Rosana Hermann

O vídeo do Unbox Therapy já tem mais de 6 milhões de views. E, sim, o iPhone6 entorta. Impressionante.

Dá até saudade do tempo em que as pessoas apenas batiam iPhones em liquidificadores no Will it Blend?

O The Verge também fez o teste da banana pra ver se ela dobra...

E o bambu?

Bem, o bambu, fica pra quem tem celular mais torto que... banana.

Quando as fotos de centenas de celebridades internacionais foram vazadas na Internet, a televisão correu para dar a notícia. O problema é que saber que aconteceu não significa entender o que acontece. Nem onde e nem como.

Uma âncora da CNN, por exemplo, perguntou para o entrevistado "Sabemos ao menos quem é essa pessoa ou website, o 4chan?"

Quer dizer, ela nunca ouvir falar do 4chan na vida, porque se tivesse não teria suposto que poderia ser uma pessoa. Moot deve estar rindo até agora.

O vídeo está aqui:

CNN Anchor: ‘Who Is 4chan?’.

Sendo a moça uma jornalista escalada para falar sobre o assunto, o mínimo que se espera é uma leve googladinha. Mas nem essa lição de casa a moça fez. Nem a produção fez pra ela.

E aí deve ter surgido o raciocínio da equipe do Mashable:

-Mas se tem jornalista que acha que 4chan é uma pessoa, melhor a gente explicar!

Pois aqui está o vídeo do Mashable explicando o 4chan.

Ah, em tempo. O Mashable não é uma pessoa. É o site mais visitado e prestigiado pela geração conectada que tem nele uma fonte confiável de informação. Foi criado em 2005 pelo escocês Pete Cashmore, quando ele tinha 19 anos.

21 de setembro de 2014 às 15h22

Manga, leite e trabalho infantil

Uma crônica sobre o quanto a gente pode pensar errado, mesmo tendo boas intenções. Ou exemplos. .

18 de setembro de 2014 às 19h35

Hoje meu filho faz 26 anos <3

Este bolo lindo que vamos comer logo mais é do meu filho. Minha filha Anita mandou fazer pra ele. Foi a Daniela Levy que fez. Sabor limão. Gabriel adora limão, como todos nós em casa.

O mês está intenso. Meu filho faz 26 hoje, minha filha faz 20 semana que vem, a Desiré, namorada do Gabriel fez 20 esses dias e eles completa um ano de namoro dia 21. Pra completar, nasceu meu sobrinho-bisneto, o Eric, filho do Daniel, que é filho da minha sobrinha Liana, que é filha da minha irmã, que não é Luiza, (Dorotea!) mas mora no Canadá.

Setembro está assim, muito amor, muito trabalho, muita vida.

E é sobre setembro que quero falar. Setembro de 1988.

No dia 31 de dezembro de 1987 eu acordei sozinha em minha casa. Não era casa, era um pequeno apartamento alugado de um dormitório, curiosamente bem perto de onde moro hoje. Eu tinha feito 30 anos e não sabia o que seria do meu futuro. O presente eu sabia. Era um amontoado de empregos e bicos para pagar o aluguel e as contas, tudo confuso e desorientado. Eu não estava apenas sozinha, eu estava perdida. Olhei pela janela e lembro de ter sentido medo de morrer. Não pela morte, mas por imaginar quantos dias se passariam até que eu alguém desse falta da minha existência. Meus pais moravam em Guarulhos, não falávamos todos os dias. Nos empregos iam sentir falta, mas ninguém ia me procurar desesperadamente. Eu não tinha ninguém realmente fixo, além de ex-maridos, ex-namorados, colegas de trabalho, alguns amigos. Mas ninguém que procurasse por mim com urgência. Se eu morresse naquela noite e tudo se acabasse, eu ia apodrecer até incomodar os vizinhos. Na verdade eu estava mais ou menos ... qual é a palavra, namorando? saindo? vendo? alguém. Alguém que definitivamente não estava sozinho na vida, como eu, mas que se irmanava a mim no diagnóstico claro de nossos males: infelicidade. Não éramos exatamente um casal. Éramos, sim dois sobreviventes que haviam chegado até ali com a força dos braços e o desespero das mãos e unhas de quem sempre se alça pra fora dos buracos em que a vida nos atira.

Triste, mas verdadeiro.

