bom, quando era antigo, porque entrevistava pessoas bacanas.

A amiga @claraaverbuck respondeu pro @tonkiel dizendo que a prova era a entrevista com o Tangos e Tragédias.

E eu me meti dizendo que tinha essa entrevista no YouTube.

Fui procurar e... achei uma versão perfeita! Completa!

Muito obrigada John Constantyne!

Eu era tão solta, tão vivaz, tão tonta e feliz nesse mundo!

<3

Dúvidas?
Comentários?
Deixe aqui. pfv.

PS - Link das lentes no Ali Express

4 de dezembro de 2014 às 18h00

Compras no site Ali – o q vale e não vale a pena

Acordei e opine sobre as compras.
Tem muita coisa chegando, vou comentando tudo aqui.

3 de dezembro de 2014 às 21h40

Testei uma lenda dos headsets bluetooth

Screen Shot 2014 12 03 at 9.29.37 PM 640x345 Testei uma lenda dos headsets bluetooth

Henrique Neto tinha me dado o toque: o fone móvel, sem fio, Voyager Legend é incrível.

Eu uso diariamente um par de earbuds sem fio, da Plantronics, pra correr. E gosto muito. A bateria dura umas 3 horas, o suficiente pra treinar. Adquiri o hábito de chegar da corrida e botar pra carregar.

Mas esse é diferente. O Voyager Legend é um headset de um ouvido só, com fone, pra conectar via bluetooth em smartphones, laptops, etc. Digo no plural porque conectei-o para testar nos meus 2 celulares. Quando um deles recebe uma chamada, uma voz feminina sussura no ouvido quem está chamando (se estiver na lista de contatos) e você diz se quer responder ou ignorar, por voz.

Você simplesmente diz 'answer' e pronto, a ligação entra.

Quer dizer, o headset é interativo, quase uma Siri que fala com você. Assim que liguei o fone a voz me disse que eu tinha 5 horas de bateria.

O som é excelente, realmente surpreendente. Mas o que pega mesmo é o conforto. O fone é todo articulado pra você colocar do lado direito ou esquerdo. Veste muito bem no ouvido, é leve, bem confortável.

Tenho vários tipos de fone de ouvido, aqueles grandes pra ouvir música, outros mais baratos de tamanho médio, uma pequena coleção de fones de ouvido de celular com fios que se enroscam, um Plantronics sem fio que uso todo dia pra correr e agora testei esse headset.

Acho que cada um atende a um tipo de situação e necessidade.

 

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Outra coisa legal é que o kit do Voyager vem com u 'dongle' bluetooth caso vc precise. A conexão é muito simples, você abre a caixa e em 10 segundos já sabe usar. Os smartphones modernos conectam facilmente via bluetooth, logo reconhecem. E ele comporta mais de uma conexão.

Nunca tinha usado esse tipo de fone, mas para ficar com hands free em muitas situações, sem cobrir os dois ouvidos, o que em geral pode ser perigoso na rua, no trânsito etc, é uma solução muito bacana.

Aprovado, Henrique Neto!

 

 

1 de dezembro de 2014 às 19h48

Slow vida, fast corrida

Anita e eu estávamos cansadas e felizes. É um momento único, o pós-corrida, quando você ainda está adrenalizada e feliz com sua medalha por ter completado o circuito da prova. Eu corro 10km quase todos os dias, mas treino é treino e prova é prova. Totalmente diferente!

As mina no corre

Uma foto publicada por Rosana Hermann (@rosana) em

 

 

Correr 10km não é difícil. O difícil é correr 10km num tempo bom. E o que é um 'bom tempo'de corrida? Bom, depende da categoria. Corro na categoria que descreve o meu status atual, mulher na faixa de 55 a 59 anos. Não tem muitas mulheres nessa categoria, por isso, mesmo fazendo um tempo que considero não-muito-bom, fiquei em 3o lugar no tempo líquido e em 4o. no tempo bruto. Achei legal! Na primeira corrida 10km, Vênus, fiz em 1 hora e 2 minutos. Na 2a. corrida 10km, Athenas, fiz em 1:00 , uma hora, exata. Então, como todo atleta quer melhorar, minha meta era correr 10 km em menos de uma hora.

