Rosana Hermann

7 de abril de 2005 às 11h11

Por falar em TV

Não, baby, não estou cuspindo no prato que comi. Ainda como nele. Mas, convenhamos, se houver só duas opções é melhor cuspir no prato no qual se comeu do que comer num prato em que se cuspiu.

Fato é que o nível da tv aberta está piorando a olhos vistos, em todos os sentidos. A ocupação do dito horário nobre noturno é assustadora, genericamente falando, com raras exceções. Começo a ouvir frases do tipo 'o governo não vai tomar uma providência?', 'como é que o ministério público permite?' ou 'por que não caçam cassam a concessão?' Não é novidade. Mas as coisas pioram (ver post abaixo)

Ao procurar um logotipo para esse tipo de programação trash, cruzei com um blog alemão (onde estava o logo) com o seguinte texto em inglês, traduzido livremente aqui:

Jogue sua TV no lixo

A televisão suga você, consome sua energia e diminui sua capacidade de pensar. Sentamos passivamente, diante de uma caixa que nunca permite que a gente discorde, interaja ou responda. Absorvemos o artificial, o falso, o noticiário patrocinado disfarçado de verdade, o seriado plástico disfarçado como uma vida vibrante.

Ela não é sua babá; não é sua melhor amiga; não é arte; não é exercício. Use com moderação. Desligue a tv e use este tempo para amar, brincar, pintar e ler. Jogue sua TV no lixo."

Claro que a realidade brasileira não é a mesma de outros países. E que há belíssima produções na tv brasileira, ótimos profissionais, coisas realmente artísticas. Veja o caso da minisérie Hoje é dia de Maria, um primor. Mas o texto nos faz pensar. E o movimento já existe. Tem até broche pra botar na roupa. Trash your TV.

No Brasil, acho que não rola. Mas um "TV, use com moderação", acho que pega.

PS - Lembra, Titãs? A televisão me deixou burro muito burro demais?

7 de abril de 2005 às 10h51

Alçapão

No filme Verônca Guerin, há um breve diálogo entre a jornalista e um bandido que é seu informante. Num lugar aberto, os dois marcam de conversar. Depois que praticamente tudo deu errado ela vira pra ele e diz:

-Things can't get any worse.

E o bandido, experiente e sábio:

-Things can ALWAYS get worse.

Algumas produções de programas na tv brasileira provam isso na prática. Palmas pro bandido. Por isso mesmo, decidi viver a segunda metade da minha vida sem ter que me expor a esse lixo. Torcendo, é claro, para que eu chegue aos 94...

Dúvidas?

7 de abril de 2005 às 10h11

Alçapão

No filme Verônca Guerin, há um breve diálogo entre a jornalista e um bandido que é seu informante. Num lugar aberto, os dois marcam de conversar. Depois que praticamente tudo deu errado ela vira pra ele e diz:

-Things can't get any worse.

E o bandido, experiente e sábio:

-Things can ALWAYS get worse.

Algumas produções de programas na tv brasileira provam isso na prática. Palmas pro bandido. Por isso mesmo, decidi viver a segunda metade da minha vida sem ter que me expor a esse lixo. Torcendo, é claro, para que eu chegue aos 94...

Dúvidas?

7 de abril de 2005 às 08h20

Severino

Dizem que toda pessoa tem duas chances de dar alegria aos outros, uma quando chega, outra quando vai. Severino Cavalcanti foi. Para Roma, na comitiva do Lula. Parece que Lula o levou para que ele não ficasse 4 dias como presidente, o que seria uma tragédia grega, mitológica. Assim, num esforço hercúleo, impediram um vexame homérico. Se bem que ter Itamar Franco ainda no governo não fica longe de um vexame.

Fui correr e meditar sobre esses assuntos.

7 de abril de 2005 às 08h16

BBB por dentro

Bruno Motta me passou o link mais interessante que já vi sobre os bastidores verdadeiros do Big Brother Brasil. Uma entrevista com Fernanda Scalzo. Mesmo que você não goste do programa, vai gostar de ler a entrevista. Nem que seja só para ler a frase de Godard "o cinema não é o reflexo da realidade, mas a realidade de um reflexo."

