Com a entrevista exclusiva do presidente Lula, o Balaio encerra sua participação na cobertura da campanha eleitoral no iG. Confesso que a disputa política não é o assunto que mais me atrai. Mas não tem jeito: de dois em dois anos, a democracia prevê eleições no calendário.

Agradeço a todos os leitores/comentaristas pela paciência com que acompanharam esta cobertura ao longo de dois meses. Ganhou quem tinha que ganhar, perdeu quem tinha que perder, e nada melhor agora do que mudar de assunto. A partir de amnahã, vamos virar o disco. A vida continua.

Daqui a pouco vou desligar o computador e ir para a festa de entrega do Troféu Especial de Imprensa da ONU, no Tuca, o teatro da PUC, a cinco jornalistas brasileiros pelo conjunto da obra, em comemoração aos 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos.

Sou um deles, ao lado dos bravos colegas Caco Barcellos, José Hamilton Ribeiro, Zuenir Ventura e Henfil, que já não está entre nós, porque foi embora antes da hora. O melhor da história é que fomos escolhidos em eleição direta pelos mais de 500 vencedores do Premio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que hoje completa 30 anos.

Aproveito para cumprimentar Mario Magalhães e Joel Silva, da Folha de S. Paulo, que ganharam o Herzog de reportagem em jornal deste ano, com "Os anti-heróis, o submundo da cana".

É um dos melhores trabalhos que li nos últimos tempos, mostrando que denunciar o desrespeito aos direitos humanos ainda é um desafio para todos nós, jornalistas, três décadas após o assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes do regime militar.

 

 

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