Topos Reviews Galaxy S8   A evolução do top de linha #review

Essa resenha também poderia se chamar “o incrível caso do smartphone que eu não sabia que precisava”. Isso porque o Galaxy S8, sob vários aspectos, faz de forma levemente melhor tudo o que meu smartphone atual já faz. No entanto, a Samsung chegou a um conjunto de recursos e experiência tão marcantes que tornou o Galaxy S8 no top de linha que você não pode ignorar em 2017.

Para quem se liga nas especificações técnicas: o aparelho embarca um processador de oito núcleos Exynos (2.3GHz Quad + 1.7GHz Quad), com arquitetura de 64 bit. Mais importante talvez seja dizer que esse componente é o primeiro em um celular a ter apenas 10 nm, que promete mais eficiência e, durante minha semana com o Galaxy S8, isso se comprovou. O aparelho ainda tem 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento (expansível até 256 GB via microSD). O top de linha da Samsung suporta dois chips, caso você não pretenda expandir a memória.

Não é para menos, o S8 é a evolução de um conceito que teve suas arestas aparadas desde o Galaxy Note Edge e, pouco depois, nos Galaxy S6 e S6 Edge. Para ajudar a explicar a sensação deixada pelo novo top de linha da marca, vou contar um pouco do que pude experimentar na semana que fiquei com o Galaxy S8 (número 73?). Confere aí!

Design: experiência satisfatória

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Boa parte dessa avaliação positiva (não costumo puxar tanto o saco de um aparelho) é resultado do design do produto. O aparelho é mais do que bonito, ter um Galaxy S8 nas mãos dá uma sensação impressionante de que você está com o que há de mais avançado em tecnologia nos últimos anos. Ao contrário de edições anteriores, a Samsung conseguiu imprimir um senso de singularidade ao desenho desse celular.

E, claro, tudo isso significa uma tela curva com impressionantes 5,8 polegadas com os dois cantos curvos. Ainda mais impressionante que o formato é a qualidade das imagens na tela do S8. Vou recorrer brevemente ao tecniquês para dizer que o display é de Super AMOLED QuadHD+ com resolução de 2960 por 1440 (570 ppi). Não diz nada para você? Eu resumo da seguinte forma, imagens nítidas e imersivas.

Além de ter um display que aproveita mais de 80% da frente do celular, o novo top de linha da marca é mais “alto” e fino se comparado com um Galaxy S7. A proporção da tela é de 18.5 por 9, o que dá mais espaço para visualizar seu feed no Facebook, acompanhar conversas em apps de mensagens e, por enquanto, causa algumas bordas pretas ao assistir conteúdo no YouTube que não esteja formatado nessa proporção.

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Ah, outra coisa, o aparelho tem sim bordas em todos os lados! Os cantos do smartphone são brilhantes e, assim como a traseira, deixam uma grande impressão de que vão riscar “só de pensar”. De fato, em 7 dias, dois pequenos riscos leves “brotaram” na traseira ametista do exemplar que eu estava testando. Vale lembrar: tanto a frente do aparelho quanto a traseira são protegidas por Gorilla Glass 5.

Ah, apesar da impressão de que o display “não tem fim”, há cantos pretos ao lado das curvas do S8. Não que isso seja um quesito para ficar bolado. O aparelho ainda conta com certificação IP68 que permite mergulhar seu Galaxy na água e ainda o protege da poeira.

A bateria faz um bom trabalho e dura um dia se você utilizar o celular no modo desempenho e até um dia e meio se você for mais econômico. São 3000 mAh no Galaxy S8 (que eu testei) e 3500 mAh no S8 +. Algo que não destaca o top da Samsung, mas o deixa alinhado ao que os melhores do mercado também oferecem. O celular também suporta carregamento rápido, com e sem fio.

Interface

O aparelho chega com o Android 7 (Nougat) personalizado pela interface TouchWiz. Quem já teve seu Galaxy S7 ou S7 Edge atualizado para essa versão do sistema operacional comprova que a cara do aparelho rejuvenesce. No caso do novíssimo S8, a versão do sistema operacional ainda é complementada por atalhos Edge, uma tela Always On com mais possibilidades e uma linguagem visual que faz todo sentido.