7 de abril de 2005 às 07h56

Bom dia

A capa do caderno 2 de hoje (do jornal O Estadão) é o personagem blogueiro Adolar Gangorra, representado pela foto de um velho sacudo de cuecas e bengala, que, atrás de um paletó e debaixo de um balde amarelo de plástico que lhe cobre a cabeça, segura o mundo em uma das mãos, talvez um ato falho que indique seu desejo de dominar o mundo também fora da web.

Não o conhecia, mas li toda a matéria. (igual a esta) (até agora são 174 resultados no google, que devem aumentar consideravelmente. ) Ele tem um texto famoso que circula na web, originalmente publicado num zine, uma análise humorística da letra da música Eduardo e Mônica chamada Mônica e Eduardo. (é muito engraçado.) Tem também outro texto sobre Los Hermanos. (ainda não li) Vai lançar um livro e um site próprios. A tônica da matéria é toda em cima de um fato, o fato de Adolar Gangorra ser anônimo.

A reportagem, que falou com ele por telefone, faz disso o ponto alto, o anonimato. Diz apenas que ele tem 29 anos e fez faculdade em Brasília. Então, como qualquer pessoa faria, levantei da mesa do café da manhã, cambaleando em minha camisolinha de algodão puro, toda estampadinha, entrei no registro.br, digitei adolargangorra.com.br e encontrei o nome do responsável pelo site. Colei o nome completo na barra do google e achei uma monografia de um aluno da UnB, a Universidade Federal de Brasilia.

Se este rapaz for o personagem encontrado com 3 cliques, vou começar a rever meus conceitos sobre anonimato e sobre o Estadão.

Ah, sim, e o Pensar enlouquece já tinha falado sobre ele, num post sobre 15 minutos de fama. De qualquer forma, vale o conselho aprendido no Mágico de Oz, se você quiser ir em busca da ilusão da fama, siga o tijolo amarelo. Ou esconda-se embaixo de um balde.

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6 de abril de 2005 às 23h10

Quinta

Já é quinta. Comecei bem o dia, com o primeiro roteiro pronto. O segundo ficará pronto hoje de qualquer jeito. Também fiquei feliz com uma decisão/atitude: não vou mais assistir programa porcaria na TV, nem pra criticar. Não vou gastar minha vida útil com coisas que não merecem dois minutos de atenção. Sabe,pra tudo na vida tem que manter um nível mínimo, abaixo do qual não se pode descer. Tudo o que fica abaixo, está fora.

Fonte original imagem

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6 de abril de 2005 às 22h09

Recreio

Não acreditei quando vi o resultado do jogo do Corinthians, que precisava fazer 4 gols a mais que o adversário e fez. O goleiro do Cianorte tomou cada frango que eu fiquei na dúvida se ele trabalhava numa granja ou se tinha sido comprado pela MSI. Já no jogo do Santos, aqui em casa, até o segundo tempo foi só sofrimento. Agora, melhorou. Já estou até conseguindo escrever. Fiz um breve intervalo no meio do primeiro roteiro. Pra pedir ajuda divina. Tem dias que eu queria experimentar a sensação de deitar no sofá da sala.

6 de abril de 2005 às 20h39

Adivinha?

Tenho dois roteiros para fazer. Novidade, não? A roteirista que selecionei ainda não pôde vir até a Synapsys para conversar, aliás, mas vou continuar lendo os emails que recebi porque é sempre bom ter contatos de roteiristas profissionais à mão. Aliás, por falar em roteiro, o Receitas da Vida deste sábado é com o chef Emmanuel Bassoleil.E no outro sábado...é com o Isaac, temperos e temperamentos, muito legal!

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6 de abril de 2005 às 19h37

SMS

Mandei mensagens pelo celular durante o caminho mas... não chegaram. Devem ter se perdido no congestionamento próximo ao estádio do Pacaembú, onde o Corinthians está jogando.