Rosana Hermann

13 de março de 2005 às 19h54

Ondas

Fomos do homem aranha dançando o aserejê para o gordinho americano dublando o numa numa ê. E do flash do mamute para a entrevista do sanduíche-iche. Quem foi do ICQ migrou para o MSN, quem era Orkut virou Gazzag, fotos do textamerica migraram para o Flickr, blogs do blogger.com foram para o movabletype. As notícias minuto a minuto dos portais deram lugar ao feeds dos agregadores. Os fios morrem lentamente com a ampliação do wifi, assim como os telefones fixos já morreram diante dos celulares. O Skype ganha espaço que já foi de outros comunicadores com voz. As ondas de novidade não param. É bom ter uma prancha por perto. E uma bóia de patinho.

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13 de março de 2005 às 19h23

Risos e Lágrimas

Estava eu tentando escrever e vendo o Pânico, entre risos de constrangimento e de diversão quando resolvi mudar de canal. E parei no programa da Oprah Winfrey, no GNT. Em poucos segundos, meu coração apertou. Uma matéria mostrava imagens de Ruanda, país africano que viveu um holocausto, há dez anos, quando milícias dominantes dizimaram um milhão de africanos de minorias étnicas. Um milhão de pessoas. O mundo pergunta como o mundo deixou que a Alamanha nazista matasse 6 milhões de judeus sem fazer nada. Acho que foi da mesma forma que este mesmo mundo, agora no século XXI, permitiu que um milhão de africanos fossem dizimados sem fazer nada.

A matéria então mostra uma aldeia onde vive uma moça que além de ter sido estuprada, viu sua família inteira, 16 pessoas, serem assassinadas por espancamento. Uma por uma, na sua frente.

Oprah anuncia para a câmera que esta moça, está ali, ao vivo, e vai entrar em seu programa, vinda direto de Ruanda. O auditório inteiro levanta e começa a aplaudir. Lágrimas correm lá, naquele momento registrado numa fita que é exibida lá e me faz chorar ao vivo aqui. Oprah apresenta a tradutora e começa a breve entrevista com ela. Pergunta que espécie de espírito tem uma pessoa que consegue sobreviver a tudo isso, ao estupro e ao fato de ter testemunhado o assassinato de sua família. A moça diz que primeiro, todos os sobreviventes estavam na mesma condição e, segundo ,que havia muitas crianças sobreviventes que precisam ser criadas e ela não podia passar esse sofrimento para elas.

Oprah pergunta se ela ainda tem um sonho. Sim, ela sonha em fazer faculdade. Opra diz que a emissora está oferecendo a ela todos os estudos para ela se formar. A moça, uma negra alta de olhar sereno, diz em ingles que ela quer se formar e ter um bom emprego.

Fiquei muito, muito emocionada. E pensei que, da mesma forma que é divertido rir da irreverência do Vesgo, equilibrando-se de forma frágil sobre o muro do desrespeito em nome do entretenimento, que trabalha o humor delicioso do nonsense na corda bamba do constrangimento, que oferece através das sandálias da humildade um antídoto contra a arrogância que ele não percebe ter também, é importante buscar na TV outras dimensões para o sentimento, como a educação, a cultura e a experiência humana.

Rir limpa a bile do fígado. Chorar lava o espírito.

 

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13 de março de 2005 às 17h46

Circão do Faustão

Hoje, na praia, pesquei uma daquelas conversas de vizinhos. Aliás, uma roda com uns seis casais, todos um pouco alcoolizados, rindo e falando bem alto. E o que eles diziam? Que depois da praia íam assistir o Faustão falando um monte de M. Agora entendi. Faustão hoje tá que tá. Parece um circo. Não sei se é sempre assim, mas esse 'se vira nos 30' tá uma palhaçada total. Um convite pra assistir o Pânico. Que aliás, entrou na onda que tanto comentamos aqui, a onda Trash, de Bozo a Gretchen, passando por Perla, Nahim e Sérgio Mallandro. Mechã da carteira de estudante e da noite trash na vila olimpia que vem aí.

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13 de março de 2005 às 17h20

Roxo é Tendência

blusaroxa Roxo é TendênciaAcabei de ler que roxo é tendência, agora também para vivos. Mas não é para exagerar. Senão a peruada compra tudo em tons de roxo e lilás da cinta elástica ao porta-silicone. Lilás é lindo e é tido como uma cor de boas vibrações. Mas calma lá, prá não ficar todo mundo com cara de forro de paletó-de-madeira.