Se liga:

O display Always On também possibilita que você baixe temas específicos, aí você deixa o celular com a sua cara. Mais importante, talvez, seja que o S8 chega nas suas mãos com uma interface atraente e que não te dá vontade de baixar laucher nenhum. Você pode até mesmo “voltar” os botões do Android para a posição deles nas versões “puras” do sistema operacional.

Botões virtuais tiveram o visual remodelado e mostram uma Samsung atenta ao que as pessoas querem, resolvendo de forma inteligente a “questão do botão home”. Sim, os designers da gigante sul-coreana fizeram um ótimo trabalho ao deixar o visual do sistema todo harmonioso e complementando a sensação de “uau” que você tem ao ter contato com o aparelho.

Galaxy J7 PrimeR7 Testou Galaxy S8   A evolução do top de linha #review

Sobre o desbloqueio do celular, tenho uns pitacos. Você ainda há a opção de utilizar o desbloqueio pela impressão digital, que ficou em um lugar terrível e simplesmente serve como uma “última opção”, utilizar o escaneamento de íris, que não é tão rápido, mas funciona mesmo no escuro e o desbloqueio com reconhecimento facial – além dos tradicionais pins, padrões, etc.

Desbloquear a tela apenas olhando para o celular é viciante. No entanto, a função “mata” um pouco a utilidade do display Always On. Tudo bem, a agilidade do método de desbloqueio unido à segurança de “ser sua própria senha” faz com que esse seja um dos pequenos diferenciais que fazem do Galaxy S8 um aparelho espetacular. Em alguns casos, com uma iluminação mínima (dentro do carro, de noite) o desbloqueio funcionou várias vezes (disse que fiquei viciado, né?).

PS: Cara, a sensação é mesmo fantástica!

Câmera

A edição anterior do top de linha da sul-coreana já fazia um bom trabalho nesse quesito e não teve tantas alterações no aparelho de 2017. O sistema Dual Pixel de 12 MP conta estabilização ótica de imagens e a lente do sensor principal tem abertura de f/1.7. Pude conferir que as imagens noturnas do aparelho ficam realmente muito boas em uma festinha de criança. Sim, a ocasião mais “exemplo” desse tipo de recurso e o aparelho se saiu muito bem!

Nas outras situações, simplesmente tirei o celular do bolso e cliquei, o resultado tá aí:

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Zelda! S2

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Vocês já devem estar familiarizados com minhas fotos de gato, mas vão mais algumas aqui, porque o Fantasma é o gato mais FOFO do mundo.

20170428 092415 Galaxy S8   A evolução do top de linha #review20170501 124656 Galaxy S8   A evolução do top de linha #reviewDepois de vários dias nublados, consegui umas fotos com luz melhor. A câmera do Galaxy S8 realmente brilha no dia a dia:

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Ah, a câmera frontal do S8 também teve melhorias. Agora o sensor frontal tem 8 MP e a mesma abertura de f/1,7. Há ainda um recurso para fazer selfies mais abertas, para ninguém ficar de fora do seu clique. A Samsung também embarcou filtros divertidinhos para suas fotos, porque, tá na moda, né?

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Prazer, Bixby. Até mais!

Não te conheço muito bem, mas você não parece me trazer muita utilidade no momento. A assistente virtual criada pela Samsung ainda não fala português, apesar de ter um botão físico dedicado para ela no smartphone. O botão acaba confundindo durante o uso, porque você ou esbarra nele ou aperta achando que está acendendo a tela.

Para acessar a Bixby também é possível passar a tela para a direita. Com o tempo, a ideia é que Bixby aprenda com seu uso e dê sugestões e traga informações interessantes para você. Algo meio parecido com o que o Google Now/Assistant faz. Por enquanto, nada demais. O recurso que deve fazer mais pelas pessoas é a integração com a câmera.

Ou seja, você pode tirar fotos e receber informações sobre a imagem capturada, como onde comprar um produto, qual o ponto turístico que você está registrando, etc. Na prática, ainda não fui fisgado – acho que ninguém foi –  pela assistente virtual.