Eu não estava bem preparada, mas quando larguei e sai correndo, percebi que eu estava com um pace muito rápido. Larguei pela Av. Pacabembu correndo a 11.5 km/h.

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(eu sou essa que está com a camiseta lilás bem na frente, que parece meio gordinha, mas não é, ha! )

Eu não tinha dormido muito bem, tinha comida pouco no café, mas estava disposta. O clima frio ajudou. Achei que eu ia fazer um tempo bacana. Comecei a ficar confiante.

corridacaixa2 640x423 Slow vida, fast corrida
(eu me marquei na foto - amplie aqui .)

Eis que ao correr pela avenida Pacaembu, vi que o trajeto virava à esquerda e eis que encontrei... a ladeira!

Olha, eu sei que a ladeira é pra todo mundo, mas nunca treino ladeira. Eu vinha no maior embalo e não sabia como proceder. Se diminuia o pace pra me poupar, se dava tudo de mim para acabar logo a maldita ladeira. Enfim, eu vi minha velocidade baixando, baixando e tentei manter os 11.5 km/h. Resultado: perdi o fôlego, comecei a respirar mal, meu coração disparou. E ai veio o Minhocão e mais subidas! Olha, foi terrível. Eu não conseguia recuperar a respiração pra manter a velocidade. Só sei que quando cheguei nos últimos 2 km, voltando para o Pacaembu, eu queria dar um sprint, mas o corpo não respondi.

Pra piorar, de longe, olhei o relógio da chegada e vi a marcação errada! Vi o cronômetro da tropa de Elite, que largou antes e achei que tinha passado de 1 hora e 10 minutos e quase parei de susto! Então vi o relógio ao lado e percebi que marcava 1 hora e 1 minuto e assim cruzei a linha de chegada.

Devolvi o chip, peguei a banana, a medalha, uma bebida isotônica e fui encontrar Anita. Tiramos fotos, descansei um pouco e caminhei até minha casa. Cansada, feliz e um pouco surpresa com meu mau desempenho.

Porém, descobri que preciso fazer mais musculação. E agora vou começar a treinar com o Marcos Paulo Reis e fazer mais musculação com orientação da MPR.

Quer dizer, vou aprender a subir ladeira e ficar mais fortinha pra enfrentar a prova!

Objetivo? Correr uma meia maratona e viver assimm, slow e calma na vida, fast na corrida.

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29 de novembro de 2014 às 20h50

Dessa vez não teve escada

Gosto muito da expressão 'L'esprit de l'ecalier', o espírito da escada, que descreve aquela situação em que  deixamos de nos expressar, revidar, dar aquela resposta esperta que só pensamos muito depois do momento, como se o confronto acontecesse no alto de uma escada e só depois de descê-la inteira a sacada nos viesse.

Pois na 6a, feira, vivi essa expressão na vida real.

Meu cartão de crédito venceu e vários pagamentos em débito automático, inclusive o Netflix, deixariam de funcionar. Há 2 meses venho pedindo um novo cartão, sem sucesso. Pedi 2 vezes por telefone, 2 vezes ao vivo no banco. E nada. Na 6a feira fui novamente até a agência, um tanto quanto contrariada.

A conversa com o gerente estava tensa. Ele alegava que o banco não tem nada a ver com o cartão e eu tentava dizer que do meu ponto de vista, cliente com 25 anos de banco que nunca pede nada, o gerente me ajudar a receber meu cartão era o mínimo.

Enquanto o gerente e eu discutíamos, uma mulher surgiu do nada, parou ao meu lado e, quase botando o dedo na minha cara começou a falar.

Era a gerente-chefe, chefe do meu gerente, que se apresentou e começou a gritar comigo, dizendo que ele não podia fazer nada, que eu deveria ir ao totem pedir outro cartão.

Enquanto isso meu gerente descobriu que, não se sabe como, o cartão foi enviado para a rua certa, mas para o número errado da minha rua. Eu queria saber o numero para buscar meu cartão e ele dizia que era informação sigilosa! Quer dizer, meu cartão com meus dados podem ir pro endereço errado, mas o erro é sigiloso.

A mulher-gerente começou a ficar agressiva comigo, repetindo que eu 'não estava entendendo'.

