Entre as poucas opções possíveis para reorganizar sua coordenação política após a queda de  Antonio Palocci, a presidente Dilma Rousseff escolheu a pior possível: promoveu simplesmente um troca-troca entre os ministros da Pesca e da articulação política do governo, como se fosse tudo a mesma coisa.

Tirou o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), das Relações Institucionais, como já estava mais do que previsto há vários dias, e colocou em seu lugar a ex-senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que até hoje estava comandando o importantíssimo Ministério da Pesca e Aquicultura.

Para completar, não satisfeita em colocar a pessoa errada no lugar errado, Dilma ainda  humilhou Luiz Sérgio, e o transferiu para a Pesca.

Como já escrevi no post anterior, ou a presidente escalou o ministério errado quando assumiu em janeiro, ou está fazendo tudo errado agora. O mais provável é que as duas opções anteriores estejam certas. O ministério como um todo é muito ruim.

Se foi para provar que quem manda é ela, como já critiquei aqui no Balaio pela manhã, e minha colega Christina Lemos, da TV Record de Brasília, confirmou há pouco em seu blog aqui no R7, Dilma Rousseff escolheu o caminho menos indicado num campo em que não pode mais errar: a coordenação política.

A presidente passou as últimas semanas procurando a "Dilma da Dilma" para colocar no lugar de Palocci, encontrou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), foi aplaudida por todo mundo, e agora pisou no tomateiro inteiro ao escolher o "Lula da Dilma" na pessoa de Ideli Salvatti, que é exatamente o oposto do ex-presidente, um conciliador e negociador por natureza.

Sempre é possível piorar o que já estava ruim. A escolha de Ideli Salvatti para a coordenação política do governo, por tudo que conheço dos personagens envolvidos nesta história, é pior do que um tiro no pé. É a onipotência no seu pior momento, um salto no escuro, sem rede de proteção.

E, lá embaixo, no picadeiro, estamos todos nós.

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