Rosana Hermann

11 de fevereiro de 2015 às 12h46

>—–> Jon Stewart vai sair do ‘Daily Show’

Jon Stewart to sign off 'Daily Show' - Feb. 10, 2015.

Mudanças e mais mudanças.

Enquanto Jon sai, Brian Williams, o âncora que mentiu, ao inventar que estava num helicóptero ,  foi suspenso por 6 meses. 

Aqui no Brasil, apresentadores nunca pedem pra sair. Ficam até a última gota de sangue. Ninguém quer largar o osso.

 

7 de fevereiro de 2015 às 11h11

>—> Nunca estive tão contente

 

Não estou em alta profissional. Não aconteceu nada de especial emocionalmente. Não tem motivo nenhum para eu estar assim, mas estou muito contente. 

Contente.

Do verbo conter. Explico.

Quando a gente vai se conhecendo, vai se entendendo e aceitando, modificando coisas aqui e ali, vamos compreendendo não só o sentido da nossa vida, mas o nosso tamanho.

O meu tamanho, volume, determina o quanto 'me cabe'.

Quanta comida cabe no meu estômago? E por que como além do que me cabe?

Quanto dinheiro preciso pra viver? E por que quero ter mais do que me cabe?

Quanto sucesso, prestígio, me cabem?

E assim, a gente vai descobrindo o próprio 'cabimento'. E ao preencher o que nos cabe, nos sentimos plenos.

Não estufados, como acontece quanto a gente come uma feijoada e repete todos os ingredientes. Apenas satisfeitos.

Pra se sentir satisfeito é preciso saber que temos limite, que temos um tamanho, que ao preencher o que nos cabe, podemos parar. Não é preciso estocar, encher um pouco mais. Apenas ficar satisfeito.

Não estou mais na TV. Pedi pra sair da Record News no final do ano passado. Não tenho mais o cargo de gerente de inovação no R7. Pedi pra sair no meio do ano que se foi. Tirei licença da FAAP e não estou dando aula nesse semestre. Acabaram dois contratos importantes que eu tinha. Estou praticamente sem renda. Há muitos anos não fico tão sem rendimentos. E, no entanto, estou contente.

Sim, ainda posto no blog, faço freelas. Dou palestras. Dou consultoria criativa para uma produtora, estou envolvida num projeto muito bacana de Internet, com gente fera.  E na torcida pra fechar um contrato temporário excelente. Trabalho eu tenho todos os dias. O que não tenho é renda mesmo. Agora.

Contentar-se é diferente de conformar-se.

Conformar-se é quando uma situação não pode ser mudada. Perder uma pessoa querida, sofrer um acidente que muda sua vida. Quando não dá pra alterar o mundo, o entorno, os outros, você é que tem que se 'conformar', adaptar a SUA FORMA pra comportar a realidade. Você tem que mudar sua FORMA, formatação pra que aquele novo fato CAIBA em você. Você altera o seu'cabimento', o seu 'contentamento'.

É parecido com a crise hídrica.

Você descobre que está gastando mais água do que precisa. Mais do que lhe cabe. E começa a administrar esse consumo. E descobre qual é seu cabimento, o cabimento do reservatório interior. E passa a gastar a energia que precisa, pra fazer o que quer. E consumir o alimento e a água necessários pra ter a energia pra fazer o que quer. E ficar contente com tudo isso.

Nunca estive tão contente.
Me arrisco a falar: me sinto feliz.

Completamente feliz.

Como na canção.

Beijo, Macalé!

 

Estou me sentindo assim: contente 
B1z7Bz7 >   > Nunca estive tão contente

7 de fevereiro de 2015 às 10h16

>—> Uma ótima entrevista sobre Intolerância

No post anterior publiquei a palestra que dei ontem na Campus Party, uma sequência tosca de slides com conteúdo real e comentários sinceros.

Screen Shot 2015 02 07 at 10.12.17 AM 640x346 >   > Uma ótima entrevista sobre Intolerância

Pois hoje eu ouvi uma entrevista na CBN, com o psicólogo Pedro de Santi, da Casa do Saber, que achei excelente. Muito esclarecedora e totalmente ligada ao assunto que tanto me interessa, que discuti na palestra, o comportamento troll, o hater.