Ao ler a notícia, fiquei também imaginando se algum advogado de defesa usaria este argumento alegando que Netinho teria dado uns sopapos na cara da mulher pra ela ficar na moda.

OK, ok, péssimo post. Tudo bem, era só uma desculpa pra fazer um intervalo no trabalho. Voltei.

 

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13 de março de 2005 às 16h43

Vixe-ixe

sanduicheiche Vixe ixeEstou na pilha pra escrever, atrasada, com calor. Mas compromisso é compromisso. O tema ainda é o sanduíche-iche. Denis gentilmente mandou um email cheio de links com criações de internautas a partir do tema. Acho legal e tal e coisa e mariposa, inclusive, as obras de alunos de jornalismo. Muito criativo. Só uma dúvida: ninguém se interessa mais por jornalismo investigativo? Ninguém podepegar o telefone e ligar para a D. Ruth? Eu me comprometi a ligar mas quando eu me lembro já passou do horário, minha semana é muito trash. Eu já liguei pra lá, falei com a atendente, a Dra. Ruth Lemos é do conselho, estará lá amanhã, 2a. feira.

Se alguém quiser ligar e falar com ela, para descobrir se ela estava ou não com fone, se havia ou não delay, se além do delay ela também estava tão nervosa que gaguejou ou, se é um caso de ecolalia. Cada um fala uma coisa e cria outra coisa. Mas descobrir a verdade que é bom, nada. Vamos tentar? Voluntários?

E aqui, o email do Denis, com as novidades e links do tema:

Rosana,
a última sobre o caso "sanduíche-íche", foi a imitação, em vídeo,feita, acho, por estudantes de jornalismos, com uma repórter e a entrevistadora. Se quiser ver pra comentar no seu blog, o link é: (clique)

Não só isso, mas tem até algumas músicas remixadas com a voz da repórter e da entrevistadora.

.melodosanduiche
.Ruth LemosRemix2005
.Ruth Iche Iche DJ PIg

E a entrevista dela, com legendas:

.Dialeto legendado
.Sanduiche iche legendado

Moro em Recife, e um conhecido me disse que ela, a entrevistadora,está em depressão, por causa disso, devido ao atraso do retorno do som no fone de ouvido. Isso é fácil perceber: só é abrir uma chat em áudio com você mesmo no MSN Messenger que é perceptível essa falha.

Denis Meneses

Obrigada Denis. Obrigada, Senhor. Mas tanta gente criativa e com tempo livre e eu aqui precisando de um assistente de roteirista de TV pra me livrar o domingo!!

 

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13 de março de 2005 às 15h30

Santos e União Barbarense

Chegamos em casa. Todo mundo correu pra TV. O jogo do Santos não está sendo transmitido pelo rádio, só pela TV. No rádio, só Palmeiras e Portuguesa. Um a zero pro Santos e um a zero pra Lusa. Mas o São Paulo continua na frente. Nem vem.

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13 de março de 2005 às 15h27

Rio-Santos

Enfim, São Paulo. Viagem ótima. Não dá mesmo pra entender o movimento da coletividade. Num fim de semana de sol como este, absolutamente lindo, a praia estava vazia a estrada livre.

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13 de março de 2005 às 09h59

Rainy days & Mondays…

...always get me down. Quando junta as duas coisas e chove numa segunda de manhã com trânsito infernal, aí o bicho pega. Pega e não larga mais. Hoje, estou contando com toda a ajuda dos céus, dos deuses, dos amigos, para sobreviver dignamente a este dia pesado. Torcendo para que esta nuvem negra seja logo empurrada pelos ventos do futuro para um distante passado.

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13 de março de 2005 às 08h45

Bom dia

Previsão do tempo para meu domingo; tempo fechado no escritorio, com pancadas de roteiros e trovoadas de texto. Hoje não é dia de sofá, hoje é dia de cadeira na frente da tela.

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13 de março de 2005 às 08h41

Colchão

Uma das maiores felicidades é ter um colchão que cuide do seu corpinho durante as frágeis horas de sono. Porque o contrário é realmente fatal. Acordar e perceber que seu colchão destruiu sua coluna é desanimador. O problema é que colchão é um trambolho, não é um item que você compre e traga numa sacolinha de supermercado. Além do que, existe uma espécie de pacto silencioso entre os humanos de que ele sofrerá mas manterá seu colchão durante cerca de dez anos. No momento, 10 a zero para a cama da praia. Ai, que dor nas costas.

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