Rosana Hermann

24 de março de 2005 às 17h37

Anoiteceu

Mas não ouvi nenhum sino gemendo. Conectei à rede e fiquei feliz em saber que mais um sequestro chegou ao fim. A mãe do jogador Rogério foi encontrada. Também vi a chamada na home do UOL sobre o caso sanduíche-iche, mas a gente já tinha falado de tudo isso ontem, quando saiu a primeira e exclusiva matéria no Diário de Pernambuco, que começou fechada e depois, abriu pra todo mundo.

Aqui no litoral, o dia acabou, a chuva não pára e os pernilongos vieram visitar.

 

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24 de março de 2005 às 12h49

Mareada

Fiquei enjoada ( mais ainda ) vendo um barco tentando voltar, sem conseguir. Parecia que ia ser engolido. Assustador. E um louco, num dia desses, de mar agitado e perigoso, na chuva, de caiaque. Saí antes de saber se eles ficaram bem. Tomara.

24 de março de 2005 às 09h51

Cordel pra Severino

Odorico Paraguassú,
Sinhozinho, Bush, anão.
Nem mesmo a melhor das piadas
me faz rir de coração
Esse homem me dá medo,
não quero ver ele não.

Não falo de nada que é físico,
não comento o corporal
Me incomoda a atitude,
o projeto pessoal
Esse homem, Severino,
me parece ser do mal.

Fala coisas que não deve
Faz coisas que D'us duvida
Contrata a família e defende
quer mandar na nossa vida
Aumenta salário de rico
na cara de gente sofrida.

Não entendo de política
pra compreender o sucedido.
Como ele foi parar lá?
Foi algum doido varrido?
Foi uma brecha da lei?
Azar ou mal entendido?
Eu não sei dizer, sei não.
só sei que estou irada:
voltamos a viver no Brasil
o velho clima de piada:
tem gente que na vida pública
o que sempre faz na privada.

Rosana Hermann

 

PS - Por curiosidade, fui ver no registro.br se o severino.com.br estava ocupado e deu que o "O domínio SEVERINO.COM.BR não pode ser registrado por estar penhorado por ordem judicial".

 

24 de março de 2005 às 09h39

Conjecturas

É normal. É assim. É a vida. Quando eu era diretora artística na Rede Mulher, recebia muitas propostas de programas, projetos e pilotos. As mulheres bonitas queriam fazer programa sobre beleza. As mulheres que emagreciam queriam fazer programa sobre saúde. As mulheres malhadas propunham programas sobre fitness. E todas, todas as mães de primeiros filhos tinham a idéia de fazer um programa sobre bebês. As mulheres mais cabeça queriam fazer debates. As mais alternativas, sobre terapias naturais. Todo mundo está certo. Porque nada pode ser melhor do que descobrir o que se é, aceitar o que se é e ter alegria nisso. Daí, o desejo de propagar-se.

Sem contar que tudo vai e volta. As revistas eletrônicas, os reality shows, as pegadinhas, os talk shows, as ondas de coisas nojentas, os programas de violência, os barracos na tv. Tudo vem e vai em ondas novas e velhas. Agora, a onda é o humor de paródia. A paródia em geral. Todo mundo imitando Silvio Santos. Outro dia, 3 emissoras tinhasm seus Silvios no ar, inclusive o verdadeiro. Há mais de dez campanhas de tv com comerciais que tocam paródias de músicas consagradas.

E de novo, é Páscoa. E os programas de jornalismo, claro, falam de bacalhau, chocolate, consumo. O que abre e o que fecha no feriado. Rádio é repetição e conversa fiada. Entretenimento, polêmica e ficção, é televisão. Revista é variedade e distração. Jornal é informação. Internet é velocidade, agilidade e expressão. Arte é criação. Tudo junto, é comunicação.

