Rosana Hermann

22 de outubro de 2013 às 10h19

Sem paixão não há solução

8jyVfes Sem paixão não há solução

Paixão é diferente de amor.
Paixão é a cena, amor é o filme.
Amor é a árvore, paixão é o fruto.
Amor é o mar, paixão é a onda.
Amor é o céu, paixão é a estrela.
O amor é um processo, a paixão é um acontecimento.
Amor é a eternidade, paixão é um momento.

Mas a eternidade é uma coleção infinita de momentos, a árvore dá mais prazer quando tem fruto, não tem filme sem cena é muito melhor ter um céu estrelado do que encoberto. Portanto, amor e paixão se irmanam, se cruzam e se relacionam.

Há casos em que é fácil distinguir as duas naturezas desses sentimentos porque você pode se apaixonar pela carinha de um filho quando ele nasce, mas o que você sentirá durante toda a vida é um amor incondicional, infinito, incondicional, onipresente e não o fogo da paixão que tem um auge. O amor não tem picos, o amor é um contínuo.

Já a paixão é um evento.
Tem o momento em que eclode, em que explode. E, sim, é possível prolongar o estado de paixão.

A gente se apaixona por muitas coisas. Por pessoas, objetos, seres vivos em geral, ideais, causas. A gente se apaixona por si mesmo, por um sabor, um prazer físico ou espiritual. A paixão é uma ignição, o click, aquela coisa que estala, como um momento de eureka! É possível ver sem um grande amor, não é possível viver sem jamais ter se apaixonado.

Nas redes sociais vemos a paixão movimentando as timelines o tempo todo. Fãs apaixonadas por seus ídolos que realimentam suas paixões pela competição, ativistas apaixonados por suas causas retroalimentados por seus simpatizantes e apoiadores, militantes que defendem seus partidos políticos com paixão avassaladora, muitas vezes entrando em conflito com seus opositores.  A paixão está em toda a Internet, até mesmo na paixão de ódio que alguns nutrem por tudo o que é moda ou modinha. Entrar na rede é logar-se na rede de paixões que movimenta nossa vida.

Acontece que assim como o açúcar atrai a abelha, a paixão atrai o descontrole. Se somos donos do nosso amor, somos escravos das nossas paixões. Assim que você é arrebatado por ela, começa a entrar num processo de entrega e, muitas vezes, acaba sendo possuído pela paixão até o ponto de tornar-se uma vítima do sentimento. Existem incontáveis vítimas fatais da paixão na história da humanidade, tanto é que o termo é 'crime passional', de paixão e não crime 'amoroso' de amor. Porque quem ama não mata. Mata só quem está perdidamente apaixonado.

Porque se o amor é o encontro, a paixão pode ser a perdição.

O fã que mata o ídolo que não nota sua existência, o apaixonado ou apaixonada que mata o objeto de sua obsessão porque foi rejeitado, o militante que transgride a ética em busca da vitória, o atleta que se apaixona pela ideia de vencer e ultrapassa o limite do bom senso, o ativista apaixonado por um sonho que se perde em atitudes radicais.

Sim, a paixão pode degringolar para a violência.  A paixão pode ser raio, trovão, tsunami, avalanche ou qualquer outro grande evento onde uma carga gigantesca de energia se desprende num átimo, numa fração de tempo. É um pico, um zás! , diferente do amor que é energia espalhada, um campo de afeto e bem-estar.

Quando a paixão mostra os dentes pode partir pro confronto mortal, o tudo ou nada.
E é por isso que em nome da não-violência e da prevenção de tragédias, devemos ter não apenas o fogo da paixão, mas o extintor do bom-senso pendurado na parede do coração.

Não dá pra viver sem paixão, mas não faz sentido morrer ou matar por ela.
Sem paixão, não há solução. A vida fica flat, chata, uma linha contínua onde tudo é sempre igual até terminar.
Mas paixão demais, fanática, lunática, mata o hóspede e o hospedeiro.
E se tem uma coisa que a gente precisa é manter quem se ama sempre feliz. E inteiro.

 

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21 de outubro de 2013 às 12h03

E as compras estão chegando…

Lembra que eu recomendei o DealXtreme num vídeo?

Então, as compras estão chegando...


(a única coisa que achei porcaria)

O site tá no vídeo.

Paguei pelo PayPal e eles são muito honestos, o que não tinha eles extornaram.

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Falo sobre o Hatching Twitter, que conta as polêmicas envolvendo os criadores do microblog.

E o Google patenteando o gesto do coração com a mão.

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Acompanhe TUDO aqui - http://www.vista-se.com.br/aovivo/

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Se você já viu o vídeo do pedido de casamento no Shopping e já opiniou, me perdoe. Eu é que estou chegando agora. O vídeo subiu no dia 14 de outubro e, como hoje já é dia 17, é MUUUUUUITO antigo pelos padrões exigentes dos consumidores online.

