Rosana Hermann

2014. Primeiro Rosana Indica.
Lá estou eu com maquiagem intensa, blusa justa que me deixa artificialmente peituda (pareço a Lucélia Santos de escrava Isaura com espartilho) contando uma historinha de Twitter.

Os tweets estão aqui:

Paulo responde

O Eduardo recomendando Pharrell.

I am Other - http://iamother.com/

E o Infinite Looper - http://www.infinitelooper.com pra você colar o link do vídeo clip

Gostou? Espalhe alegria!

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Um beijo, um browse, um aperto de mouse da @rosana
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28 de janeiro de 2014 às 17h13

Agora todo mundo é o ‘Louco de Palestra’

Todo mundo já foi em alguma palestra. E, se não foi ao vivo, viu na web. Tenho certeza que você já viu muitas palestras e conhece bem aquele personagem estranho e sempre presente, o Louco de Palestra. O @cardoso foi quem apresentou o termo pra mim.

Se você não sabe o que é um Louco de Palestra, pare tudo AGORA. Para continuar a vida você TEM QUE LER esse texto.

Aqui está o link, caso você queira guardá-lo. - http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-49/tipos-brasileiros/o-louco-de-palestra e abaixo, a ilustração do texto com o nome da autora, para abrir seu apetite e aguçar a curiosidade.

oloucodepalestra 598x640 Agora todo mundo é o Louco de Palestra

Pois além do Louco de Palestra, tem muitos outros loucos ligados ao mundo do saber e da comunicação, como bem notou o @fakealansieber .

São casos clássicos, de pessoas que ficam excitadas ao verem aquele plateia toda, um público para o qual nunca falaram e que querem sequestrar a atenção para 'pilotar' o poder do palestrante por alguns momentos de glória.

Mas a coisa se ampliou. Agora não são só os loucos de palestra. Todo mundo virou O Louco da Palavra, o Comunicador Lelé.

Fiz um diagrama tosquíssimo no PaintBrush para explicar minha teoria.

Em tese, em qualquer situação onde há um palestrante, um locutor, um apresentador, há um TEMA, um assunto. Há também um especialista, um entrevistado, alguém que vai falar SOBRE algo que ele vive, sabe ou conhece a fundo.

Há também os meios para que esse especialista fale com o público. A tela, o microfone, a Internet, whatever.

A idéia é que o ESPECIALISTA, transfira seu saber sobre o TEMA para o PÚBLICO usando aqueles MEIOS.

palestra 640x505 Agora todo mundo é o Louco de Palestra

Acontece que hoje, no mundo conectado, na vida em rede e na era assumida do Selfie Ostentação (eu sou o máximo, eu sou lindo, eu sou gostosa, eu sou o melhor, sou foda diguuidiguidin, see-me-feel-me-touch-me-heal-me ) ninguém tem tempo, saco, paciência ou INTERESSE no saber do outro.

palestranao 640x472 Agora todo mundo é o Louco de Palestra

O OUTRO só serve pro Louco da Palavra fazer piada, usar como base para sua paródia, trollar.

O novo Louco de Palestra, o Louco da Palavra EM GERAL, só quer emergir do público onde ele está inserido (injustamente, pq ele não é QUALQUER UM, ele quer se sobressair NA MULTIDÃO), apreender os MEIOS e falar com o Público-ele , no LUGAR de quem estava falando ou palestrando!

Na cabeça do Louco da Palavra é assim:

palestrapropublico 640x603 Agora todo mundo é o Louco de Palestra

Isso acontece com TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO INTERATIVOS.

E, invariavelmente, o Louco da Palavra não responde a nenhuma pergunta, ele só quer falar sobre... ELE!

O único tema é ela. A vida dele, as lembranças dele, a vizinha dele, as histórias dele.

É impressionante.

Vou dar um exemplo de que isso é totalmente verdade.

Todos os dias, na CBN, no horário do Milton Jung, tem o quadro 'Hora de expediente' com Dan Stulbach e amigos. O Dan sempre procura na Wikipedia (no Google, na verdade) pra dar as efemérides e parabenizar cidades que estão celebrando aniversário de fundação.

