Juro que consegui ver do começo ao fim esta chatíssima transmissão do sorteio preliminar das eliminatórias da Copa de 2014. Ao contrário do escabroso filme sérvio que foi proibido, desta vez vi tudo. E não acreditei no que vi.

Com certeza, foi o evento mais chato e menos emocionante já transmitido pela televisão mundial para mais de 200 países desde a chegada do homem à Lua, em 1969.

Sem entrar no mérito de quem pagou a conta da festa que custou R$ 30 milhões, ou seja, nós, os cidadãos contribuintes (na África do Sul, há quatro anos, o mesmo evento custou  U$ 2 milhões), ninguém merece ouvir meu amigo Galvão Bueno narrando por mais de duas horas um não evento, em que não acontece absolutamente nada de interessante ou surpreeendente, e ninguém entende o que está acontecendo.

Foi um tal de zonas, potes, segunda força, grupo mais fraco, Ana Carolina cantando com Ivan Lins, velhos ídolos do futebol brasileiro formando dupla com jovens talentos desconhecidos do grande público, que nem a seleta platéia reunida na tenda da Fifa/CBF/Globo armada na tarde deste sábado, na Marina da Gloria, no Rio, resistiu ao sono.

O próprio Galvão Bueno flagrou o presidente da AFA, Julio Grandone, o Ricardo Teixeira da Argentina, puxando um solene ronco na primeira fila das autoridades. Quase todas as excelências estavam entediadas, com cara de sono, de quem está só esperando para aquilo acabar logo.

Nem a bela apresentadora Fernanda Lima cheia de pique conseguiu salvar o grande espetáculo que não houve. Só Pelé, o embaixador da presidente Dilma, foi aplaudido.

Se é isto que nos espera na Copa de 2014, mesmo que os estádios e aeroportos fiquem prontos, estamos mal...

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