De qualquer forma, a pergunta que não quer calar não é 'você quer casar comigo', mas o vídeo é armado (produzido) ou aconteceu assim mesmo naquilo que um dia convenciounou-se chamar de ~vida real~(ver Is this real life, David after dentist)

Veja o vídeo:

 

 

Opine na enquete.

 

 

Falso ou Verdadeiro?

Ver Resultados

loading Real ou armado? Opine sobre O REJEITADO DE PG   YouTube Loading ...

Argumente nos comentários.

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16 de outubro de 2013 às 11h07

Sabe o tamanho do menor apartamento do mundo?

Comecei meu dia cedo. Minha cachorrinha está doente e precisa tomar antibiótico às 5 da manhã. Para preparar seu sensível estômago para o medicamente ela precisa tomar outro remédio meia hora antes. Assim, acordo às 4:30 para ministrar o Omeprazol e espero trinta minutos para dar a doxiciclina. O resultado é que fico acordada desde então e aproveito para ficar uma hora fazendo carinho na minha pequena.

Logo depois de ler o jornal impresso no café da manhã, vi este tweet sobre apartamentos pequenos, uma nova tendência de grandes centros urbanos.

Sempre vi reportagens sobre moradias minúsculas em países da Ásia e nas infinitas googladas por pautas nesses treze anos de blog já cruzei com muitas imagens de espaços compactos para moradia. E, ao ler o tweet sobre apartamentos de 19 metros quadrados resolvi procurar o menor apartamento do mundo (tem também a casa mais estreita, mas é outro tema).

Por enquanto, o menor que achei em Londres tem 8 metros quadrados. Parece mentira, mas é o que diz. 10.4 pés por 8.4 pés. Fiz as contas, converti e deu isso, 8.11 metros quadrados. Há matérias em português sobre o famoso imóvel. Veja o vídeo.

Encontrei também a história de um arquiteto que mora num apartamento minúsculo em Nova York e que ele usa como experiência para criar móveis retráteis. O problema desse apartamento em NY é que o banheiro é coletivo. Aí complica, né. Morar num espaço pequeno tem que ter pelo menos a vantagem da privacidade. Privada coletiva com vizinhança não rola.

.Fotos de espaços apertadíssimos em Hong Kong, visão do alto, impressionante. Vale o clique.

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51rxeahPPKL. SY344 BO1204203200  Traição e brigas marcaram a criação do Twitter, revela livroEsse é o título da matéria que acabei de ler na INFO online. . Trata-se de um livro sobre a criação do Twitter, chamado "Hatching Twitter: A True Story of Money, Power, Friendship, and Betrayal", do repórter do NYT Nick Bilton, que ataca Jack Dorsey de forma veemente e trata-o como um vilão

Confesso que fiquei surpresa com o tom agressivo contra Jack Dorsey. Porém, como no mundo das empresas nem tudo é conhecido, pode ser que o repórter tenha razão. Sendo ou não verdade, o assunto ainda vai render.

Segundo Bilton, a ideia original do Twitter não é só de Jack, mas também do co-fundador Noah Glass. Além de 'ocultar' a autoria de Glass,  Jack Dorsey teria pedido a cabeça de Noah, que acabou sendo expulso do Twitter. Ficaram os sócios  Biz Stone, Evan Williams e Jack.

O barulho já começou, especialmente agora que o  Twitter está em plena época de IPO, Jack sendo considerado um dos 40 empresários com menos de 40 anos mais importantes da atualidade de acordo com a Forbes.

Vou ter que ler o livro para opinar. Taí uma história que me interessa conhecer. Dos quatro fundadores, já conversei pessoalmente com dois. E, como fã do Twitter, vou querer conhecer essa versão, com ou sem decepções.

Aqui tem um link com trechos extraídos do livro. 

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Vai, clica aí e pronto, 'bora aprender inglês.

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13 de outubro de 2013 às 11h44

Minha mala voltou. Afogada, mas voltou

Nunca, mas nunca mais pego um avião da Vueling. Começa que eu não sabia que ela existia e, agora que sei, quero distância.

Quem acompanhou o post anterior precisa saber do desfecho. Estamos com as malas. Mas vou contar as condições em que conseguimos recuperá-las. E o estado. E o motivo provável para que elas nem tenham ido conosco.

Eu sempre achei que sair de um ponto e chegar em outro depois de 4 horas, fosse uma operação simples. As pessoas fazem o check-in, despacham as malas. Os humanos entram no avião pela porta e as malas vão para o compartimento de bagagens. Todos chegam juntos e se reencontram. Era o que eu esperava que acontecesse.

Acontece que a Vueling, além de ser uma companhia low cost, é low quality. E, pelo que li, seus funcionários não têm regalias, nem direitos, nem nada. Nem hotel eles têm. A empresa é praticamente virtual. Se funcionasse poderia ser até invisível, o problema é que não rola.

