Publicado em 20/12/12 às 15h00

Por um 2013 com mais notícias boas

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foto 1 Por um 2013 com mais notícias boas

20 de dezembro de 2012.

Um dia antes do anunciado fim do mundo, aproveito para já me despedir dos leitores deste Balaio (nunca se sabe...), depois de mais um ano de encontros diários, muitos debates acalorados e algumas alegrias, como a volta de antigos leitores desgarrados que  retornaram ao nosso convívio.

Como os governos, o Congresso, o Supremo, as escolas de samba e os times de futebol estão entrando em recesso, as notícias começaram a rarear e este é um bom momento para todos juntos fazermos uma reflexão sobre o ano que passou e o que nos espera em 2013.

Prometo não fazer nenhuma retrospectiva nem tentar prever o que vai acontecer no ano que vem. Essas coisas costumam ser muito chatas e os balanços acabam mais tirando do que dando esperanças.

Melhor é esfriar a cabeça um pouco, dar uma boa limpada nos pensamentos negativos  e imaginar como cada um de nós pode colaborar para fazer um mundo melhor, menos conflituoso e destrutivo, menos intolerante e mais fraterno.

Se o mundo não acabar amanhã, poderíamos começar cumprimentando nossos vizinhos com um sorriso e não apenas por obrigação, perguntar como vai, pedir por favor e falar obrigado sempre que possível, esses coisas antigas quase esquecidas.

Há mil maneiras de tornarmos mais prazeroso nosso dia a dia e a relação com as outras pessoas, a começar pelas mais próximas. Neste último texto do ano, sem nada de importante para falar, conto com a colaboração dos leitores para ver de que forma poderemos ter mais notícias boas em 2013.

Desde que comecei a tocar este blog, faz uns cinco anos, meu desafio diário é procurar fugir das manchetes, dos lugares comuns, das desgraças de todos os dias, da eterna disputa política, das futilidades transformadas em grandes acontecimentos.

Não é fácil. Em primeiro lugar, porque todos nós somos produtos do nosso meio. É impossível você terminar de ler os jornais e os portais, ver e ouvir o noticiário de manhã à noite, e não ficar impregnado de coisa ruim, ainda capaz de encontrar fatos para despertar um sorriso, uma alegria em quem frequenta este espaço.

Tenho verdadeira obsessão, faz muito tempo, por encontrar notícias boas, histórias inspiradoras, lugares diferentes, novos personagens que mudam o rumo das coisas.

Ao final de cada ano, sinto-me como aquela maratonista da olimpíada que foi se arrastando para alcançar a chegada, disposta a não entregar os pontos.

Não é possível que num país como o nosso, com seus 200 milhões de habitantes em sua grande maioria de boa índole e 8,5 milhões de quilômetros de metros quadrados de riquezas sem fim, a gente não tenha para contar de um dia para outro algumas coisas boas que estão acontecendo em algum lugar escondido do país.

Por razões físicas e de trabalho, nos últimos tempos viajei menos para fazer reportagens, tornei-me mais comentarista do que repórter, e talvez isso também tenha colaborado para que o Brasil real já não apareça como antes aqui no Balaio.

Sempre defendi que lugar de repórter é na rua, mas nos últimos tempos tenho seguido cada vez menos meu próprio conselho, navegando horas pela internet ao invés de bater pernas pelas ruas e ir aonde os fatos estão acontecendo.

Por isso, peço o auxílio de vocês para trazerem aqui ao Balaio as histórias que já não encontro por aí, contando o que anda acontecendo de bom nos lugares onde vivem e que eu não vejo.

Esta á a grande conquista da internet, em que somos todos ao mesmo tempo produtores e receptores de informações, não apenas de opiniões, que acabam se repetindo e tornando chatos os debates.

Faço um apelo para que a gente dê uma arejada nos assuntos, na maneira de tratar os acontecimentos bons ou ruins que fazem parte do nosso dia a dia.

Vou tirar também um recesso com a família, coisa que não faço há muito tempo, e volto dia 10 de janeiro, mas o Balaio continuará aberto às contribuições de vocês, dando dicas, contando onde estão surgindo coisas boas, relatando experiências que podem servir de estímulo a outros leitores, seus planos para 2013, receitas de bem viver.

Que boas notícias vocês gostariam de ver publicadas em 2013?

