Publicado em 13/02/12 às 13h29
Por falta de nomes, Dilma dá um tempo
Bem que a presidente Dilma Rousseff já gostaria de ter concluído sua minirreforma ministerial para poder se dedicar apenas a melhorar a gestão de governo, o seu grande objetivo para 2012, mas as mudanças estão emperradas pela falta de bons e confiáveis nomes no mercado partidário.
Numa conversa que tivemos antes do início da campanha presidencial de 2010, quando ainda era ministra-chefe da Casa Civil, Dilma queixava-se exatamente da falta de quadros para compor a equipe de governo.
O que dificulta ainda mais a escolha de substitutos para os ministros que estão balançando nas cadeiras é a necessidade de contemplar os partidos no esquema de capitanias hereditárias adotado pelo "presidencialismo de coalizão".
Já está decidido que as próximas trocas deverão ocorrer em Transportes, Trabalho, Igualdade Racial e Cultura, mas a presidente não está conseguindo conciliar os interesses partidários com um perfil adequado para unir na mesma pessoa competência profissional com conduta ética.
Faço uma pergunta aos leitores: qual nome do PR vocês indicariam para o lugar do interino Paulo Passos no Ministério dos Transportes, que é da cota do partido de Valdemar Costa Neto?
Da mesma forma, qual seria o candidato natural do PDT de Carlos Lupi para ocupar o Ministério do Trabalho?
Ana Holanda, da Cultura, assim como Luiza Barrios, da Igualdade Racial, também só continuam em seus postos porque Dilma ainda não encontrou ninguém para substituí-las. Neste caso, o problema não é partidário, mas achar alguém que não signifique trocar seis por meia dúzia, como já aconteceu no Ministério das Cidades, por absoluta falta de opção.
Enquanto não conclui a reforma no primeiro escalão, Dilma vai discretamente substituindo por técnicos da sua confiança nomes antes indicados pelos partidos para ocupar áreas estratégicas como a Conab, o Dnocs e a Casa da Moeda, e em diretorias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
PEC-300 vai para a geladeira
Em semana aparentemente tranquila, uma coisa é certa: agora, depois da greve na Bahia e da ameaça no Rio de Janeiro, é que o governo federal não vai mesmo apoiar a PEC-300, que estabelece piso salarial nacional para os policiais. Seria ceder às chantagens dos grevistas.
Caberá ao Ministério da Justiça encontrar alguma outra solução para acalmar os funcionários públicos fardados e armados que se mobilizaram nacionalmente e ameaçam fazer novas paralisações.
Fernandos esquecidos
E não se fala mais nos ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que chegaram ao final de 2011 como as bolas da vez.
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