21 de maio de 2012 às 07h56
O show do João Bosco no Tom Jazz
Sempre fui muito fã do João Bosco. E de todos os seus parceiros musicais. E sempre quis conhecer o Tom Jazz.E ai, aconteceu. Ouvi no rádio que João faria um show ali, em maio. Corri pra Internet, comprei os ingressos, convidei um casal de amigos e marcamos. Estava bem longe quando comprei. Nesse meio tempo fui para Berlim e voltei. Mas o dia chegou. Foi um domingo intenso. Saimos de Barra do Una direto pro almoço da Lelê, de lá pra casa, de casa pro show e pro travesseiro.
A sensação que tive foi descrita pelo meu ex-professor de Termodinâmica, Henrique Fleming, na solenidade que criou o Dia Municipal do Físico, numa homenagem ao IFUSP. Ele descreveu os encontros com Mario Schemberg como "transformadores", porque você "entra de um jeito e sai de outro". Eu entrei de um jeito no show de um jeito e sai totalmente alterada, outra, muito mais intensa e acordada. E feliz.
O lugar é cool e aconchegante. O palco é simples e o som é perfeito. Sentei bem na frente, aproveitei demais. Tomamos vinho, comemos um carpaccio e depois o show começou. João é um artista completo. O violão é uma extensão de seu corpo. Ele domina o instrumento. Assim como a voz. E a interpretação. Ele todo é um instrumento, ressoa, ecoa, vibra. E a plateia delira junto.
Aqui, precisamos de um adendo. Toda a plateia era ótima e cantava com ele quando João nos dava a deixa pra cantar. Mas tinha UMA mulher, que devia estar um pouco 'fora de si', pra dizer o mínimo, que não parava de falar alto, gritar e comentar o show! Acho que ela gritou umas 60 vezes "poderosooooo! fabuloooosooooo ! Magníficoooooo'. Até 'gostosooooo' ela gritou. A gente caia na gargalhada. Depois ela começou com os comentários. Quando João começava os primeiros acordes dando indício de qual seria a próxima e incrível canção, a mulher berrava. "ahhh... fala sério!!!!".
Juro que foi tão absurdo que acabou sendo engraçado, aquele tipo de coisa sem nexo que marca a noite.
Tive momentos de muitas lágrimas, como em O Bêbado e o equilibrista. E momentos de cantar com todo o ar, como em Corsário. Soltei a voz, o verbo e a vida em 'mesmo-que-eu-mande-em-garrafas-mensagens-por-toooooooodo-o-mar!'
Além de toda a maravilha que foi o show, encontrei Gustavo Braun ( e a Mari ).
Realmente uma noite especial.
Agora é administrar o vinho e o sono.
Bom dia!