O que aconteceu é que, na 4a. feira, quando embarcamos em Barcelona, chovia muito. Muito. Pegamos um ônibus até um ponto realmente muito distante no aeroporto, onde ficam as empresas low fare. Descemos do ônibus numa chuva terrível, enfiando o pé em 30 cm de água na pista e com a bolsa e a mala de mão na chuva. Não tinha tubo pra entrar. Era escada. Pra ajudar, as pessoas que entravam, faziam aquele bolinho para colocar as malas no compartimento e paravam a entrava. As pessoas ficavam na tempestade em pé. Eu e meu marido, inclusive.

Eu tenho CERTEZA que a empresa decidiu que não ía botar as malas no avião com aquela chuva. E todas ficaram ali, na tempestade.

Isso era quarta à noite, perto da meia noite. Cheguei na 5a. cedo em Tel Aviv sem as malas. Passamos o dia sem nada. Compramos algumas roupas básicas. Fomos encontrar Anita em Jerusalem sem presentes. A empresa disse que mandaria as malas que ficaram em Barcelona na 6a de manhã. Disseram que tinham localizado a mala do Isaac, ao menos.

Mas na 6a não chegou nada. Passamos o dia ligando pra Vueling, Iberia, Lost and Found do aeroporto. Fomos até o aeroporto pedir ajuda, entender a burocracia. Ficamos horas no Information, contando com a boa vontade dos atendentes. Liguei de novo para a Espanha. O rapaz disse que as malas estavam em Londres, no aeroporto de Heathrow. E que, se tudo desse certo, elas seriam enviadas de Londres para Tel Aviv no sábado de manhã.

Acontece que sábado de manhã, 11 horas, era nosso embarque para voltar pro Brasil. Sem malas!

Voltamos para o hotel na 6a à noite, saímos para comer alguma coisa porque não tínhamos comido nada desde o café da manhã. Nem apetite a gente tinha.

Jantamos e fui dormir chorando. Acordamos cedo para irmos ao aeroporto encontrar as malas no voo de Londres das 5:30 da manhã. O voo atrasou e chegou 6:40h. Queríamos desesperadamente entrar para ver se as malas tinham chegado, mas só tínhamos acesso à partida, não à chegada, já que nosso avião sairia horas depois.

Depois de muito implorar, encontramos um rapaz de boa vontade que nos disse que havia um ponto do aeroporto onde poderíamos ver pelos vidros, os cinturões com os carrosséis de malas. E que, pelo procedimento, teríamos que esperar todo mundo pegar as malas. Se as nossas estivessem lá, elas seriam recolhidas pelo Handling da British Airways, seriam reetiquetadas, entregues para o Lost And Found, que as catalogaria. Aí poderíamos entrar em contato e reinvindicá-las.

Corremos para o tal lugar, olhamos e.. lá estavam as nossas duas malas! Girando sozinhas. Não podíamos chamar, nem falar com o funcionário que lentamente foi recolhendo as malas uma a uma e começou a etiquetá-las. Estavamos correndo contra o tempo porque, se o horário desse, pegaríamos os presentes da Anita na mala do Isaac, iríamos correndo de carro de Tel Aviv até Jerusalem, entregaríamos tudo pra ela, voltaríamos pela estrada até Tel Aviv e embarcaríamos às 11 horas!

Pedimos tanto, suplicamos tanto, que o senhor da British resolveu nos ajudar. Chamou o Isaac para entrar no acesso às malas e, depois de uma burocracia light, digamos, ele saiu com as duas malas!  Totalmente encharcadas, mas inteiras. Pegamos as malas como estavam, sem abrí-las, botamos no carro. Eram mais de 8 e meia. Fomos para Jerusalem, uma hora de viagem. Felizmente estávamos no Shabat e tudo fica vazio.  Lojas não abrem, transporte público não funciona. Jerusalém estava vazia. Chegamos umas 9:30, entregamos as coisas para Anita. Abri minha mala para conferir e vi que estava tudo ensopado. Tinha roupa que dava pra torcer, sem exagero. Pegamos a estrada, voltamos para o aeroporto, chegamos quase 11 horas, nos perdemos pra devolver o carro, mas conseguimos despachar as malas novamente, do jeito que embalamos na 4a. feira e fomos para Paris esperar o voo da conexão. Que sufoco.

Pegamos o avião Paris São Paulo e hoje cedo, finalmente abri a mala que embalei na 4a. feira na hora do almoço. Alguns papéis, documentos se desmancharam na água, mas tudo bem. Talvez tenha manchado alguma coisa, mas ok, a mala estava lá. Os colares, molhados mas inteiros. A mala está furada e rasgada, mas não foi violada. Nós é que perdemos toda a viagem para Israel com o stress. Envelheci uns 4 anos em 4 dias.

Agora vou ver se tem algum jeito de ser ressarcida pela Vueling. E fica a lição: tudo o que é essencial agora vai na mala de mão. Mala despachada, só com coisas que podem ser perdidas. Porque eventualmente, serão.

Num mundo inteiro computadorizado, com a tecnologia à disposição, ainda faltam humanos para dar uma mão. A todos que torceram, ajudaram, nosso muito obrigada.

E, claro, a São Longuinho, que nunca me faltou.

Dei três pulinhos em Jerusalém.

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