 

24 de março de 2005 às 08h26

Carta Capital

Fiz um Su & Cida em resposta ao belo anúncio de hoje da Carta Capital, que mostra Paulo Coelho na capa da Veja, Paulo Coelho na capa da Época e Paulo Coelho na capa da Isto É. E, à direita, a capa da Carta Capital, com a manchete 'Dantas a pique', dizendo 'nada contra os coelhos mas aguém tem que cuidar das raposas'. Muito boa.

24 de março de 2005 às 08h19

Bom dia

Friozinho, feinho, cinza, esse é o dia que temos. Mas está ótimo. É um dia. Novinho. Dá pra começar e terminar mil coisas. Como um lauto café da manhã.

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23 de março de 2005 às 23h28

Feriado

Vou passar os feriados na praia. Por isso, já troquei a foto da barra mostrando São Paulo do alto por uma visão do mar. Com chuva ou sem chuva a opção é me molhar. Me olhar. Jogar os olhos no além mar.

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23 de março de 2005 às 22h05

Direto do Túnel do tempo

Enquanto amargo o fato de que o Guaraní acaba de marcar um gol no São Paulo, num jogo de polo aquático, vejo arquivos do farofa do ano 2000. Acabei de achar o CD. Leio e releio textos muito antigos e já neles, falo de pessoas que até são meus amigos, com o Armando Miller, a Cláudia La Japa, a Denise Valente, o Danilo Leite Fernandes, entre tantos outros. Cinco anos de amizade online é metade da idade da Internet. Acho graça ao escrever sobre o dia da água no ano 2000. Foi ontem.

Yes! Gol do São Paulo!

 

23 de março de 2005 às 19h21

Chorei

Não, não é TPM. Nem desequilíbrio hormonal, menopausa, nada. É alguma coisa que está presente em todos os dias do ano e faz chorar. Vendo uma matéria no jornal da band, de Curitiba, mostrando uma menina com paralisia cerebral. A mãe e o avô sempre a estimularam, perceberam que ela era capaz de compreender e poderia responder aos estímulos. Ensinaram a menina a ler e a escrever. O Avô inventou onze aparelhos simples pra acoplar um mouse à cadeira de rodas. Ela mostra letras na tela uma a uma e escreve frases. Um dia, escreveu para a mãe: 'não sei andar, não sei falar, mas sei te amar'.

Eu que só sei chorar, comecei a fazê-lo. Depois, a repórter foi contando a história dela. Ela escreveu 22 livros infantis, assim, soletrando as palavras. Fala de amizade e do cuidado com o meio ambiente. Um menino que deu entrevista, estava chorando também. Quando a matéria acabou e o Carlos Nascimento deu boa noite, achei que ele também estava com os olhos úmidos.

Sabe, essas histórias de amor e superação, mexem com a gente. A gente. Que reclama de barriga cheia num corpo saudável. Bateu fundo.

PS - O nome dela é Adriana Gumz.

 

23 de março de 2005 às 18h40

Museu de grandes novidades

schrubles Museu de grandes novidadessbrubbles Museu de grandes novidades

Hoje mesmo eu vi esta expressão no jornal. Jotabê Medeiros usou-a citando Cazuza. O museu não pára de crescer. Dou um exemplo:

Vi agora, um comercial do guaraná Schin. Começou super bem, muito legal mesmo. Quatro carinhas conversando, uma delas dizendo que o primo foi abduzido. Hilário.  Eu estava adorando. Divertido, simpático, diferente. Até chegar a assinatura. Guaraná schin tem muito mais schrubbles. Não curti, porque é a mesma coisa que uma velha campanha da rádio Transamérica, que perguntava o que era sbrubbles. Sem contar que o Juca Chaves já tinha algo parecido, o selo Sdruws. Ou será que os criadores do sbrubbles são os mesmos do schrubbles? Eu entendi, o som da palavra tem a ver com bolhas, bubbles. Mas não é muito inspirado nos sbrubbles da Transamérica?

Bom, mas eu não sou target de guarana schin. E a campanha do sbrubbles é velha. Deve ser nova pra quem ... é novo.

 

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