Rosana Hermann

Os olhos do mundo estão voltados para o sequestro de cerca de 40 pessoas, entre funcionários e frequentadores de um café no centro de Sydney, Australia. Olhos humanos e eletrônicos. A CNN traz informações ao vivo em edição extraordinária, TV de vários países cobrem tudo minuto a minuto, portais dão destaque de capa, incluindo o Brasil, já que uma das pessoas sequestradas é Brasileira. O sequestrador teria pedido uma bandeira do ISIS, em troca da liberação de reféns.

O nome do sequestrador seria - Sheikh Man Haron Monis

 

A cobertura jornalística acontece em todas as plataformas de mídia, como sempre acontece.

A novidade não vem dos jornalistas, mas da massa, do público, que quer ser parte da notícia de qualquer jeito.

A sociedade do espetáculo preconizada por Guy Debord em 67, mesmo ano em que Andy Warhol citou a famosa e a sempre citada frase (que, ao que tudo indica, não é de autoria dele ) "no futuro todos serão famosos por 15 minutos", resumem boa parte do nosso zeitgeist.

O fenômeno do Selfie, que transformar cada um em protagonista e o resto do planeta em cenário de cada autorretrato, tem invadido momentos antes considerados de 'respeito', como velórios, acidentes naturais, tragédias humanas em geral.

O funeral de Mandela, o enterro de Eduardo Campos, o velório do "Chaves", Nana Gouveia no furacão em Nova York, a musa do volume morto da Cantareira, são os primeiros exemplos dos Selfies oportunistas para estar no foco dos acontecimentos, uma nova moda ou patologia que podemos chamar de Selfie-xação ou melhor, Selficção.

Sim, a mistura de Selfie com Ficção, que descreve o desejo das pessoas que querem criar uma narrativa pessoal dentro de qualquer notícia que chama a atenção da sociedade, local ou mundial.

Selfie porque a pessoa se coloca em primeiro plano, na frente da notícia, que vira pano de fundo. E ficção porque ela, na verdade, não é parte do acontecimento, ela se insere de forma forçada, comparecendo ao local do funeral, da destruição, ao redor do sequestro, criando páginas na Internet.

É o que acontece agora no sequestro do Café Lindt em Sydney.

Populares tiram Selfies no local:

 

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Screen Shot 2014 12 15 at 12.05.041 640x626 O sequestro no café em Sydney e o desejo de ser parte da notícia:  a Selficção

Veja, não são pessoas cobrindo a notícia, como repórteres-cidadãos, são populares que querem marcar presença no acontecimento, algo como 'eu estive lá', para ganhar pontos sociais com os amigos.

Quem não pode tirar selfie no café onde ocorre o sequestro, criam páginas tipo 'rezem por Márcia' no Facebook, pedindo orações pela brasileira que estaria entre os sequestrados. A intenção original é sempre boa, mas não é muito difícil imaginar que há um desejo de estar ligado ao acontecimento de qualquer forma, nem que seja pra dizer 'eu criei uma página pra ela', eu participei. A hashtag #PrayForSydney nos une, somos todos parte da notícia, é só postar.

Repare, que a imagem do header diz "Like & Share".

 O sequestro no café em Sydney e o desejo de ser parte da notícia:  a Selficção

É DIFERENTE de um abaixo-assinado, que pode mesmo mudar leis, porque é um documento. Não estamos falando de uma petição, mas de uma página de pedido de orações, que está no reino da subjetividade e da religiosidade, não do meio pragmático legal.

Todos torcemos pelo desfecho sem vítimas desse horrivel sequestro.

Mas com selfies no local, sorrisos em todos lugar, deslumbramento das pessoas que dão entrevistas na CNN, a primeira vítima fatal parece ser a de sempre: o bom senso.

Acompanhar as notícias, compartilhá-las, discutí-las, é muito legal.

O chato é quando o ser humano abandona o senso de realidade para viver na selficção.

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LEia mais - https://storify.com/mashable/sydney-siege

13 de dezembro de 2014 às 18h38

De onde surgem as grandes ideias no mundo de hoje?

Navegar pelas estrelas e pelas pessoas.

12 de dezembro de 2014 às 09h16

O narcisismo nosso de cada dia

Os anos 60 marcaram os Estados Unidos não só pelo movimento Hippie, Woodstock, sex-drugs-and-rock-and-roll, a revolução sexual por causa da pílula anticoncepcional, assassinato de Kennedy, de Martin Luther King e pela derrota na Guerra no Vietnã. Os anos 70 para os americanos chegaram com um certo pessimismo, falta de perspectiva e grandes mudanças sociais, como a construção da família.

