Rosana Hermann

22 de março de 2005 às 19h11

EEUU

Quem pode entender a cultura americana da era Bush? Enquanto os republicanos conservadores lutam para manter viva uma mulher-vegetal cuja família quer abreviar seu inútil sofrimento, por puro interesse eleitoreiro, mais um adolescente nazista, louco e armado, provoca um massacre que resultou em 9 vidas perdidas.

22 de março de 2005 às 18h59

David Letterman

timeletterman David LettermanUma notícia do Yahoo diz que o apresentador do Late Show, David Letterman, agradeceu no ar nesta 2a. feira, aos agentes policiais que ajudaram a impedir que seu bebê fosse sequestrado.

O suposto plano de sequestrar o bebê a babá culminaria com um pedido de resgate de 5 milhões de dólares.

Aqui no Brasil, lamentavelmente, o número de seqüestros de crianças também está aumentando.

 

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22 de março de 2005 às 18h46

Sexo

Desisto de entender o ser humano, mesmo sendo um. Sempre achei que sexo fosse uma coisa bacana, feliz, intensa, amorosa. Que a palavra 'sexo' pudesse estar ligadao a um sexto sentido, que fosse a união de todos os outros, um portal para o milagre que todo ser humano traz em si, o dom da procriação. Que a intimidade do sexo frequente e feliz fosse uma espécie de carimbo de renovação da vida no planeta. Fazer sexo com prazer é nascer de novo.

Mas devo ter uma visão naïve, tola, utópica do sexo, porque tirando a Sue Johanssen, o mundo inteiro parece ver sexo como sacanagem, banalidade, pornografia, doença, comércio, perversão. Não há nada que explique que, no século XXI, as pessoas ainda tratem o corpo humano nú como se fosse um segredo sórdido, um mistério, um pecado. Mas o fato está em todo lugar. Primeiro, leio que um rapaz foi preso no Maranhão porque mantinha sites pornográficos mostrando fotos de garotas nuas que, ou eram montadas ou eram enviadas pelos namorados das mesmas. Boçalidade pura.

Num outro link leio que as três palavras mais usadas por spammers estão ligadas ao sexo. Ou à falta de orgasmo e ereção. Claro, num mundo onde ninguém trata o sexo com o respeito e a naturalidade devidas, é meio óbvio que a falta de prazer genuínio seja a primeira conseqüencia.

É uma pena que as pessoas não consigam ter uma vida sexual feliz, satisfatória, constante. É triste constatar que o prazer do sexo, que poderia ser um direito de toda criatura humana tenha se transformado num canal de frustrações, medos, complexos. A impressão que temos pelos spams e pela indústria farmacêutica, ao lado do comércio da carne, da prostituição infantil, da pedofilia e outros quetias, é que boa parte das mulheres não sentem prazer, não são felizes com seus corpos, não tem parceiros que as satisfaçam e que, a outra metade, a dos homens, seja composta de inseguros, apressados, com ejaculação precoce ou com problemas de disfunção erétil. Se não fosse verdade, o Viagra não seria o remédio mais vendido do planeta Terra. E não teríamos tantas mulheres que acreditam que sexo só é privilégio de quem tem um corpo perfeito, uma espécie de prêmio que o homem concede a quem mantém as medidas corretas.

Que pena. Eu pensei, que todo mundo fosse filho de papai noel.

 

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22 de março de 2005 às 06h53

Parabéns

Parabéns mesmo, ao Paulo Coelho, escritor mais lido do mundo. Parabéns também por produzir uma obra que revela tanto as diferenças entre 'público' e 'crítica', como se a 'crítica' não fosse público e o público não tivesse condições críticas para avaliar o próprio gosto. Paulo Coelho, diz o Estadão, é a amado por seus leitores e odiado pela crítica especializada. Parece um koan, uma incoerência insolúvel que nos remete à reflexão. Por que os especialistas, os que sabem ou pensam saber, odeiam algo que todo mundo ama? Porque os críticos odeiam o público? Porque o público em geral, a massa, por estar na média e portanto, mediocrizada, não tem refinamento? Por que toda uninimidade é burra?

Não sei.Mas o fato suplanta a opinião. Paulo Coelho é lido no mundo inteiro. Porque as histórias agradam e o texto é fácil de ler. Como o Código Da Vinci, talvez até mais, não tem pré-requisitos. Você não precisa saber nada para ler o livro, basta lê-lo, é auto-explicativo. É literatura, de texto simples, do tipo que você lê da capa à contra-capa sem recorrer uma única vez ao dicionário ou perguntar pro vizinho ao lado o significado de uma palavra. Tem gente que não gosta, tem gente que gosta de coisas complexas porque nos dá a sensação de erudição e inteligência que tanta gente busca, para encontrar alento no sentimento de superioridade.

