Quase meia noite de domingo, cá estou eu de novo.

Tinha prometido para mim mesmo que não voltaria a escrever hoje, depois de publicar o último post antes do jogo do São Paulo (meu tricolor ressuscitou no Brasileirão, metendo 2 a 0 no Flamengo, no alçapão do Morumbi, sem dó nem piedade).

Depois do jantar mensal do meu Grupo de Oração, outro compromisso sagrado do domingo, vim só dar uma olhada nos comentários do blog.

Tomei um susto com a quantidade, por isso não resisti.

Em menos de 12 horas no ar, um dos textos que postei hoje recebeu exatos 163 comentários até a hora em que comecei a escrever este post noturno.

Vou repetir: 163 leitores dignaram-se a participar deste "Balaio", em pleno  domingo, o dia mais fraco na internet, quando a maioria das pessoas não tem acesso à rede nas escolas e nos escritórios.

O post "Antonio Ermírio, Lula e o cigarro: por que não fecham as fábricas?" mereceu mais comentários dos leitores do que as matérias mais lidas do maior jornal do país, a "Folha", e da maior revista do país, a "Veja", durante toda a última semana.

Com apenas quatro dias no ar, este "Balaio" bateu as publicações impressas de maior circulação, como voces podem conferir no ranking abaixo:

"Veja": assuntos mais comentados da semana

Especial VEJA 40 anos - 112

40 propostas para o Brasil - 28

Stephen Kanitz - 19

Jovens evangélicos 18

Diogo Mainardi - 17

"Folha": os temas mais comentados pelos leitores na semana

Eleições - 101

Grampos - 47

Futebol/seleção - 30

O que quero dizer com isso, mesmo sabendo que posso parecer cabotino? Nada, apenas queria agradecer aos meus leitores, novos e velhos.

É que esse trabalho de blogueiro é uma atividade absolutamente solitária, sem editor, assessor de imprensa nem marqueteiro, só eu e meu computador, um espaço que ganha vida com a participação dos leitores.

Se eu não escrever isso aqui, ninguém mais vai fazer isso por mim. Quer dizer, ninguém vai comparar estes números de comentários dos leitores de um simples blog com os dos veículos da grande mídia.

Eles mostram apenas a crescente força da internet no Brasil e a vontade dos leitores de participarem cada vez mais das discussões sobre os temas do momento que afetam suas vidas, sem intermediários e formadores de opinião, com toda a liberdade.  

 

 

 

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