Nesse meio tempo, se eu encontrar alguma pelo caminho, volto ao Balaio em edição extraordinária.

Deixo o blog em boas mãos: nas mãos dos leitores.

Até a volta!

 

***

Em tempo:

O ano para mim terminou com uma boa notícia que me deixou muito feliz: estou relacionado entre os 20 jornalistas brasileiros mais premiados de todos os tempos, ranking que foi divulgado esta semana pelo portal Jornalistas&Cia e Instituto Corda.

O grande campeão, com toda justiça, foi meu amigo José Hamilton Ribeiro, repórter do Globo Rural.

Meu nome também foi incluido entre os mais premiados jornalistas brasileiros de 2012.

Só tenho que agradecer do fundo do coração a todos os colegas com quem trabalhei durante todo este tempo e aos leitores que me acompanharam nesta longa travessia.

Valeu, pessoal.

Feliz Natal! Feliz 2013!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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73 Comentários

"Por um 2013 com mais notícias boas"

20 de December de 2012 às 15:00 - Postado por rkotscho

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Comentários
  • divaldo
    - 9 de janeiro de 2013 - 20:05

    Caros colegas, muito obrigado por ler o fel da minha indignação, mas os tucanos meu amigão Vitor Hugo, Everaldo, Fred Oliva, Nona Fernandes, gente assim simples como nós que amam quem nos faz bem e do outro lado, (nós merecemos) o J.Leite, a Yane, o Vennelder, (gostei do apelido) mas eu juro pelas barbas do profeta (coitado) que não estou iludido mas vendo as coisas como são e não sonhando como os tucanos saudosistas daqueles tempos da mamata e da liquidação a troco de banans nanica que são as mais baratas do mercado das produtivas empresas brasileiras do povo e ainda se não me falha a memória financiada com o dinheiro do povo, isto é AÇAÕ ENTRE AMIGUINHOS DO PEITO. Nós merecemos mas não desistimos porque somos brasileiros vestidos com camisetas com o mapa do Brasil relusente no peito e eles os tucanos vão de camiseta meia bõca; dum lado um mapa do Brasil desbotado e do outro algo assim numa mistura entre os EUA, Inglaterra e França prá ser chique só porque falam francês com aquele biquinho escroque Ui, ui merci bocou. Obrigado pelas observações não pretendo aceitá-las, as dos tucanos claro e nem fazê-las uso porque sou Lulista, Ptista, ex-metalúrgico e por incrível ex-torneiro mecânico e ajustador e por fim ex-professor de escola técnica hoje felismente aposentado. Mas eu sempre estarei aqui dentro desta casa do amigão Kotscho de olho no que dizem e mesmo porque vou aprendendo com eles como se lidibria o pobre eleitor incauto para não cair mais nas suas redes que estão ficando furadas.

    Responder
  • Vannelder
    - 9 de janeiro de 2013 - 10:51

    Quero iniciar 2013 lhes apresentando um personagem: ILUDIVALDO. Iludivaldo, um ser inocente, que acredita em fadas e duendes, papai noel e coelho da páscoa, acredita também na honestidade de um certo partido político, que apesar de todas as condenações da justiça e escândalos mensais se nega a admitir que tenha em seus quadros pessoas corruPTas. Iludivaldo também acredita que o seu maior ídolo, quase um santo, um semi-deus, de fato não sabia de nada! Apesar de dados oficiais estarem à disposição de quem quiser ver, Iludivaldo acha uma incoerência, além de pura perseguição política o fato comprovado de que seu santo, seu semi-deus, no seu último ano de governo ter gastado obscenos R$ 80 milhões no cartão corporativo da presidência da república, enquanto que em 2012 o Governo Federal gastou apenas R$ 85.136.047,56 para o Programa de Prevenção e Resposta a Desastres no Brasil todo -sendo que o Estado da Federação que mais recebeu valores foi o Ceará com R$ 20 milhões. Ou seja, pra prevenir desastres que ceifam vidas no Brasil todo se gastou ano passado apenas R$ 5 milhões a mais do que o cartão corporativo utilizado pelo santo, o semi-deus de Iludivaldo no seu último ano de presidência. Obs: Iludivaldo é forte concorrente ao FEBEAPA (Festival de Besteiras que Assola o País), tão genialmente inventando pelo saudoso Stanilaw Ponte Preta.

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