RK: Quando, na sua opinião, deve começar a campanha presidencial para 2010? Logo após as eleições municipais ou ainda é cedo para a definição das candidaturas? 
Aécio: Na verdade, para muita gente já começou. Mas, quanto aos partidos, eu entendo que, a partir do final do ano que vem, do final do ano de 2009, os partidos estarão definindo internamente as suas alianças e os seus respectivos candidatos para que amanheçam todos em 2010 já com os nomes colocados.

RK: No caso de seu nome ser indicado pelo partido, qual deve ser a principal proposta/bandeira/projeto para a campanha?
Aécio: Não me coloco como candidato à presidência da República. Eu digo sempre que no Brasil não faltam candidatos, falta um projeto de país. O que eu pretendo é que o PSDB, e as forças que estiverem ao nosso lado, apresentem para o Brasil propostas novas e que possam demonstrar com clareza que é melhor a alternância do poder do que a manutenção do que aí está. Propostas como a refundação da Federação com equilíbrio maior entre estados e municípios, a introdução da questão da gestão pública como instrumento de diminuição das diferenças sociais e, sobretudo, a construção de um clima, de um ambiente político, que permita o enfrentamento das reformas que o atual governo não fez, a começar pela reforma política, passando pela previdenciária e pela tributária. Essas deveriam ser as principais bandeiras de um governo que se pressupõe moderno e com os olhos no futuro.
RK: Qual a prioridade do Brasil pós-Lula?
Aécio: Uma aproximação maior das principais forças políticas que hoje protagonizam o antagonismo na política brasileira. Nós estamos caminhando, nós temos vivido ao longo das últimas quatro eleições – duas vencidas por Fernando Henrique e duas por Lula – o radicalismo crescente na política brasileira, em que aquela força política que vence as eleições encontra na oposição o ferrenho posicionamento daquelas que foram derrotadas, o que, na prática, tem inviabilizado os principais avanços que o Brasil precisa viver.
Acho que pensando não nesse ou naquele partido, mas no pós Lula, o que tenho chamado de pós Lula, acho que o ideal era uma convergência, senão entre partidos, em torno de propostas, em torno de projetos para o país, em especial, esses que citei.

 

 

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