Eu também entendo essa busca. Desde os primórdios da civilização o homem busca pontos altos para erigir seus castelos e fortalezas. Do alto a gente pode avistar o inimigo e assim, precarver-se para a luta. Mas...quem quer guerra? Não seria melhor viver em qualquer ponto topográfico sem pensar em briga?

Talvez, não. Li hoje mesmo no Quiroga que as pessoas adoram uma briga. Adoram mesmo. Com ou sem motivo. Com ou sem sua participação. Brigar, para algumas pessoas, é sinônimo de estar vivo. Algumas pessoa pioram com a idade, brigam mais ainda, lutando por uma vitalidade que se vai.

Vou cuidar da minha e correr um pouco antes de sair pra trabalhar.
Beijos.

 

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22 de março de 2005 às 06h29

Apesar de tudo, bom dia

Essa semana sem sexta-feira vai cair como um luva, um bálsamo, um alívio para o corpo e a alma. Quem sabe a gente consiga tirar umas férias mentais desses assuntos de Severinos, escândalos, julgamentos. E agora, mais um estudante americano que sai atirando e mata todo mundo antes de se suicidar. Nessas horas é que a gente tem que desejar e construir um bom dia. Bom dia, mesmo. Apesar dos pesares.

21 de março de 2005 às 22h44

Antes de dormir

Se você estiver em Santa Catarina, me faz um favor? Não toma caldo de cana, tá? A coisa tá feia. Alarmante mesmo. Cuide-se. Em qualquer lugar do Brasil. Ou do mundo.

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21 de março de 2005 às 22h27

Efeito Maria do Carmo

Meus amigos na agência acham que Jean vai ganhar o BBB5. Acham também que ele merece, porque é um bom ser humano, batalhador, jogador limpo, sincero, culto, sensato e mais uma lista de virtudes que não sou capaz de repetir sem exagerar. Senti, intuitivamente, que a visão que todos têm de Jean é muito semelhante que as pessoas tinham do personagem Maria do Carmo em Senhora do Destino. Deve ter alguma onda de vibração nacional reconhecendo as pessoas que lutam por uma vida digna e um mundo melhor. Ou isso ou eu estou chapada de sono, delirando conjecturas televisivas. Fazer o quê, trabalho com isso há 22 anos.

21 de março de 2005 às 22h11

Saybox

sayboxlista SayboxO Saybox permite 25 ícones personalizados para frequentadores. Cada uma das pessoas da lista ao lado recebeu um avatar em miniatura para usar. Todos estão ativos e comentando. Uns mais, outros menos. Rabugento por exemplo, leva o troféu Saybox de maior comentarista: 717 mensagens.

O Shoutbox, continua ativo também, uma espécie de sala particular. Para visitá-lo, é só clicar na foto. Acho que todo mundo já sabe, mas se alguém quiser um avatar pessoal para usar em todos os sistemas de comentários do Haloscan (usado aqui), é só ir até owww.gravatar.com . Demora mas funciona.

Por enquanto é isso. Meu recreio está acabando e amanhã é dia de gravação, aquele dia mais louco da semana. Entramos no estúdio e não vemos mais nada, a não ser trabalho. De vez em quando, conecto pelo celular, mas demora e sai caro, o que praticamente inviabiliza a comunicação. Agora, com o celular, melhorou.

Confesso que estou cansada e abatida, como uma aluna que estuda e estuda e continua tomando pau da vida. Mas é assim mesmo. Você vai bem em biologia e bomba em química. Ou adora português mas não entende geometria. Sem contar que ao longo de toda história escolar, tem sempre um professor que persegue você gratuitamente. Boa noite. Vou dar um giro pela rede. Volto logo. Aceito doações.

 

 

 

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21 de março de 2005 às 19h08

Kiwi

kiwi KiwiPesquisando sobre a imigração italiana no Brasil, para fazer o segundo roteiro que gravamos amanhã, encontrei aFenakiwi. Eu já conhecia feira da uva, do caqui, do figo, do morango. Mas festa do kiwi pra mim, é novidade. Vou adicioná-la ao meu repertório.

O site, além de informações sobre a feira, traz receitas que jamais imaginei conhecer, como o Cheesecake de Kiwi.Parece bom. Mesmo porque kiwi é meio que um morango do partido verde.

21 de março de 2005 às 18h23

Atalhos

Não tem jeito, quem quiser poupar a mão e minimizar o número de cliques no mouse, tem que aprender os atalhos. De vez em quando, escapa um, como o atalho para maximizar janelas no Windows XP. Acabei de aprender: Alt + espaço + X
Pronto, agora eu tenho um pouco mais de liberdade no teclado.
Demorou, mas veio.
Liberdade, ainda que tardia.

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