Aí,num dado dia, o Dan não achou nenhuma data revelante. Acho que era o aniversário do Rogério Ceni, mas só isso. Não tinha nenhuma cidade. Então, Milton pediu aos ouvintes que enviassem informações sobre cidades que estavam aniversariando.

Pois, olha, não teve UM filisteu que respondesse à pergunta. TODOS, mas TODOS Mesmo, enviaram piadinhas sobre eles mesmo. Ou seja, aproveitaram a OPORTUNIDADE de APREENDER O MEIO, no caso, a voz do locutor lendo os tweets, para que cada um falasse de si com o Público do programa.

Eu sei que você não vai acreditar, portanto, aqui está o código embed do programa. Logo no começo eles pedem para que enviem por twitter ou email. O pedido era o NOME DA CIDADE QUE ESTAVA DE ANIVERSÁRIO em 22 de janeiro.

Veja no começo e adiante até 6:22. O Mário pede 'parabéns' pq é aniversário dele. O Pérsio não fala sobre cidade, mas diz que faz 22 anos que se formou em engenharia. O Flávio diz q ñ é aniversário da cidade dele, mas a esposa foi viajar.

OU seja NINGUÉM QUER RESPONDER NADA SOBRE ANIVERSÁRIO DE CIDADE, QUER FALAR DA SUA VIDA publicamente!

Cada pessoa (ok, há exceções, como sempre!) quer transformar

SUA VIDA NUM REALITY SHOW

SEUS AMIGOS E PARENTES EM PERSONAGENS

O RESTO DO MUNDO EM SUA PLATEIA

Já não bastam 15 minutos de fama local, todo mundo quer ter fama constante, dinheiro eterno e todo o planeta em permanente estado de atenção para ouví-la.

Somos todos Loucos de Palestra.
Querendo sequestrar o microfone para que o mundo nos ouça e nos aplauda.

INfelizmente, diante de tanta gente sem conteúdo, sem nada pra dizer, só posso citar o Djalma-lhes JOrge-lhes Show e pedir de todo coração:

- ténica, corta eles. eles tá falando muitas bobagem.

PS - queria aproveitar esse post para mandar um beijo pra minha mãe, pra minha irmã e pra você.

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28 de janeiro de 2014 às 15h06

Você conhece algum site como o GlowDart?

Um dia eu achei o site GlowDart, que transforma a tela num feed permanente de notícias, como um ticker gigante.

Veja como fica:

 

Porém, apesar da ideia ser boa, os feeds são limitados. E são só sites americanos.

Você conhece algo semelhante, similar ao GlowDart?

Mas não leitor de feed como Feedly, uma página que AUTOMATICAMENTE atualiza as notícias. A ideia é deixar um laptop ligado só com essas notícias (clicáveis) "passando" na tela.

 

Obrigada!

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26 de janeiro de 2014 às 20h14

Gato-leão derruba girafinha. Cute.

 Gato leão derruba girafinha. Cute.8b0 Gato leão derruba girafinha. Cute.">

Daqui http://knowyourmeme.com/newsfeed/image

Que também traz um gif assustador!

zeRxChF Gato leão derruba girafinha. Cute.

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24 de janeiro de 2014 às 12h39

Porque adoro Breaking Bad

Quando comecei a assistir Breaking Bad fiquei hipnotizada. Achei a série tensa, intensa e imediatamente fui capturada por seu ritmo. Daí começaram os incômodos. Todos os personagens tinha alguma coisa que me irritavam, pareciam meio desagradáveis de algum jeito, provavelmente porque pareciam muito reais. Não é Disney, não tem personagem perfeitinho, todo mundo é meio torto, sujo, errado, talvez como todo ser humano é.

Ao mesmo tempo que eu ía mergulhando na história, me deparava com meus nojos, raivas, ódios mesmo.  Uma hora eu tinha vontade de dar na cara do Walter, depois da Skyler, quase sempre na Marie. A cena (não é spoiler, tá?) em que a família obriga Walter a participar de uma DR coletiva, com a 'almofada para falar'. Nunca vi família tão cafona na minha vida. Dá ódio de tanta cafonice no relacionamento. Mas sei que existem muitas famílias assim, onde todo mundo simplesmente se mete totalmente na vida um do outro.

