Galaxy Galaxy J7 Prime   Intermediário com cara de top #Review

Os aparelhos intermediários sempre foram meus queridinhos, pelo fato de que eles trazem a tecnologia para uma realidade mais popular - não são limitados como os smartphones de entrada e também não são mirabolantes a ponto de custarem verdadeiras fortunas. Por esse motivo, um intermediário normalmente é o mais vendido, especialmente no mercado brasileiro. Faz todo sentido, ele é projetado para o dia a dia das pessoas. Isso significa que se sair bem em uma avaliação como intermediário é atender todos os anseios dessas pessoas que pegam trem, ônibus, adoram curtir e compartilhar nas redes sociais, são aficionadas por séries, livros e novelas… Ah, e consomem MUITO conteúdo na internet.

A Samsung sabe muito bem que a linha J é uma de suas mais bem sucedidas e caprichou no design e nas funcionalidades do Galaxy J7 Prime. É o primeiro da série a receber um acabamento da traseira inteiramente em metal e a contar com um leitor de impressões digitais. Sem falar da impressionante duração de bateria.

Entretanto, para ser bem realista, a guerra pelo trono de rei dos intermediários é tão ou mais disputada que a famosa série de livros de George R. R. Martin. Saiba quais são os pontos fortes e fracos do aparelho da companhia sul-coreana e decida se ele pode fazer parte do seu reino dia a dia.

Design e tela

O design do Galaxy J7 Prime é realmente surpreendente. Apesar de ter uma linha parecida com seus outros colegas da linha J, o modelo Prime é  mais bonito de se ver. Sim, algo do tipo "não parece que paguei barato". O modelo conta com uma tela LCD TFT, com tecnologia PLS de 5,5 polegadas, com resolução full HD e proteção Gorilla Glass. Isso significa que a reprodução de imagens nela não é tão vívida como nas telas de AMOLED das linhas mais top da Samsung, como os Galaxy S e A. Não que isso deixe as imagens ruins no aparelho. O design segue a linha mais atual, que dá a impressão de uma peça única e deixa o modelo Prime mais interessante que o J7 Metal, por exemplo.

Na parte da frente do aparelho, além do botão home - que também embarca o sensor biométrico - e de dois botões virtuais do Android, o J7 Prime ainda conta com uma câmera de 8 MP frontal, com flash de LED e lente com abertura f1.9. Mas, da câmera, falamos depois. Na parte traseira, o smartphone conta com uma corpo de metal, um logo da sul-coreana e um outro sensor para fotos, dessa vez, a câmera traseira é de 13 MP, com a mesma abertura da lente e outro flash LED.

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Um ponto que normalmente passa despercebido, mas que causou algumas situações bizarras é a saída de áudio do aparelho, que fica ligeiramente acima do botão de força. Isso significa que por vezes o som ficou abafado enquanto eu tentava assistir algum vídeo no YouTube ou mesmo escutar música (em casa, nunca em coletivos!).

Interface e desempenho

Dentro do aparelho, temos um processador de oito núcleos Exynos 7870 de 1.6 GHz, da própria Samsung. O aparelho ainda conta com 3 GB de memória RAM, o que o coloca em boa posição para competir com outros intermediários na mesma faixa de preço, como o Moto G5 (que deve ter o review publicado aqui em breve) e mesmo outros modelos da linha J.

O Galaxy J7 Prime tem 32 GB, as apenas 24 GB estão disponíveis - o que significa que você pode . É possível expandir essa quantidade até 256 GB por meio de um cartão microSD. O aparelho tem ainda uma bateria com  3.300 mAh que é surpreendentemente duradoura. E o que isso significa? Que eu deixei o smartphone com Wi-Fi ligado em um armário na redação (por puro engano meu) por uma SEMANA e, quando tirei o J7 Prime de lá, ele ainda tinha 35% de bateria.   o.O

Lançado em 2016, o Galaxy J7 Prime chega com o Android 6.0.1 (Marshmallow) com a já conhecida camada de personalização da Samsung, a TouchWiz. Se, por um lado, as "perfumarias" da Samsung já foram bastante criticadas, atualmente as personalizações são bem-vindas, principalmente, em dois aspectos: câmera e usabilidade. Ao adicionarem novos modos de câmera, as mudanças tornam possível aproveitar o conjunto de sensores para fazer cliques bem legais. Já a possibilidade de facilitar o uso do sistema operacional - especialmente para quem não tem familiaridade com essa tecnologia - também faz com que a TouchWiz torne o Android mais acessível.

