Informações recolhidas pelo DataBalaio agora no começo da tarde com quem entende do assunto confirmam: as ondas Kassab, em São Paulo, e Quintão, em Belo Horizonte, são irreversíveis, as faturas estão liquidadas.

No Rio, a disputa continua pau a pau entre Gabeira e Paes, sem que se possa prever um desfecho.

As novas pesquisas que serão divulgadas a partir de amanhã mostram que as campanhas negativas desencadeadas pelas campanhas de Marta contra Kassab, em São Paulo, e Márcio Aécio Pimentel Lacerda contra Leonardo Quintão, em Belo Horizonte, apenas fizeram aumentar a distância que as separa dos líderes. Os tiros saíram pela culatra, como se dizia nos tempos de antigamente.

Só não ocorreu no Rio de Janeiro o mesmo fenômeno de confirmação das ondas visualizadas ao final do primeiro turno, porque Fernando Gabeira, a onda carioca, também deu um tiro no pé ao atacar a vereadora Lucinha, sua aliada tucana, a mais votada da cidade.

Por causa de uma polêmica besta sobre a localização do lixão da Paciência, na zona oeste, reduto de Lucinha onde Gabeira é fraco, o candidato foi flagrado por repórteres chamando a vereadora de suburbana e analfabeta política.

Depois, teve que se retratar, mas o estrago já estava feito. Paes, um almofadinha da zona sul criado na escolinha de Cesar Maia, rapidamente tomou as dores do subúrbio e acusou Gabeira de preconceituoso.

Pior do que isso para Gabeira, foi receber o apoio público de Cesar Maia, o prefeito de capital mais rejeitado do país. Ficou difícil para ele se apresentar como a novidade da campanha, não por causa dos seus 67 anos bem vividos, mas porque o demo Maia representa o que há de pior e mais atrasado na política carioca.

Com isso, a campanha do verde tucano acabou neutralizando os efeitos negativos das baixarias de Eduardo Paes, agora ressuscitando velhos fantasmas e patrocinando a distribuição de panfletos apócrifos, como já aconteceu em campanhas anteriores, quando os adversários de Gabeira lançaram aquele famoso slogan: "Quem senta, fuma e cheira vota no Gabeira".

Os tempos agora são outros, é verdade. Não há mais espaço na cena política brasileira para patifarias como as da campanha negativa de Fernando Collor contra Lula, já faz quase 20 anos.

Campanhas negativas ainda são muito usadas nos Estados Unidos, aquele rico país falido de George Bush, onde as últimas esperanças do republicano McCain residem em partir para as ofensas contra o cidadão Obama, espalhando boatos reproduzidos pelo site conservador FreeRepublic.com e amplificados pela sua vice Sarah Palin.

Mas parece que nem lá funciona mais: a média das pesquisas nacionais nos EUA já apontavam hoje oito pontos de vantagem de Obama sobre McCain.

 

 

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