Respondi:

- Olha, eu sou jornalista, trabalho há muitos anos com Internet e me sinto plenamente capaz de entender tudo o que está acontecendo.

Ela botou a mão na cintura e com todo cinismo do mundo disse:

- Bem, SE você é mesmo jornalista, devia saber que erros acontecem, que alguém apenas digitou o número do endereço errado, como vocês jornalistas erram sempre também!

Fiquei puta da vida. Como assim SE eu sou jornalista? E aonde que um serviço bancário, que endereço de cartão, números, são como textos? Claro que uma letra errada por causar transtornos, mas números errados num banco realmente mudam tudo! Quem não queria ter um digito a mais no seu saldo bancário, por exemplo?

Reuni todas as minhas forças, olhei bem pra ela (e a essa altura o banco inteiro já acompanhava o bate boca entre nós) e disse:

- Se você veio aqui pra se apresentar, apresentada está. Muito prazer. E obrigada. Mas não solicitei sua presença, nem sua ajuda e estou sendo muito bem atendida pelo gerente Vagner. Pode voltar pra sua mesa, obrigada.

Ela não sabia o que fazer. Mas saiu e voltou pra mesa dela.

Terminei o atendimento, pedi o cartão de novo, pela 5a. vez, agora pro número certo, mesmo sem ninguém entender como isso aconteceu já que recebo tudo no meu endereço há mais de vinte anos.

Sai da agência.

Assim que cruzei a porta pensei:

- eu vou voltar.

E voltei. E fui até a mesa da gerente, num espaço aberto do banco ,ao lado da recepção.

Parei em pé, em frente a ela e disse, firme, convicta:

- Olha, foi muito errado o jeito que vc me tratou. Você botou o dedo na minha cara, com ironia, com cinismo e disse 'SE vc for mesmo jornalista'. Pois eu sou mesmo. E não vejo em que o problema do meu cartão pode servir pra você questionar meu trabalho. Por acaso eu botei o dedo na sua cara e disse 'se você for mesmo gerente, você deveria ter resolvido tudo pra mim?' Não. Então não faça isso comigo.

- Mas a senhora estava muito nervosa.

-Estava e estou. Mas você não foi lá para me acalmar, ao contrário, foi me deixar ainda mais nervosa, ou seja, sua ajuda foi totalmente ineficiente. E outra coisa, se você quiser ajudar, ajude, mas só se você tiver certeza que vai fazer melhor que o Vagner. Porque ao se intrometer no atendimento, você desrespeitou a ele a mim. Ele estava me atendendo muito bem. Você o desautorizou e me agrediu verbalmente. Ou seja, era melhor nem ter ido.

Ela ficou me olhando e disse.

- É, tem razão.

- Tenho sim. Bom dia.

E sai.

Ao sair, vi que três funcionárias ao lado dela estava rindo e cochichando. Pareciam estar comemorando o diálogo. Sorriram pra mim.

Fui para a FAAP e dei aula.

Ao chegar em casa, contei o que aconteceu para minha filha.

Anita disse:

- legal, mãe. Dessa vez não teve escada.

Não teve. Dessa vez a presença de espírito me acompanhou.

Viva a terapia.

 

 

 

28 de novembro de 2014 às 19h46

ROBERTO GOMEZ BOLAÑOS fazendo Twitcam

em 2011 e 2012 acompanhei as Twitcams do Chaves. Achei incrível ele usar a ferramenta para falar com os fãs.

ROBERTO GOMEZ BOLAÑOS PRIMER TWITCAM 1 parte - YouTube.

Acho que foi a última vez que eu o vi ao vivo. Lembro da emoção de todos ao conversar com ele em tempo real.

Agora, o tempo é eterno.

<3

Insta(ntes) from Henrique Félix on Vimeo.

Bia Granja e eu participamos desse documentário muito interessante sobre selfies. O fio condutor é um garoto inglês que se tornou o maior viciado em selfies do mundo.

Incrível perceber o quanto nos tornamos dependentes dos outros, da aprovação dos outros.

Enfim, tem que ver!

Parabéns ao Henrique Félix e todos os envolvidos! Obrigada Juliana Muniz!

<3