Naquela noite, eu sabia que mesmo com breves visitas à tarde eu entraria o ano Novo sozinha.

A tarde caiu, anoiteceu e à meia noite, sozinha e com medo de morrer, eu olhei pro céu e pedi pra uma estrela que talvez só eu estivesse vendo na noite clara e poluída de São Paulo, que eu pudesse ter um filho.

Ter um filho pra mim era um desejo praticamente impossível. Por que? Porque minha cabeça idiota viveu anos influenciada por um cara, imagine, um astrólogo picareta, incompetente ou ambos, que afirmou categoricamente que eu jamais teria filhos na minha vida. Aquilo que bloqueou de tal forma que mesmo tento tentado engravidar eu não conseguia. Sabe, a cabeça, ela faz coisas estranhas com a gente.

E ali estava eu, a física nuclear escritora bla bla bla, uma pessoa razoavelmente esclarecida e inteligente, perdida, olhando pra um ponto luminoso, com medo de morrer e pedindo pra gerar uma vida.

1988 chegou.
Nove meses depois meu filho Gabriel chegou ao mundo.

O nome dele é Gabriel Fernando. Fernando é uma homenagem a minha amiga Fernanda Leal Machado, que foi buscar o resultado do exame de gravidez comigo. Eu não tinha coragem pra ir sozinha buscar e abrir o envelope. Foi ela que abriu o resultado pra mim e viu o 'positivo'.

Quando sai da maternidade com Gabriel nos braços eu chorava sorrindo e sorria chorando. Eu era um caldeirão destrambelhado de hormônios, a mãe mais feliz do universo.

Pela janela do carro as ruas eram outras, as pessoas eram outras, nada mais era como antes. O milagre da multiplicação havia operado em mim. Havia um outro ser nos meus braços.

Quando a minha coisa mais linda Anita nasceu, senti outro milagre, o de me reproduzir. Uma menina que veio de outra menina que um dia eu fui.

E agora, setembro vem e me cobre com um manto de lembranças. Anita faz 20 anos semana que vem, Gabriel faz 26 hoje.

Sinto tanto amor por eles, sou tão feliz com Isaac, minha vida é tão milagrosa.

O mínimo do mínimo que eu posso fazer é agradecer todos os dias e repartir com todos os que ainda não tem. Os que tiveram e perderam. Os que talvez jamais terão. Se der pra repartir em bens, em trabalho, em matéria, vamos adiante. Se não for possível, também é bom compartilhar em textos, links, atenção e afeto.

O importante é saber que o mundo é uma grande usina de amor humano. E que somos nós os operários que temos que fabricar esse amor a partir da matéria prima a nossa volta.

E que mesmo quando o nosso trabalho acabar aqui, a missão deve continuar.
Porque é só isso que é eterno, o amor verdadeiro, humano e sincero.
Esse que molha o meu teclado enquanto termino de escrever.
Esse que me faz contar os minutos para nos reunirmos em volta da mesa e cantar parabéns.

A lição que fica? Se a vida te der um limão, faça um bolo e comemore, porque milagres acontecem.

18 de setembro de 2014 às 09h12

Alexandre Borges e Julia Lemmertz , fim de casamento

Primeiro eu vi isso:

ajpGDzO Alexandre Borges e Julia Lemmertz , fim de casamento
Alexandre Borges e Julia Lemmertz estão em crise – Blog da Fabíola Reipert – R7.

E hoje...

Y21eWRY Alexandre Borges e Julia Lemmertz , fim de casamento

Mas, enfim, á a vida.

18 de setembro de 2014 às 09h07

Favorite – pesquisa avançada do Google

Search pages you've visited

viaGoogle Advanced Search.

Guarde o link porque é MUITO útil.
usar o sinal de menos pra RETIRAR resultados da busca é básico e essencial também.

Se você quer procurar pulseiras, mas não quer que sejam produtos vendidos na amazon, digite no campo de pesquisa do google

pulseiras -amazon -alibaba

Dicas preciosas aqui! - https://support.google.com/websearch/answer/136861?p=adv_sitespecific&hl=en&rd=1

beijos!
ro

12 de setembro de 2014 às 10h24

Gente, o cachorro! A senhora! #morri

não guento

11 de setembro de 2014 às 13h11

Homepage do AppleWatch parece estampa da Desigual

A homepage com círculos coloridos em fundo escuro da homepage do AppleWatch lembra demais....