De uma forma simplista,podemos dizer que as pessoas trocaram a ideia original de uma reprodutora pela de produtora. Assim, o projeto antes universal de constituir uma família para procriar abriu espaço para o conceito de indivíduo pronto para criar e recriar sua vida.

O novo projeto de realização individual levou o foco para o 'eu', ampliando desde todas as questões psicológicas, como o consumo, aliado na construção dessa identidade em busca do grande objetivo, a realização dos desejos de cada um.

A busca de cada 'eu' consumista, impulsionou a criação de uma sociedade narcisista, apoiada pela mídia e pelo capitalismo em busca de lucros. O resultado foi a sociedade do espetáculo, com seus excessos, a troca da qualidade pela quantidade, o conteúdo pela forma, a aparência sobre a essência.

Tudo isso foi teorizado e descrito por Cristoph Lasch no livro"A Cultura do Narcisismo, a vida americana na era da diminuição das expectativas".

Aqui, um breve destaque de um texto sobre o livro, com um destaque muito interessante e ainda moderno na nossa sociedade do Selfie.

U0Pwd4F O narcisismo nosso de cada dia

Lasch acertou. O narcisismo é uma tentativa de encontrar felicidade num mundo sem esperança, de esquecer o passado e o futuro e 'viver o momento', preenchendo o vazio com consumo.

A sociedade trocou o interesse social e político pelas questões centradas no ego e a realização dos desejos.

O exemplo mais extremo é o radicalismo. Apesar de um 'aparente' interesse pelo bem social e político, o radical busca a atenção para si, para sentir-se importante, para dar significado a sua vida, associando-se com outras pessoas que, por sua vez, buscam a validação pela aprovação dos líderes de seu grupo.

Fica fácil entender o movimento que acontece agora com o celular: estamos adaptando o mundo a nossa individualidade, trocando a mídia de massa pela massa de indivíduos com sua mídia pessoal, os celulares e demais gadgets móveis, sempre a nossa disposição.

Agora o mundo todo está em nossa mão.

2014. Why so seventies?

11 de dezembro de 2014 às 09h15

Livros que vão mudar sua vida

Life-Changing Books: Your Picks | Open Culture.

Eu adoro o site Open Culture. Adoro.
Aqui tem uma lista imensa de 'livros que podem mudar sua vida'. Sim, a lista é em inglês. Mas não custa nada pegar o título, o nome do autor, jogar no Google e ver a tradução do título para comprar o livro em português, por exemplo.

Afinal, são livros que podem mudar sua vida, você não vai perdê-los só por alguns cliques a mais.

<3

Katy Perry é a mais seguida do Twitter em 2014; veja top 10 completo | Notícias | TechTudo.

Não tem o que discutir, astros e estrelas pop da cena internacional ( eu usei cena? afff) dominam a lista dos que tem mais seguidores. Ou devo dizer fãs?

<3

Instagram ultrapassa Twitter e chega a 300 milhões de usuários mensaisShowmetech.

Foi exatamente esse o resultado mostrado numa pesquisa feita pelos alunos da FAAP que ontem apresentaram seu TCC (eu estava na banca)

- tirando o YouTube, as redes sociais mais usadas pelos jovens são:
1.facebook
2.instagram
3.twitter

11 de dezembro de 2014 às 08h39

Como me sinto quando

alguém entra no blog pra deixar um comentário grosseiro com nome fake e email que não existe.

9 de dezembro de 2014 às 23h36

Muito chateada

Entender eu entendo, eu só não concordo muito com essa coisa de não ter reprovação, de passar com nota vermelha, de nem ter mais vermelho pra não magoar ou traumatizar o aluno.

Eu concordo que o aluno carente, que não tem reforço nem ajuda em casa, não pode ser desestimulado, pra não gerar evasão escolar.
Mas passar sem saber nada, terminar o primeiro grau sem nem saber ler, escrever e interpretar um texto ou fazer as operações básicas da aritmética? Discordo.

E hoje estou ainda mais chateada com tudo isso. Por que? Porque fui até o Instituto de Física da USP pegar um atestado dos dois anos de pós-graduação que fiz e descobri que o documento e o tempo que investi, não servem pra nada. Nada.

