sven scheuermeier 106767 1024x683 Quatro dicas na hora de para comprar sua smart TV

Para resumir uma longa história, tomei uma decisão importante: trocar a minha atual TV, que me auxiliou por longos 6 anos em parceria com um Chromecast e um pendrive de 4 GB. Se você já passou por aqui outras vezes, sabe que eu andei testando uma formidável QLED da Samsung e, também deve saber, que esses modelos de smart TV da companhia sul-coreana contam com tecnologia de ponta, design bonitão e um preço que os deixa bem fora do meu orçamento.

Bom, basicamente, eu sei o que quero: um televisor com resolução 4K, facilidade e durabilidade. Afinal, minha TVzinha antiga - pré smart TV - ainda dá um caldo. Agora que estamos todos na mesma página, resolvi listar algumas dúvidas que eu tive e que talvez possam te ajudar na hora de escolher um novo televisor para a sua casa. Contei com a ajuda do Guilherme Campos, gerente de produtos da linha de TV da Samsung.

Mas, antes: se você tem dúvidas sobre o que é o 4K e também sobre UHD, SUHD, QLED, OLED  passadinha lá no R7 Tecnologia.

Tamanho é documento

Uma boa forma de começar é definir o tamanho de aparelho que você deseja e que a sua sala comporta. Vale lembrar que, por conta da maior qualidade de imagem das TVs atuais, é possível escolher um aparelho 4K com mais polegadas, mesmo que na mesma distância que você usava sua TV antiga. O toque do especialista é o seguinte:

— Quando o consumidor toma a decisão de trocar de TV é importante verificar a possibilidade de ter a última tecnologia. Uma TV 4K, que tem conteúdo 4K mesmo, pode ter mais polegadas com a mesma distância que uma TV UHD ou FullHD. Ao escolher uma TV 4K você pode usar uma tela maior com tranquilidade, já que o conteúdo não estará distorcido por conta da proximidade.

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O gerente de produtos de TV da marca sul-coreana ainda lembra que é importante verificar se a TV escolhida trabalha ou não com o chamado pixel branco, já que isso distorce o que é considerada a tecnologia 4K. Há um certo debate nesse tema, mas o grande problema, segundo a Samsung é que as TVs com o pixel branco não entregam a fidelidade de cores e imagens que o consumidor espera nessa resolução.

Conteúdo em 4K

Lembra que eu disse que você pode investir em uma tela um pouco maior para sua sala, certo? Antes da sair comprando o maior painel disponível por aí, tenha sempre em mente que há oferta de conteúdo crescente em 4K. Mas, não é tudo que você vai conseguir aproveitar nessa resolução. Por isso e para não deixar sua vista cansada, é importante saber onde você vai poder desfrutar dessa resolução.

Atualmente, temos essa resolução disponível em conteúdos como os aplicativos Netflix (que inclusive cobra um pouco mais caro por conta dessa resolução) e Amazon Prime, dentre outros serviços de streaming.

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Além disso, o YouTube aumenta a cada dia sua oferta de conteúdo 4K. Afinal, hoje a resolução já está disponível nas câmeras de diversos smartphones premium. Quem curte jogar na TV também pode aproveitar gráficos melhores no PlayStation Pro e no Xbox One X (Scorpio). Sem contar que há apps de emissoras exibindo algumas de suas produções já em 4K nativo.

É como eu disse, tenha em mente que a oferta está crescendo bastante, mas ainda não representa 100% do seu tempo na frente da TV, ok?

Além do 4K, outra sigla para ficar de olho é o HDR. A tecnologia que já é usada para melhorar suas fotos chega com força nas produções de cinema e séries mais atuais. Ter uma TV 4K com HDR é garantia de que você vai aproveitar o melhor conteúdo possível no futuro.

PS: acabei de falar que não adianta jogar uma telona de 65 polegadas na sua sala sem antes verificar uma distância razoável. Qual é essa distância? Esse site chamado Rtings.com tem uma calculadora bem interessante que mostra a distância ideal em relação ao tamanho da TV. Tem também uma explicação científica bem legal para isso (em inglês). Confira!

Durabilidade e efeito burn-in

Outro ponto que faz toda a diferença na busca por um aparelho novo é durabilidade. O investimento é alto e não conheço ninguém que troque de TV todo o ano, por exemplo. Então, é importante dar uma boa pesquisada nos materiais da construção da TV. Mais importante ainda, ficar ligado no painel dos aparelhos.

Um dos pontos que vem sendo falado é sobre o chamado efeito burn-in, que acontece quando imagens estáticas são reproduzidas por muito tempo e danificam a tela. Esse tipo de defeito pode acontecer em telas de diferentes tecnologias, há relatos dele em telas como OLED, LCD e outras. Nesses casos, que são eventuais, a tela fica com uma espécie de sombra daquele conteúdo antigo, comenta Campos.

— O efeito burn-in acontece quando você deixa uma imagem parada muito tempo, para quem joga videogames, por exemplo. Você normalmente tem algum ícone ou objeto que fica posicionado de maneira estática por duas, três horas. Isso queima os pixels onde aquele objeto está posicionado. Todo o entretenimento vai ficar prejudicado, não é bacana.

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Gamers e fãs de futebol podem ser prejudicados pelo burn-in

Na categoria QLED, os consumidores têm garantia de 10 anos conta esse efeito burn-in, de acordo com o gerente de produtos da área de TV da Samsung.

Sistema operacional e aplicativos

Contar com uma TV inteligente na sua casa é algo que quebra um batia galho. No entanto, é importante também pesquisar qual o sistema operacional de cada smart TV e quais os benefícios que elas oferecem. Há uma boa variedade de sistemas no mercado: Android, Tizen e WebOS são alguns dos mais conhecidos. Uma dica de ouro dada pelo Guilherme Campos é observar  nos pontos de venda a questão da facilidade de acesso aos menus do televisor que você está de olho e também na praticidade de conexão com outros dispositivos.

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Outro ponto que é bastante recomendado é dar aquela olhadinha no controle remoto. Algumas fabricantes apostam em um modelo mais simples, como é o caso da Samsung. Já outras marcas contam com botões dedicados para apps de streaming para facilitar a sua vida. O ideal é, mesmo que você compre pela internet, dar uma boa pesquisada nas lojas para ter contato com os aparelhos e suas facilidades.

Outro ponto interessante para encerrar o assunto é a questão dos aplicativos. Faça uma pesquisa se os seus serviços de streaming favoritos possuem apps para a plataforma que você escolher e, caso não tenham, pense em como você pretende superar essa barreira.

Alguns televisores contam com compartilhamento de imagem do celular, outra solução é utilizar um Chromecast ou algo parecido. Quem joga casualmente também pode ficar mais animado com plataformas de streaming de games, como o GameFly, disponível em aparelhos da marca sul-coreana, por exemplo.

Enfim, eu ainda estou procurando minha TV ideal. Se você também está com dúvidas ou se já encontrou a sua, compartilhe sua escolha nos comentários!

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