Nem tudo é perfeito: dedos, riscos e quedas

Ninguém duvida que a combinação entre vidro e metal deu certo. Não é à toa que várias outras empresas estão utilizando a mesma dobradinha. No entanto, traseiras brilhantes são claramente um ímã de marcas de dedos e riscos. A coisa não é diferente no S8. Em poucos minutos de uso, o celular fica com a traseira toda meio engordurada. Talvez isso possa ser atenuado por uma capa protetora. E a dó é imensa de ter que “cobrir” um aparelho bonitão.

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Sem falar dos riscos e outros danos. Vídeos recentes mostram que o Galaxy S8 pode ser o membro mais “frágil” da família. A tela e a traseira do aparelho ficam bem danificadas depois de uma ou duas quedas. Ou seja, você vai precisar de muito cuidado para que seu aparelho mantenha suas belas curvas intactas. Cada queda é um caso, já diria o ditado. Vale a pena considerar isso se você for do tipo desastrado.

Por falar na tela curva, selecionar opções que estejam no canto da tela é ruim e, imagino, que no S8+ isso seja ainda pior. Não consegui "comprar" a ideia de atalhos nas bordas também. Na realidade, as funções trazidas para “justificar” a tela simplesmente não são lá de grande utilidade. Pode ser uma questão de costume. Mas, a meu ver, as telas edge servem ao propósito de deixar os aparelhos mais bonitos – fazem um bom trabalho nisso e só.

A ergonomia do S8 faz com que ele pareça bastante confortável nas mãos. No entanto, a borda de metal brilhante me passam um aspecto de que ele pode escorregar a qualquer tempo. Dá um certo medo, depois de tudo que eu apontei aqui em cima, né?

Cores, preços e disponibilidade

Outra coisa que chamou atenção conversando com amigos (valeu, Bert!) é um acerto no alvo da sul-coreana: todas as cores do aparelho têm a frente preta. Ou seja, os modelos prateado e ametista – que foi o que eu testei – assim como o preto-preto têm a mesma frente. Isso é relevante porque mantém um senso de uniformidade e ajuda a criar a ideia de display sem fim que a marca desenvolveu para o lançamento.

As cores são atraentes, mas não passam do limite. No caso do S8 que eu testei, o ametista ficou muito bonito, ora parecendo um cinza escuro e variando em tons mais arroxeados. Mesmo assim, ele não se parece com um rosa de outros aparelhos da própria marca. Vendo em lojas do preto e o prata, também seguem a mesma linha.

Talvez fosse a hora de trazer uma câmera dupla? Hum, acho que é uma questão válida. Principalmente levando em conta que alguns concorrentes de preço similar ao top da Samsung têm essa opção (LG G6 e iPhone 7 Plus). No entanto, o Galaxy S8 faz um trabalho tão bem feito com a câmera que ter uma outra lente não é algo que faz tanta falta assim.

Materiais premium, uma bela câmera, uma interface amigável e agradável aos olhos, com tudo que a Samsung entrega no Galaxy S8, posso considerar que a empresa contribuí para elevar o conceito de top de linha. Com certeza os concorrentes vão ter bastante trabalho para correr atrás de todas as apostas acertadas dessa edição do Galaxy S. Isso tudo, sem falar de DeX, carregadores sem fio, Gear 360 e Gear VR - um ecossistema de acessórios respeitável para expandir seus usos.

O Galaxy S8 chega por R$ 3.999, enquanto a versão com a tela maior, o Galaxy S8 + chega por R$ 4.399. O aparelho está em pré-venda e chega às lojas no dia 12 de maio. O preço é salgado, mas vale lembrar que os modelos da linha S nunca chegaram a “preços populares”, conforme lembra o parceiro Henrique, do ZTOP.

Para quem PRECISA de um S8, a gigante sul-coreana tenta facilitar a compra com um programa de upgrade que dá desconto no seu usado e pontos em programas como o Multiplus. Há também o incentivo do Gear VR novo que chega de brinde para os compradores. Mesmo assim, ainda acho que gastar quase 4.000 em qualquer coisa deve ser uma atitude bem pensada. Ah, também vale a pena esperar alguns meses, já que podem surgir promoções e quedas de preço nos varejistas.

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