Em tempo, às 19h34:

Recebi agora uma ligação do Palácio do Planalto de fonte bastante confiável confirmando que o ministro Antonio Palocci falará ao país nesta sexta-feira e dará "todas as explicações necessárias".

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Não tem como mudar de assunto. Chegamos nesta quinta-feira ao 17º dia da crise política provocada pelas revelações da Folha de S.Paulo sobre o patrimônio do ministro Antonio Palocci, ainda chefe da Casa Civil.

"Eu posso falar", disse aos jornalistas que o cercaram ao deixar o ato de lançamento do programa "Brasil sem Miséria", no Palácio do Planalto, mas não disse quando.

O desfecho da novela que se arrasta em Brasília era imprevisível, agora no final da tarde, mas a situação de Palocci só piorou nas últimas 24 horas.

De manhã, a executiva nacional do PT, reunida em Brasília, decidiu rifar o ministro e anunciou, agora oficialmente, que não fará a sua defesa. Para os dirigentes do PT, Palocci é um problema do governo, não do partido.

Com Lula em viagem entre Cuba e Venezuela, sobrou apenas Gilberto Carvalho para defender a permanência do ministro e garantir que ele dará explicações, mas não sabia dizer quando. Carvalho, por sinal, é o nome mais cotado para assumir a Casa Civil, caso Palocci tenha que sair, como previ na estreia do Jornal da Record News, na segunda-feira passada.

Para completar o quadro cada vez mais periclitante de Antonio Palocci, o presidente do PT gaúcho, Raul Pont, um dos expoentes da esquerda mais à esquerda do partido, exigiu sumariamente a demissão do ministro.

Com estes correligionários e o "fogo amigo" comendo solto, o ex-homem forte do governo não precisa de inimigos. Que fazer, presidente Dilma?

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