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19 janeiro 2010

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Arriscar para viver melhor

Publicado por: Ogg Ibrahim

Olá seguidores!

Andei sumido por causa de umas merecidas férias. Mesmo tendo "tuitado" de vez em quando e postado algumas fotos no Facebook, preferi deixar os artigos do blog para quando voltasse. Em alguns momentos, principalmente nos de lazer, os pensamentos podem variar entre o insano e o insensato. Então preferi me conter. Mas por que não ter arriscado, né?

Outro dia, um amigo postou no Facebook a seguinte frase: "Arriscar ou não arriscar?". Não procurei saber do que se tratava, mas a dúvida me levou a algumas reflexões. Antes de pensar nisso comentei em sua página: Arriscar sempre, amigo. Afinal não devemos nos arrepender de coisas que deixamos de fazer.

Tendo escrito isso, passei a relembrar das vezes em que segui meus próprios instintos. Uma delas, por exemplo, foi a em que comprei um bar-restaurante, mesmo com os amigos tentando me convencer de não fazê-lo. Ou a ocasião em que resolvi sair da TV depois de 16 anos de trabalho, jogando pro alto carreira, salário, status etc. Se eu soubesse as consequências, talvez não tivesse feito nada disso.

Mas que graça teria a vida se pudéssemos prever tudo o que acontece? Que força teríamos pra recomeçar se pudéssemos evitar o que de ruim nos acontece? Com tudo o que passei até hoje, aprendi que é dos momentos de dor que tiramos fôlego pra dar a volta por cima, que aprendemos a ser mais humildes, que descobrimos que nossas fraquezas não são um defeito, mas sim as rédeas que nos nos dão direção.

Na minha vida toda eu sempre arrisquei, sem pestanejar. E das várias vezes que fiz isso, digamos que enfiei o pé na jaca menos vezes do que esperava. Mas muitas vezes também o "arriscar" não deu em nada - nem pra bom, nem pra ruim. Então posso dizer que, na média, arriscar foi equilibrado. Com essa equação em mente, jamais me pouparei de fazer isso de novo e de novo e de novo.

Quando recebi o convite para vir para São Paulo, arrisquei novamente. E ainda arrisquei os projetos pessoais de outra pessoa, minha mulher, que teve de abandonar seus sonhos pelos meus. Agora, um ano depois, colho os frutos das incertezas que vivi e das apostas que fiz. E frutos bons, suculentos, saudáveis e reais.

Por isso, sempre digo: a não ser que você esteja no parapeito de um arranha-céu achando que o salto é a melhor saída, arrisque sempre, dê tempero à sua vida. Pelo menos assim, você não morrerá com a sensação de ter perdido algo que teria te feito imensamente feliz.

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