Apple Watch 11 450x400 Homepage do AppleWatch parece estampa da Desigual

...os círculos multicoloridos das estampas típicas da grife espanhola Desigual, que agora já tem lojas no Brasil

W 8996 normal 5 Homepage do AppleWatch parece estampa da Desigual

Foi inspirada nessas estampas das roupas que tenho da Desigual que fiz uma blusa de crochê com fundo preto e as mesmas bolas coloridas.

Se um dia eu comprar um AppleWatch vou combinar as estampas, como criança faz, pra ficar tudo combinando.
<3

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11 de setembro de 2014 às 09h05

Esse novo vício de publicar a opinião

7 de setembro de 2014 às 16h22

Muito prazer, Vitruviana

No meio da tarde aconteceu esse diálogo na timeline do meu twitter:

E assim rolou a conversa sobre o polimatismo, essa arte de fazer muitas coisas, mas não ser especialista em nada. E aí eu conclui de forma pragmática o que eu sempre soube de forma intuitiva: sou uma versão feminina da figura do Jack-of-all-trades, o faz-tudo, desprezado momentaneamente pela atual moda da especialidade. Sou uma mulher renascentista.

Assim que disse isso para o Thiago, olhei para o meu dia.

Acordei bem cedo e sai de casa sorrateiramente para levar os cachorros para passear. Por que? Pra não acordar ninguém em casa. Aproveitei o passeio para testar um 'spy glass', aqueles óculos que têm uma câmera dentro da armação. (Minha ideia original era usar os óculos pra gravar enquanto uso as mãos para fazer pulseiras de Loom Bands, mas não rolou ainda).

-testando, 1,2,3,testando-

Depois de tomar café da manhã e limpar a mesa, fui correr no Minhocão (NoJokesAllowed). Foi uma má escolha de horário, estava MUITO quente.

Voltei da corrida, tomei um banho padrão FIFA a-minha-grande-mágoa-é-que-SãoPaulo-não-tem-água-e-eu-preciso-me-lavar e decidi fazer ravioli para o almoço. Isso mesmo, ravioli. Há algum tempo venho acalentando o sonho de fazer ravioli em casa, por causa de um ~vídeo que eu vi na internet~. Nas férias aproveitei um passeio gastronômico para comprar um template de ravioli e não tinha estreado o bichinho.

E assim assisti uns tutoriais, remixei tudo na cabeça e fui pra cozinha fazer do meu jeito. Farinha de trigo + farinha integral, ovos das minhas próprias galinhas caipIRas, sal, azeite e braço. Fiz a massa, deixei na geladeira e fui fazer o molho de tomate. A partir dos tomates, mesmo. Cozidos, pelados, picados, refogados, basilicados e tudo mais. Em seguida fiz o recheio À la Lavoisier, com cottage que tinha na geladeira, uns pedacinhos de moçarela (Ai, ortografia) de leite de búfala, manjericão e parmesão ralado. E então chegou a hora de estender a massa em máquina.

Resgatei o long-lost pau-de-macarrão e fui fazer musculação no mármore da pia.

Cara, fiz foça, viu. Mas abri a massa beeeeeeem fininha. Ok, ok, não era um papel manteiga, mas ficou boa. Aí montei os raviolis, estreei o template de metal, cozinhei, botei o molho, ralei parmesão, botei folhinhas de basilico, servi. E em algum ínterim fiz uma saladinha The Flash.

Aqui o resultado, devidamente fotografado com um telefone a putanesca.

E aqui, a documentação da confecção do mesmo. (Porque se a gente não prova com fotos ninguém acredita, ô povo!)


O Processo (#NotKafka)

Depois tirei a mesa, lavei toda a louça, limpei o chão da cozinha e encerrei as atividades das áreas úmidas da casa.

Agora vou passar o resto do domingo escrevendo roteiros na área sexa. E, em algum intervalo, vou fazer minhas loom bands.

Agora me diz, eu sou a versão feminina do Jack-of-all-trades, né? Rosana-pra-toda-obra, o joker, a carta curinga. Daí este blog, há 14 anos ser definido como 'especializado em generalidades'.

Assim sou.
Assim somos.
Múltiplos.
Renascentistas.
Muito bom.

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