Aqui o áudio da entrevista.

 

Te amo,Internet!

6 de fevereiro de 2015 às 13h13

>—–> Hoje eu dou palestra na Campus Party Brasil

16:30 horas, no palco Mercúrio.

TEma: Como lidar com a agressividade dos comentários da Internet.

 

Ah!

com 15 anos de blog, tô pronta pra isso!

 

te vejo lá

 

ro

3 de fevereiro de 2015 às 21h44

>—–> Você já tinha visto um microfone assim?

Estava vendo uns bloopers no YouTube e reparei nesse repórter com uma canopla de microfone com animação. Na verdade parece um celular no lugar da canopla, uma tela com um gif animado em loop. Mas é realmente um produto específico, uma canopla feita com 3 ou 4 telas de LED, com baterias que duram até 10 horas.

Mas se fossem celulares durariam mais, hein?

O Video Mic Flag é usado para propaganda 

videomicflag 640x519 >     >  Você já tinha visto um microfone assim?

 

Aqui o microfone em ação, que é usado no Superbowl desde 2012, aparentemente.

 

E no Brasil?

Alguém já usa?

Nunca vi. OU nunca reparei!

2 de fevereiro de 2015 às 15h31

>—–> Birdman, pra mim

Fui ver Birdman ontem. Ri muito. Gostei muito. Gostei muito, não, adorei mesmo. Porque 24 horas se passaram e eu ainda estou pensando no filme. E nas falas, nas cenas, em tudo. Tudo aqui inclui o primeiro xixi depois da película. Entrei no banheiro feminino com sua insuportável, recorrente e universal FILA e captei alguns comentários entre duas mulheres:

- gostou?

=gostei mais ou menos. Gostei mais do outro filme.

- eu também não gostei muito, não, não gosto desses filmes premiados.

Eu gosto de bons filmes, gosto do Iñarritu, gosto de dizer que gosto do Iñarritu porque ele é cool e cool é uma coisa que eu sempre quis ser na vida, mesmo residindo um tanto quanto longe desse endereço

E por que eu acho Bidman tão bom? Primeiro porque o diretor, o plano-sequência, os atores, o colorista, porque isso e aquilo que todo mundo diz mesmo. Mas o que eu gosto MESMO é do meio que fala do seu meio, do cinema que fala sobre o que é cinema, sobre a diferença entre ilusão, ficção, realidade, tudo embalado na pergunta o que é arte?

Tem um momento no filme que uma popular, uma voz, pergunta para o Birdman se aquilo é filme ou realidade. E ele diz "é um filme'.

Porque, veja:

 

1. Birdman é um longa metragem, um filme, cinema.

2. Esse filme  Birdman, conta a história de um ator de cinema, Riggan, representado pelo ator Michael Keaton, que fez sucesso com filmes no cinema, como Birdman e tornou-se popular e agora quer ter prestígio no Teatro.

3. Essa peça de teatro  foi escrita e dirigida ( e atuada) por Riggan. Na verdade foi adaptada de um conto chamado What we Talk about when we talk about Love, do Raymond Carver, que existiu de verdade. O conto também.

4. Riggan-Keaton se apresenta na peça dentro do filme, baseada numa ficção que existe de verdade e na 'realidade' dentro da ficção do filme, copia a história de fcção na realidade DA REALIDADE!

 

Entendeu?

Sim e não.

Porque, o que é a realidade? O que ficção? O que é arte?

O que é a mulher, figurante contratada pelo filme Birdman, gritando pro Riggan que é o Keaton, perguntando se ele está fazendo aquilo de verdade ou se é filme?

QUER DIZER

O Iñarritu simplesmente questiona literatura, teatro, cinema, crítica,Internet e as redes sociais de uma vez só, perguntando o que é sucesso, o que é prestígio, o que é ilusão e o que é verdade!!

O que é um tiro num conto, num teatro, num filme, na vida real? O que é voar, levitar? É de verdade ou é um efeito especial?

 

Enfim, eu estou até agora nessa viagem de ficção.

Isso é cinema. Isso é sucesso.

Birman me deu asas. Estou voando até agora.

Estou realmente levitando.

Nada pode ser mais real.

Mesmo sendo ficção.

