Fechadas as urnas e anunciados os resultados em todo o País, contrariando as pesquisas e a torcida dos analistas da grande mídia, que previam a sua derrocada por conta do julgamento do mensalão, o PT surge como o grande campeão de votos do primeiro turno destas eleições municipais.

Com um crescimento de 4,3% em relação à disputa de 2008, o PT somou 17,3 milhões de votos e ficou em primeiro lugar. Em segundo, aparece o PMDB, principal aliado da base governista, com 16,7 milhões de votos, registrando uma queda de 9,8% na comparação com a eleição anterior.

Também o maior partido da oposição, o PSDB, que explorou o mensalão em suas campanhas, caiu em relação a 2008: com um total de 13,9 milhões de votos nas eleições de domingo, sofreu uma queda de 4,3%.

Em número de prefeituras, o PMDB se manteve na liderança, embora tenha caído 15% no total de vitórias, passando de 1.200, em 2008, para 1.061 agora. O PSDB continua em segundo, mas sofreu queda de 13% no total de prefeituras, tendo ficado com 688. Com 627, o PT aparece em terceiro lugar, mantendo um crescimento contínuo desde 1996.

E quem mais cresceu nesta eleição foi o PSB, que derrotou o PT, seu antigo aliado, em Belo Horizonte e no Recife. O partido de Eduardo Campos registrou um crescimento de 51% no total de votos, passando de 5,7 para 8,6 milhões, e no número de prefeituras (433), 41% a mais do que em 2008.

Assim mesmo, o PSB ainda ficou abaixo do PSD de Gilberto Kassab, que nem existia na eleição anterior, e agora já aparece com 493 prefeituras conquistadas.

Na outra ponta, o DEM, que se chamava PFL quando chegou a eleger 1.028 prefeitos nas eleições de 2.000, despencou para apenas 274 nesta eleição.

Passando a régua nestes números, ainda faltando as eleições de segundo turno em 50 municípios, no próximo dia 28, chega-se a uma importante vitória dos partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff, enquanto os dois maiores partidos de oposição registram queda, tanto em quantidade de prefeituras conquistadas como em total de votos.

Os "não votos"

Confirmando as constatações feitas aqui no Balaio, na semana passada, sobre o desencanto com a política demonstrado nesta campanha eleitoral, 2,5 milhões dos 8,5 milhões de eleitores de São Paulo não votaram em ninguém (1,5 milhão nem foi votar).

Entre abstenções, votos brancos e nulos, o total chegou a 28,9% dos eleitores, recorde nos últimos anos, exatamente o mesmo índice (28,98%) de votos alcançado por Fernando Haddad, do PT, que disputará o segundo turno contra José Serra, do PSDB, vencedor do primeiro turno, com 30,75%.

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