Os últimos momentos de campanha, antes dos debates de hoje à noite na Rede Globo, prometem fortes emoções em São Paulo e no Rio.

Em São Paulo, o PT reagiu, com razão, à decisão da Justiça Eleitoral, que reconheceu o uso da máquina pública na cerimônia em que Kassab entregou esta semana um checão de R$ 198 milhões ao governador José Serra para obras no metrô, a poucos dias da eleição _ coisa que a Prefeitura não fez antes durante todo o período de governo dos dois.

Com dois metros de comprimento, o checão fake foi utilizado até gastar na campanha de Kassab na televisão, mas a punição da Justiça Eleitoral saiu bem barata: módicos R$5.320,50.

"Na decisão, o juiz reconheceu que houve abuso da máquina e nos deu razão com relação ao mérito, mas aplicou apenas uma multa, pena extremamente branda", disse Carlos Zaratini, cooordenador da campanha de Marta, que considerou a decisão absurda.

No Rio, embora os dois candidatos tenham passado o dia descansando para o debate, Eduardo Paes foi até a porta da sua casa, na Barra da Tijuca, para conversar com jornalistas e soltou mais uma baixaria contra seu adversário Fernando Gabeira, nesta que é campanha mais suja do país no segundo turno.

"Gabeira defendeu a regulamentação da prostituição, defendeu praia de nudismo, defendeu a legalização da maconha. Esses assuntos fazem com que a população se manifeste", disparou Paes, cuja campanha também foi acusada hoje de oferecer dinheiro a mesários para fraudar a votação de domingo. 

Se estes temas forem levados aos debates, a noite promete.

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