 

 

Meu filho e a namorada foram viajar de navio. Uma semana. O cruzeiro saiu de Santos e foi para Montevideo, Buenos Aires e Punta del Este, se não me engano. Era só isso que eu sabia, além da data de partida, 25 de janeiro.

Filhos adultos não gostam de dar muitas explicações para a mãe, o que acho justíssimo. Mesmo quando a mãe sou eu.

Exceto pelo fato que, em sendo eu a mãe, eu conto com a Internet pra me ajudar nas minhas noias. Nóia number ONE de mãe é, isso mesmo: querer saber se os filhos estão bem e em segurança.

Comecei pelo meu aliado antigo, o Google.

-Google, meu querido, qual o nome do navio que partiu de Santos para Montevideo, num cruzeiro de uma semana, neste domingo?

E o Google:

- Splendour of the Seas.

- Ah, obrigada.

E do Google principal fui para seu afluente,  Google Images, pra ver o navio.

JbSFkAE >     >  Ninguém quer brincar de Internet comigo; então eu brinco sozinha mesmo

 

Também dei um rolê pelo Twitter, encontrei outras pessoas que partiram no mesmo cruzeiro. Encontrei vários tweets e fotos.

E ai eu me pergunteiL

- Será que não tem um tracker que mostra a posição do navio? Na linha do Flight Tracker, que rastreia os aviões?

E tinha! O SeaScanner!

Screen Shot 2015 01 27 at 18.14.39 640x482 >     >  Ninguém quer brincar de Internet comigo; então eu brinco sozinha mesmo

Fiquei 48 horas acompanhando o navio pelo mapa. Os dois primeiros dias, de domingo até terça, eram de navegação. Sem comunicação. O Wifi no navio é absurdamente caro. Os planos de roaming, idem. Combinei que ele só entraria em contato comigo na 3a, hoje, pra dizer que chegou em bem terra.

Eis que hoje, dia de ancorar, eu me perguntei:

- Será que não tem uma webcam ao vivo no porto de Montevideo!E tinha! Tive que olhar o mapa, o lado da chegada, escolher uma das seis câmeras no alto de um prédio em Montevideo e, finalmente, optar pela câmera certa mirando um determinado ponto do porto.

Screen Shot 2015 01 27 at 15.01.47 640x415 >     >  Ninguém quer brincar de Internet comigo; então eu brinco sozinha mesmo

Eis que, faltando uns 10 minutos, eu fiquei vendo a câmera ao vivo em tela cheia e.. navio a vista!

NAVIOCHEGANDO 640x474 >     >  Ninguém quer brincar de Internet comigo; então eu brinco sozinha mesmo

Fiquei vendo o navio chegar no porto. Pelo SeaScanner e pala webcam.

naviochegando2 640x474 >     >  Ninguém quer brincar de Internet comigo; então eu brinco sozinha mesmo

Não tinha erro. Eu olhei no mapa e olhei na câmera e era o navio!

Screen Shot 2015 01 27 at 15.02.00 640x473 >     >  Ninguém quer brincar de Internet comigo; então eu brinco sozinha mesmo

Screen Shot 2015 01 27 at 15.01.38 640x490 >     >  Ninguém quer brincar de Internet comigo; então eu brinco sozinha mesmo

Achei maravilhoso!

tentei compartilhar, ninguém quis saber.

ninguém.

Então resolvi brincar sozinha.

Aqui estou eu, a ver navios. online.

Acompanhando a chegada do navio pela webcam from rosana on Vimeo.

 

Pela tela o Mac, vi o navio chegando from rosana on Vimeo.

 

Se você quiser brincar também, dá pra ver o navio zarpando. Sai daqui a 3 horas e meia, 22:30.

Acho que vai estar escuro pra ver. Mas o link é esse. http://camaras.adinet.com.uy/inicio/index/14

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É janeiro no Brasil, é verão, o dia está lindo.
Quem vai querer lembrar do Holocausto, do extermínio de mais de 1 milhão de judeus só em Auschwitz, dos horrores e abusos do Dr.Mengele, das câmaras de gás?
Poucos.
Porque o ano novo mal começou, porque mesmo conectados pela Internet ainda olhamos os fatos como se não fossem com a gente.
Só que tudo tem a ver com a gente.
E com agora.