Eu fiz a tese, mas não a defendi, porque eu era jovem, estava em crise, não sabia o que fazer da vida e decidi não defender a tese e prestar vestibular pra estudar comunicação. E entrei na ECA. E agora, esses dois anos não contam NADA para o MEC, não ajudam em nada na minha carreira como professora. Não me credenciam como mestre.

Nunca fui da dar carteirada, mas desprezar todos os créditos que fiz num curso de pós em Física Nuclear como se não significasse nada é uma ofensa pra mim. Não é por nada, mas é um curso que exige bastante do aluno. E eu fui bolsista durante o tempo todo, fazendo pesquisa, trabalhando.

Enfim, vou ter que pensar no que vou fazer nessa parte da minha vida, a acadêmica. Me deixa um pouco revoltada saber que tem tanta gente que paga e passa, que compra títulos e se dá bem.

De qualquer forma, aproveitei e pedi meu histórico escolar na ECA. E vou pedir na Cásper Líbero também.

Só sei que passei a vida estudando, formal e informalmente. Sou a prova viva (e idosa!) da educação continuada, permanente. Faço cursos no Coursera, estudo quase todos os dias, estou fazendo cursos no Khan Institute agora. Enfim, eu realmente me considero uma aluna eterna, uma boa aluna, dedicada e estudiosa. Eu me considero uma educadora também. E se não puder sê-lo oficialmente, vou ser do meu jeito. Ainda bem que existe a Internet, pra libertar a gente dessas burocracias acadêmicas.

 

7 de dezembro de 2014 às 23h12

Feliz, porque tudo está brotando e florescendo

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Outro dia sai pra correr e numa touceira de mato nas fendas de uma calçada reconheci um pedaço de caule de gerânio. Levei o caule pra casa plantei-o num vasinho e fui agraciada com três lindas flores vermelhas.

 

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Esse é o primeiro girassol que brota em solo brasileiro, digo, das sementes que trouxe sem saber. Na lojinha do Museu de Van Gogh, em Amsterdam, que visitei em julho, comprei um vasinho amarelo. Quando abri a embalagem em casa vi que dentro do vasinho havia sementes de girassol. Plantei todas elas e, desde então estou cuidando dos pés de girassol. Este é o primeiro que está abrindo.

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Este é um botão de girassol que está quase eclodindo.

folhabrotou 640x640 Feliz, porque tudo está brotando e florescendoEsta folha eu peguei no Estádio do Pacaembu. Estava caida na terra. Lembrei que essas folhas quando colocadas na água, geram novas folhas como brotinhos. Trouxe a folha na bolsinha de cintura com a qual pratico corrida, coloquei-a num copo e..as folhinhas brotaram. Criou bastante raiz também.

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A batatinha, quando nasce, finalmente espalha ramas pelo chão. Ok, ainda não, mas brotou!

Tem também o caso do feijão. Mostrei pra Gabi, filha da Rozemeire, que os feijões brotam no algodão. Brotaram. Plantamos os brotos, que viraram pés de feijão. E o feijão deu vagem, que secou gerando...novos feijões! Que foram pro algodão. icon smile Feliz, porque tudo está brotando e florescendo

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O pé de feijão ao lado do pé de girassol.

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Os feijões da vagem que nasceu no pé de feijão

Além dessas fotos, as sementes de pimenta brotaram, o caroço do abacate já está cheio de raiz! Enfim, tudo que tenho plantado tem florescido, brotado aqui em casa. A mesma coisa aconteceu no pequeno jardim da praia. Catei um monte de matinho, maria-sem-vergonha e..tudo ficou lindo!

É tão gostoso ver as coisas brotando, nascendo!

Felicidade é algo bem simples mesmo icon smile Feliz, porque tudo está brotando e florescendo

Fiquei muito feliz.
o Isaac tinha uma versão toda cagada da nossa participação história no Jô Soares 11 e meia, quando ainda era no SBT. Histórica pra nós, bien entendu, não pro mundo, porque foi nesse programa que eu pedi o Isaac em casamento.

Eis que o @tonkiel (que nem gosta de mim) estava falando de como o programa do Jô era bom, quando era antigo, porque entrevistava pessoas bacanas.

A amiga @claraaverbuck respondeu pro @tonkiel dizendo que a prova era a entrevista com o Tangos e Tragédias.

E eu me meti dizendo que tinha essa entrevista no YouTube.

Fui procurar e... achei uma versão perfeita! Completa!

Muito obrigada John Constantyne!

Eu era tão solta, tão vivaz, tão tonta e feliz nesse mundo!

<3

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