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Outra funcionalidade que chega aos celulares da Samsung e o J7 Prime não é exceção: a função gerenciador inteligente, para o controle de recursos importantes como o nível de bateria, o espaço de armazenamento, desempenho. No geral, os resultados de uso foram bastante satisfatórios, com um ou outro travamento por conta de muitos apps pesados rodando ao mesmo tempo.

Câmera

Falar de câmera é sempre uma tarefa ingrata. Especialmente em aparelhos intermediários. Para resolver esse dilema, levo sempre em consideração que o aparelho tem que ter um bom conjunto para tirar fotos automaticamente. A lógica desse pensamento é simples: um bom fotógrafo tira ótimas com qualquer câmera. Mas, no dia a dia, temos que ser capazes de ter imagens minimamente razoáveis.

Depois de toda essa enrolação, a minha opinião. O J7 Prime tem uma câmera boa, em situações de boa iluminação tira ótimas fotos, mas a interface do app de câmera nativo poderia ser melhor.

O fato de ter uma abertura de f/1.9 garante fotos bastante honestas mesmo com baixa iluminação. Lembre-se bem: honestas. Em algumas situações o foco demorava um pouco para se ajustar, o que pode deixar algumas pessoas chateadas. Com o conjunto apresentado pelo J7 Prime, você vai conseguir imagens como essas daqui:

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Levando em consideração concorrentes como os Zenfones na mesma faixa de preço e até os Moto G, a câmera do J7 Prime não faz feio e arrisco dizer que produz imagens mais bem definidas na maioria das situações.

Temos um novo rei?

Durante os mais de 20 dias que testei o J7 Prime como meu celular principal, aproveitei sua câmera, fiquei surpreso com um design tão bonito e agradável em um modelo de apenas 167 gramas. Como comparação, o Galaxy S7 pesa bem pouco menos: 152 gramas.

Por outro lado, apesar de fazer um trabalho bastante honesto, as telas de AMOLED são realmente mais brilhantes e exibem imagens com mais definição, mesmo que isso não prejudique o uso cotidiano do J7 Prime. Outro ponto que deve ser considerado é o grau de irritação que essa saída de áudio lateral pode causar. Eu não liguei muito, mas quem consome muitos vídeos no YouTube pode se irritar com esse manuseio.

Ah, o aparelho está disponível no Brasil em três cores: preto, dourado e rosa. Nesses dois últimos, a frente do smartphone é branca. O valor sugerido pela Samsung é R$ 1.499, mas você encontra o J7 Prime até por R$ 1.059  (ótimo preço) se procurar bem na internet e pagar à vista. O aparelho tem suporte para dois chips Nano SIM.

Com um design que não faz feio, uma bela de uma bateria e um preço camarada, diria que o J7 Prime é a melhor opção dessa família da Samsung. Mais do que isso, faz frente contra a maioria dos aparelhos Android nessa mesma faixa entre R$ 1.000 e R$ 1.500.  Diria que com leve desvantagem  em relação ao Zenfone 3 no quesito processador. No mais, os aparelhos são bem equilibrados e - opinião pessoal - o J7 Prime leva a melhor no design.

Conte sua experiência!

Me diz aí, você pensa em pegar um J7 Prime? Já tem um? Qual aparelho você gostaria de ver aqui nos reviews do blog? Comente aqui suas dúvidas ou observações sobre esse aparelho. A parte mais divertida desse blog, de verdade, é poder interagir e ajudar vocês! icon wink Galaxy J7 Prime   Intermediário com cara de top #Review

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