Sim, porque hoje, dia 27, quando o  mundo lembra a libertação dos prisioneiros do campo de Auschwitz na Polônia, pelo exército soviético basta ler algumas manchetes para ver que a intolerância está em todo lugar. A violência, os abusos, continuam vivos. No antissemitismo, na islamofobia, no preconceito, no ódio. Na crueldade do Estado Islâmico, nas crueldades do Boko Haram.

Nesse momento, há crianças e adultos vivendo na miséria, em condições análogas à escravidão, há mulheres sendo abusadas.

E como isso pode acontecer?

Como é possível que o Holocausto tenha ocorrido? Como foi que tantos foram coniventes com aqueles horrores?

Como disse um sobrevivente de Auschwitz, primeiro surgem os loucos como Hitler. Depois os seguidores dos loucos. A propaganda mentirosa que faz ainda mais loucos seguirem essa ideias. E ai vêm os coniventes. Os que apoiam secretamente em seu ódio. E finalmente,  o silêncio dos que têm medo e a indiferença do que pensam 'isso não é comigo'.

Mas é comigo.
É com você.

E por isso que tantos dizem "Somos todos Charlie". Ou Somos todos "Nisman".

Porque somos todos.

Somos todos judeus, árabes, cristãos, índios, ateus, somos todos brancos, negros, amarelos, vermelhos e azuis. Somos todos crianças e velhos. Somos todos a raça humana e somos todos seres vivos nesse Planeta.

E é por termos uma vida que precisamos do direito de vivê-la com liberdade, sem sermos subjugados ou punidos por nossas diferenças.

E é por termos direito a viver que ninguém pode nos julgar por sermos como somos ou sermos filhos de nossos pais, ou gordos, ou carecas, tatuados, gays, ateus, trans, altos, baixos, mudos, cegos, tetraplégicos, carecas ou por qualquer coisa que nos defina, física, mental ou espiritualmente, do lado de dentro ou de fora. Ou pelas nossas escolhas. Contanto que a gente não faça mal a ninguém, não cometa crimes, não provoque sofrimento no outro, a nossa vida tem que seguir de forma livre SEMPRE.

E para que você, seus filhos, pais, amigos, todos, possam ser livres, é preciso abrir mão do ódio ao diferente. O ódio ao desconhecido. Do ódio.

De todas as formas.

Online. Anônima.
É preciso abrir mão até mesmo do ódio passageiro.
Das brigas do Facebook. Dos comentários ofensivos.
Todos os dias a Internet nos dá ao menos um tapa na cara e mostra o quando a tecnologia evoluiu e o ser humano não.
A saída é uma só: quando um sentimento de ódio ao outro chegar, mande-o embora. Não alimente o SEU troll, aquele que habita em você.

É preciso tomar cuidado também com a inveja, o recalque, a cara torta, o preconceito, porque todos eles podem levar ao ódio que acaba desembocando na violência e nos horrores de que somos todos capazes.

Porque somos todos capazes de coisas horríveis.

Há 70 anos, no dia 27 de janeiro de 1945, o exército soviético libertou os prisioneiros do maior campo nazista em Auschwitz, sobreviventes dos mais impensáveis abusos que um ser humano pode suportar. E, apesar da felicidade dessa libertação dos nazistas, muitas mulheres judias foram estupradas  pelos soldados soviéticos que as libertaram. Muitas foram estupradas e em seguida, estranguladas.

É muito triste falar disso hoje. Num dia de sol no Brasil, em pleno verão.
A gente quer viver, ser feliz, e ficam falando disso.

Mas se a gente não lembrar, se fingir que não aconteceu, seremos nós os loucos. Ou seguidores de loucos. Ou apoiadores silenciosos. Ou os indiferentes que acham que, afinal, nada disso é com a gente.

 

 

 

 

 

 

 

26 de janeiro de 2015 às 14h48

>—-> Daniel Alves choca o mundo ->

mH2w3xG >    > Daniel Alves choca o mundo  >

-> com tênis de ursinhos; veja - ESPN.com.br

Daniel Alves choca o mundo com tênis de ursinhos; veja - ESPN.com.br.

São ursinhos DOURADOS!

Cachinhos dourados!

nG8dNMu >    > Daniel Alves choca o mundo  >
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