120122 As crises do fim do mundo que não chegaram

Pois é, estamos chegando perto do fatídico 21 de dezembro de 2012, quando o solstício anual de inverno conclui mais um ciclo do antigo Calendário Maia, dia anunciado para o fim do mundo.

Tem até gente ganhando dinheiro com isso, vendendo proteção para os mais assustados, o que levou a Nasa a desmentir oficialmente a trágica efeméride em seu site oficial do USA.gov e garantir que vamos sobreviver a mais este anúncio fúnebre.

Mesmo assim, apesar do desmentido, por aqui no Brasil, continuamos emendando uma crise do fim do mundo na outra. Saímos direto do julgamento do mensalão para a Operação Porto Seguro, sem que tenha acabado ainda a CPI do Cachoeira.

Apesar disso, as marés como os aviões continuam descendo e subindo, as fábricas e as escolas em plena atividade, o campo batendo recordes de produção e as ruas de congestionamentos, mas para quem acompanha o noticiário nas multimídias novas e velhas parece que o nosso fim está chegando logo ali na próxima esquina.

Conheço cada vez mais gente que procura distância das más notícias, cancelando assinaturas ou esquecendo de abrir os exemplares deixados na soleira da porta, muitas vezes de graça.

Desgraça, bandalheira, violência, corrupção, safadeza, acidentes, enchentes, incendios, conflitos, traições, lambanças, já não se consegue distinguir ficção e não ficção no que nos é oferecido nas páginas e nas telas.

Para não perder o ânimo, muitas pessoas preferem se desligar do mundo e cuidar das suas vidas, já que não lhes é oferecido nada que as ajude a viver melhor.

Não é possível que, no Brasil e no mundo, não aconteça nada de bom de um dia para outro, além do anúncio da gravidez do jovem casal real ou da vitória do nosso time de futebol.

Bem que tenho procurado notícias boas para tratar aqui no Balaio, mas, diante da minha dificuldade, faço um apelo aos leitores.

Se alguém souber de algum lugar bacana, alguém produzindo coisas novas, vencendo dificuldades ou uma história capaz de quebrar este baixo astral das crises e desgraças cotidianas, por favor, escreva para nós.

Pretendo aproveitar no blog os melhores comentários enviados. Enquanto o mundo não acaba, vamos aproveitar para tentar fazê-lo um pouco melhor, mais divertido de se viver.

Só fazer cara feia e ficar xingando a paisagem vista da janela não resolve nada.

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