Mas, a curiosidade foi vencendo todos os incômodos. Até que surgiu a campainha do Tio Hector Salamanca. MEU PAI DO CÉÉÉEEEEu, que homem detestável! Cada vez que ele tocava aquela campainha eu saía correndo. Fora que tem uma cena que nem vou falar, PQP, coisa N  O J E N T A.

Mas Vince Gillighan, criador da série, queria isso mesmo. Muita escatologia, sangue, sujeira, só que de um jeito novo. Tem horas que chega a ser engraçado, tipo, o drama vai tão longe, mas tão longe, que dá a volta completa e chega na comédia.

Agora meu marido está vendo a série. Estou revendo os episódios com ele. É curioso ver que ele sente as mesmas coisas que eu senti e que, provavelmente, muita gente sentiu também. É fácil ficar envolvido, torcer por um, ter raiva do comportamento do outro, ficar indignado, chocado com os rumos que o roteirista deu pra cada plot. Mas é muito, muito legal.

A vida é toda feita de histórias. Histórias de gente. Gente que conhecemos, gente que imaginamos, gente que ouvimos falar. Histórias de vida que foram modificadas pela tradição oral ao ser recontada. Histórias além da imaginação.

É por isso que Breaking Bad é tão legal. Porque as histórias não param, a trama vai ser modificando e evoluindo de um jeito único, porque não nos pouca, porque nos choca em sua crueza e, por vezes, nos assombra com maldades inimagináveis para nossas vida. A gente vê e questiona: 'mas será que isso existe mesmo?', como se não soubéssemos pela história da humanidade das ilimitadas maldades de que a criatura homem é capaz.

Enfim, Breaking Bad é realmente ótima.

Assista. Vale a pena acompanhar até o final.

 

Abaixo, algumas poucas brincadeiras que estão disponiveis para quem gosta da série.

 

1. Heisenberg Ipsum

O site (em inglês) lista palavras, parágrafos, com a linguagem dos principais personagens como Walter White, Jesse Pinkman, Saul Goodman. Tem até a versão Lorem Ipsum do Heisenberg, como o nome sugere.

heisenbergipsum 450x323 Porque adoro Breaking Bad

 

 

2. Breaking Bad Name Lab - Logue pelo Facebook e transforme seu nome no logo da série, com elementos químicos.

lZosv profile 450x450 Porque adoro Breaking Bad

 

3. Meme Breaking Bad Generator - Gerador de meme com essa imagem. Vc muda a frase e faz seu poster.

pZQMNOG Porque adoro Breaking Bad

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23 de janeiro de 2014 às 18h36

Os perigos de andar olhando pra tela do celular

Andar e olhar pra telinha do celular. Andar e responder mensagens.Olhar e tweetar. Olhar e... não ver.
Há uma lei universal que postula que a gente deve sempre olhar para onde está se deslocando. É o mínimo, ver onde se está pisando e para onde se está rumando.

Mas o celular mudou nossas vidas. A Internet é um mundo paralelo, perpendicular, tangencial, ou seja lá o que for, só não é o mundo onde estamos caminhando. A distração pode causar muitos problemas.

Bater a cabeça numa parede ou poste, tropeçar, quase ser atropelado enquanto manda uma mensagem ao celular, quem nunca?

Mas fica o lembrete.
Não apenas para o 'don't text and drive', mas também para o 'don't walk and text'.

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23 de janeiro de 2014 às 14h40

Não reclame da @brazuca

NRnNh8F Não reclame da @brazuca

Lembre-se, sempre podia ser pior.

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21 de janeiro de 2014 às 15h30

Todos nós, reclamando de barriga cheia

pZlGevJ Todos nós, reclamando de barriga cheia

Olha, eu sempre achei um porre essa competição de desgraça. Toda vez que alguém reclama de qualquer coisa vem um interlocutor pra dizer que alguém tem um sofrimento maior que o seu e que , portanto, seu sofrimento não procede. E aí, além de um sofrimento você ainda tem uma culpa extra pra carregar.

