29 setembro 2009
Vida de repórter não tem rotina
Publicado por: André TalVirei jornalista por obra do acaso. Se fosse seguir o meu sonho de criança, ia ser jogador de futebol. Minha mãe, felizmente, me convenceu de que eu não era craque.
Aí pensei: "vou ser narrador de jogo de futebol". Adorava, e ainda adoro, ouvir as narrações carregadas de emoção, que transformam um lance simples em pura adrenalina para o ouvinte. Mais uma vez minha mãe. Ela me disse que eu não tinha voz pra isso.
Fui estudar jornalismo. Aos 17 anos e sem saber, muito, o que era a profissão. Dez anos depois de formado, percebi que tive sorte na escolha. Pra quem gosta de descobrir coisas novas todos os dias, nada pode ser mais empolgante.
Primeiro você descobre a sua cidade, entra em lugares nunca antes visitados, entrevista pessoas que talvez você nunca fosse conversar, vai da periferia aos bairros mais ricos e dos presídios aos gabinetes mais luxuosos.
Se a carreira te dá a oportunidade, vem a melhor parte. Viajar. E isso, pelo menos pra mim, vale mais do que qualquer salário. Desvendar o Brasil demora anos. E eu tive esse tempo. Conheci a serra gaúcha, litoral, Pantanal, Amazônia, sertão e outros interiores. E nunca como turista. Quando você é repórter, vê de perto a realidade das pessoas que vivem em cada lugar desses.
As viagens internacionais podem ser ainda mais empolgantes. Entre Tailândia, Estados Unidos, Bolívia e Alemanha, conheci vários mundos diferentes. Aprendi sobre a política, economia e cultura desses países. E, claro, conheci cada “figura”.
É verdade que nessas viagens a gente trabalha muito mais do que quando estamos por aqui. Falta tempo para passear, mergulhar no mar e se divertir. A família reclama da distância. E vida de repórter também tem muitas preocupações, competitividade com a concorrência, pressão do tempo, etc. Mas vale muito a pena.
Nesse primeiro texto aqui pro R7 só queria passar um pouco do que é nosso dia-a-dia. Rotina não existe. Adoraria compartilhar com vocês algumas das minhas experiências. Se tiverem sugestões, por favor!!!