Agora, em defesa do interlocutor chato, de fato, tem gente que reclama não apenas o tempo todo, mas desnecessariamente. Reclamar vira um vício. Eu, por exemplo, estou viciada em reclamar de gente que reclama. Tenho vontade de dar chineladas nas pessoas que só conseguem ver o lado ruim de tudo, a metade vazia do copo, que ficam esperando a coisa dar errada só pela prazer de pular de trás da árvore (da história da 3 tartaruguinhas, conhece?) pra pular e gritar:

 

k3mW5w8 Todos nós, reclamando de barriga cheia

 

- AHAM! Eu SABIA que ía dar errado! Agora eu. Eu disse, eu disse, eu não disse!?

 

Sim, porque o importante é VOCÊ ter razão, tanto faz se deu merda.

Gente chata.

 

Essa mania de reclamar de barriga cheia é bem conhecida nas redes, tanto é que tem até sua própria hashtag o #classemédiasofre e corresponde a todas essas pequenas queixas do dia a dia de quem tem tudo. Já comentei aqui mesmo no blog sobre uma série de vídeos feitos por uma ONG, mostrando crianças no Haiti, lendo esses tweets de reclamações. Caso você não se lembre, aqui está ele.

 

Pois bem, eu passei por um momento desse tipo. Foi uma porrada na minha cara. Porque domingo eu tinha reclamado da comida que foi entregue pelo delivery e não estava a contento e, na 2a. feira, minha amiga jornalista que trabalha no R7 estava me contando o que ele viu e viveu numa área de muita miséria que foi visitar no nordeste do Brasil, justamente numa região sem água, como no vídeo acima.

Ela me contou que uma das famílias visitadas, tinha só uma bacia com água imunda, contaminada, para beber e fazer comida. FAzer comida ~modo de dizer~ porque nem comida eles tinham na casa de pau-a-pique cheia de crianças.

Num dado momento, disse ela, o bebê pequeno chorava de fome. E a mãe, sem ter o que fazer, pegou um punhado de farinha com a mão, colocou na mamadeira e depois completou com um pouco daquela água imunda. Chacoalhou o tubo pra misturar a água suja com a farinha pouca e deu pro bebê tomar.

Fiquei paralisada ouvindo os relatos dela. E essa sou eu, recontando em texto as palavras que dela ouvi. Ela que viveu por alguns dias o que é a VIDA desses brasileiros que passam todos os dias nessa miséria.

Caiu uma bigorna na minha consciência. Porque um dia antes, no domingo, eu estava reclamando a grossura da fatia do sashimi do delivery de comida japonesa, veja que problemão. E, mesmo tendo razão como consumidora, não dá pra não lembrar que agora, enquanto eu escrevo e você lê, aquela família está lá, tomando água com farinha daquela bacia contaminada.

Daí você entra no twitter e vê todo mundo reclamando de problemas que nem ao menos existem. São dramatizações exageradas de qualquer coisinha só pra chamar atenção. Olha, eu sei que existe sofrimento emocional e que tem gente carente, mas vamos combinar que diante da miséria e da fome e da sede e das doenças e de crianças miseráveis, quase tudo fica sem sentido.

Sei que eu reclamo de quem reclama, mas é impressionante como tem gente viciada em tornar públicas suas queixas. E, por serem públicas, precisam ser enfeitadas, exageradas, carregadas para tornaram-se engraçadas, atraentes, para que angariar respostas e frases de apoio.

Sei lá, fiquei mexida com o que ouvi. São aquelas coisas que a gente sabe, mas esquece. Daí precisa de lembretes mesmo.

Quem sabe alguém faça, aqui no Brasil, um vídeo parecido. Com crianças lendo tweets dessa nossa classe média que faz do mínimo sofrimento uma inscrição pro troféu de vítima do ano.

Vamos tentar reclamar menos?
vamos.

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É só clicar e assistir. Não perca  essa parte:

"Fui puta, morei no sem terra, caguei muito na latinha, passei fome. Eu sou do cu riscado." Mulher incrível. http://www.youtube.com/watch?v=UHJmUPeDYdg#t=870

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